Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Neocaína com Vasoconstritor?
Solução injetável 0,25%, 0,50% e 0,75%
As reações adversas à bupivacaína são as características daquelas associadas com outros anestésicos locais do tipo amida. A principal causa das reações adversas desse grupo de drogas é o alto nível plasmático que pode ser devido à superdosagem, injeção intravascular acidental ou degradação metabólica lenta. As reações adversas, em geral, podem ser em virtude da quantidade de bupivacaína que chega ao sangue, por uma absorção grande ou injeção intravascular inadvertida, ou por um nível alto de bloqueio, no caso da anestesia epidural e raquianestesia.
Toxicidade aguda sistêmica
Hipoventilação ou apneia (parada respiratória), hipotensão, náuseas, vômito (epidural ou raquianestesia total ou alta), vertigem, síncope, sudorese excessiva.
Reações alérgicas
A reação alérgica mais grave e possível é o choque anafilático.
As alergias podem ser pela sensibilidade ao anestésico local ou aos outros componentes da fórmula, tal como o conservante antimicrobiano metilparabeno, ou sulfitos contidos nas soluções com epinefrina, e podem ser:
Urticária, prurido, eritema, edemas angioneuróticos (incluindo edema de laringe), taquicardia, corrimento nasal, sintomatologia anafilactoide (incluindo hipotensão grave).
Sistema nervoso central (reações neurológicas)
Excitação e/ou depressão, sonolência, inconsciência, agitação, ansiedade, vertigens, zumbidos, visão nebulosa ou tremores, convulsões, calafrios, constrição das pupilas, retenção urinária, incontinência fecal e urinária, perda de sensação perineal e função sexual, anestesia persistente, formigamento, fraqueza, paralisia das extremidades inferiores, cefaleia, lombalgia, meningite séptica, meningismo, demora no trabalho de parto, com aumento na incidência de parto por fórceps; paralisia dos nervos cranianos, pela tração nos nervos devido à perda do líquido cefalorraquidiano.
Sistema cardiovascular
Depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco, bloqueio do coração, hipotensão, bradicardia (frequência cardíaca baixa), arritmias e parada cardíaca.
Relação das incidências das reações adversas em ordem de frequência
| Muito Comum (>1/10) | Transtorno vascular: hipotensão |
| Transtorno gastrointestinal: náusea | |
| Comum (>1/100<1/10) | Transtornos do sistema nervoso: parestesia e tontuta |
| Transtorno cardíaco: bradicardia | |
| Transtorno vascular: hipotensão | |
| Transtorno gastrointestinal: vômito | |
| Transtornos urunário e renal: retenção urinária | |
| Incomum (>1/1.000<1/100) | Trastornos do sistema nervoso: sinais e sintomas de toxicidade do SNC (convulsões, parestesia circumoral, dormência da língua hiperacusia, distúrbios visuais, perda da consciência, tremor, tontura (sensação de ausência ) tinido e disartria) |
| Raro (<1/1.000) | Transtornos do sistema imunológico: reações alérgicas choque/reação anafilatico |
| transtornos do sistema nervoso: neuropatia, dano do nervo periférico e aracnoidite | |
| Transtorno nos olhos: diplopia | |
| Transtorno cardíaco: parada cardíaca e arritimia cardiaca | |
| Transtorno respiratório: depressão respiratória |
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.
Solução injetável 0,5%
As reações adversas são aquelas produzidas pelos anestésicos locais tipo amida decorrentes do aumento do nível sérico consequente de superdosagem, administração intravascular acidental ou rápida absorção.
As reações adversas podem envolver o sistema nervoso central e cardiovascular.
Os efeitos sobre o SNC podem ser:
- Nervosismo, vertigem, visão turva ou tremores seguidos por sonolência, convulsões, inconsciência e provavelmente parada respiratória.
As manifestações cardiovasculares podem ser:
- Depressão do miocárdio, alterações de pressão arterial (normalmente hipotensão) e até parada cardíaca. O tratamento consiste em assegurar e manter as vias aéreas livres e quando necessário auxiliar a ventilação com oxigênio e/ou sistemas de ventilação assistida ou controlada.
A depressão cardiovascular requer assistência circulatória com fluidos IV e/ou vasopressores de acordo com a situação clínica.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)