Ação da Substância - Minipress SR

Bula Minipress SR

Princípio ativo: Cloridrato de Prazosina

Classe Terapêutica: Anti-Hipertensivos Puro-Ação Periférica

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Minipress SR?

Resultados de Eficácia


Cloridrato de Prazosina apresentou eficácia no controle da hipertensão arterial leve à moderada em ensaio clínico multicêntrico com 1393 pacientes.

Referências Bibliográficas

1. SPRITZER N. Anti-hypertensive efficacy and tolerability of sustained-release prazosin hydrochloride. A Brazilian multicenter study. Arq Bras Cardiol, v. 55, n. 4, p. 263-6, out. 1990.
2. FRISHMAN W.H,. KOTOB F. Alpha-adrenergic blocking drugs in clinical medicine. J Clin Pharmacol, v. 39, p. 7-16, 1999.

Características Farmacológicas


Propriedades Farmacodinâmicas

Estudos de farmacologia clínica demonstraram que o Cloridrato de Prazosina apresenta atividade broncodilatadora em voluntários asmáticos e sadios.

O Cloridrato de Prazosina causa uma redução na resistência vascular periférica total. Estudos em animais sugerem que o efeito vasodilatador do Cloridrato de Prazosina está relacionado ao bloqueio dos receptores alfa-1 adrenérgicos pós-sinápticos. Os resultados dos estudos pletismográficos realizados nos antebraços de humanos demonstraram que o efeito vasodilatador periférico é resultado do efeito balanceado tanto sobre os vasos de resistência (arteríolas) como sobre os vasos de capacitância (veias).

Ao contrário dos agentes alfa-bloqueadores adrenérgicos não seletivos, a ação anti-hipertensiva do Cloridrato de Prazosina não é acompanhada usualmente por taquicardia reflexa.

A maioria dos estudos indica que a terapêutica crônica com Cloridrato de Prazosina possui efeito muito discreto sobre a atividade da renina plasmática. Um relato sugere um aumento transitório na atividade da renina plasmática após a dose inicial assim como um aumento transitório leve com doses subsequentes.

Foram realizados estudos hemodinâmicos com pacientes hipertensos após administração única e durante a terapia de manutenção a longo prazo. Os resultados confirmaram que o efeito de uma dose terapêutica usual é uma redução na pressão arterial, a qual não está acompanhada de efeitos clinicamente significativos sobre os valores do débito cardíaco, frequência cardíaca, fluxo sanguíneo renal e taxa de filtração glomerular.

Clinicamente, acredita-se que o efeito anti-hipertensivo é resultado direto de vasodilatação periférica. Em humanos, uma redução na pressão arterial é observada na posição supina e em pé. Esse efeito é mais pronunciado na pressão arterial diastólica. Não tem sido observado desenvolvimento de tolerância durante o tratamento a longo prazo. A elevação rebote da pressão arterial não ocorre após descontinuação abrupta da terapia com Cloridrato de Prazosina.

Uma variedade de estudos epidemiológicos, bioquímicos e experimentais tem estabelecido que um nível elevado de lipoproteína de baixa densidade (LDL-colesterol) está associado a um aumento do risco de doença coronária. Uma associação ainda mais significativa é encontrada entre uma diminuição dos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL-colesterol) e um aumento do risco de doença coronária. Estudos clínicos têm demonstrado que o Cloridrato de Prazosina diminui os níveis de LDL e aumenta ou não produz efeitos nos níveis de HDL.

Propriedades Farmacocinéticas

Após a administração oral de cápsulas duras de liberação retardada de Cloridrato de Prazosina em voluntários normais e pacientes hipertensos, as concentrações plasmáticas alcançam pico em 3 horas, em média, com uma meia-vida plasmática de 10,8 horas. O fármaco é altamente ligado às proteínas plasmáticas. Estudos realizados em animais indicam que o Cloridrato de Prazosina é extensamente metabolizado, principalmente por desmetilação e conjugação, e é excretado principalmente pela bile e fezes. Estudos em humanos indicam metabolismo e excreção semelhantes.

Dados de segurança pré-clínicos

O Cloridrato de Prazosina não se mostrou mutagênico em testes de toxicologia genética, e não foi carcinogênico em um estudo de 18 meses realizado em ratos. Em estudos crônicos (1 ano ou mais) com Cloridrato de Prazosina conduzidos em ratos e cães, alterações nos testículos consistindo de atrofia e necrose foram observadas com dose de 25 mg/kg/dia (75 vezes a dose humana máxima usualmente recomendada), enquanto que com uma dose de 10 mg/kg/dia (30 vezes a dose humana máxima usualmente recomendada) não foram observadas tais alterações em nenhuma das espécies.

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