Quais cuidados devo ter ao usar o Mioflex?
Este medicamento deverá ser usado no máximo durante uma semana. Em tratamentos prolongados, recomenda-se o controle periódico do quadro sanguíneo através de seu médico.
Este medicamento, por conter a substância fenilbutazona pode inibir a função plaquetária e prolongar o tempo de sangramento em casos de hemorragia, sendo este efeito reversível. Pode também ocorrer a diminuição da contagem de leucócitos e/ou plaquetas, ou do hematócrito, diante de tal quadro deve-se suspender a medicação.
Pacientes portadores de doenças intrínsecas da coagulação ou que fazem uso de anticoagulantes, tais como os cumarínicos (warfarina) devem ter cautela.
O uso deste medicamento deve ser interrompido pelo menos 2 semanas antes de qualquer procedimento cirúrgico.
A possibilidade de reativação de úlceras pépticas requer cuidadosa observação médica, mesmo em se tratando de casos remotos de dispepsias (indigestão), hemorragias gastrintestinais ou úlceras pépticas.
Atenção especial deve ser dada para pacientes que possuem:
- Insuficiência cardíaca;
- Doenças cardiovasculares, devido à possibilidade da retenção de sódio e edema;
- Lúpus eritematoso disseminado, pois a fenibultazona pode agravar ou exacerbar o quadro;
- Hipertensão arterial (pressão alta);
- Problemas hematológicos (do sangue) e tomam anticoagulantes;
- Portadores de úlcera péptica;
- Problemas renais com prejuízo da função renal;
- Problemas hepáticos;
- Hipersensibilidade aos anti-inflamatórios não esteroidais ou ao ácido acetilsalicílico;
- Asma.
Observando-se reações alérgicas, febre, dor de garganta, sialoadenites (tumores da glândula salivar), icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas) ou sangue nas fezes, esta medicação deverá ser suspensa imediatamente.
Deverão ser tomados cuidados especiais nos pacientes idosos, geralmente mais sensíveis aos medicamentos.
Não use outro medicamento que contenha paracetamol.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Embora suas substâncias ativas passem para o leite materno em pequenas quantidades, as lactantes deverão suspender a amamentação ou o tratamento.
Durante o tratamento, recomenda-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas. A ação irritante do álcool no estômago é aumentada quando é ingerido com este medicamento, podendo aumentar o risco de úlcera e sangramento.
Pacientes com intolerância ao álcool, ou seja, pacientes que reagem até mesmo a pequenas quantidades de certas bebidas alcoólicas, apresentando sintomas como espirros, lacrimejamento e rubor pronunciado da face, demonstram que podem ser portadores de síndrome de asma analgésica prévia não diagnosticada.
Por conter a substância carisoprodol (um relaxante muscular) pode provocar a sedação, portanto, recomenda-se ao paciente que durante o tratamento ele não dirija veículos ou opere máquinas, pois sua habilidade e atenção podem ser prejudicadas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)