Ação da Substância - Mycospor

Bula Mycospor

Princípio ativo: Bifonazol

Classe Terapêutica: Antimicóticos Para Uso Tópico

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Mycospor?

Resultados de Eficácia


Os resultados dos estudos realizados mostram claramente que bifonazol em diferentes formulações caracteriza-se por boa eficácia nas indicações estudadas quando aplicado uma vez por dia e por um período de tratamento relativamente curto, de 2 a 3 semanas. Na tabela está documentada a resposta clínica de 924 pacientes com dermatomicoses tratados com as formulações creme e solução.

Tabela: Resultados do tratamento com bifonazol 1%

TratamentoDiagnóstico# PacientesResposta Clínica* (%)
CremeCandidíase15488,9
Tinha30186,0
Pitiríase versicolor7992,5
Eritrasma28100
SoluçãoCandidíase6271,0
Tinha21588,8
Pitiríase versicolor6291,9
Creme + soluçãoCandidíase475,0
Tinha1989,9

(*) Cura + melhora.

Referência bibliográfica:

Stettendorf S: Tolerability and efficacy of bifonazole in dermatomycoses. Arzneimittel-Forschung. Drug Res 1983; 33 (5): 750-4.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Modo de ação

O bifonazol, princípio ativo do Bifonazol creme é um derivado imidazólico com amplo espectro de ação antimicótica que inclui dermatófitos, leveduras, bolores e outros fungos, tais como Malassezia furfur. Além disso, atua sobre Corynebacterium minutissimum.

O bifonazol exerce ação antifúngica por meio de inibição da biossíntese de ergosterol em dois níveis distintos, diferenciando-o tanto de outros derivados azólicos, quanto de outros antifúngicos, os quais atuam em apenas um nível. A inibição da síntese de ergosterol provoca dano estrutural e funcional da membrana citoplasmática.

A situação de resistência ao bifonazol é favorável. Alterações da resistência primária de espécies sensíveis de fungos são muito raras. As investigações não são suficientes para evidenciar qualquer desenvolvimento de resistência secundária em cepas primariamente sensíveis.

Propriedades Farmacocinéticas

Absorção

O bifonazol tem boa penetração nas camadas infectadas da pele. Seis horas após a administração são alcançadas concentrações nas diversas camadas da pele, a partir de 1000 μg/cm3 na camada mais externa da epiderme (estrato córneo), até 5 μg/cm3 na derme papilar. Todas as concentrações determinadas estão dentro da faixa da atividade antimicótica confiável.

Dados de segurança pré-clínicos

Os dados de segurança pré-clínicos não revelam danos especiais aos humanos baseados em estudos convencionais de toxicidade e genotoxicidade de dose única. Apenas em exposições acima da exposição máxima em humanos foram observadas alterações hepáticas (indução enzimática e degeneração gordurosa) em estudos de toxicidade de dose repetida com administração oral, indicando pouca relevância para o uso clínico. Não foram realizados estudos de carcinogenicidade com bifonazol.

Estudos de toxicidade reprodutiva em coelhos, doses orais de 30 mg / kg de peso corpóreo, resultaram em embriotoxicidade incluindo letalidade. Em ratos, doses orais de até 100 mg /kg de peso corpóreo não foram embriotóxicas, no entanto observou-se retardo no desenvolvimento esquelético dos fetos com dose de 100 mg/ kg. Este efeito sobre o desenvolvimento esquelético fetal pode ser considerado como um efeito secundário resultante da toxicidade materna (redução de peso corpóreo).

Dada a baixa absorção do princípio ativo na pele, estes resultados têm pouca relevância no uso clínico. Não foi observado comprometimento da fertilidade masculina ou feminina em ratos nas doses orais de até 40 mg / kg de peso corpóreo.

O bifonazol atravessa a barreira placentária em ratos. Foi demonstrado através de estudo com ratas lactantes que bifonazol administrado por via intravenosa, foi excretado no leite.

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