Reações Adversas - Mibo

Bula Mibo

Princípio ativo: Bortezomibe

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Mibo?

Resumo dos estudos clínicos de Bortezomibe IV em pacientes com mieloma múltiplo recidivado/refratário

A segurança e eficácia de Bortezomibe foi avaliada em 3 estudos com a dose recomendada de 1,3 mg/m2, incluindo um estudo Fase 3, randomizado, comparativo, versus dexametasona de 669 pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado que já haviam recebido de 1 a 3 linhas terapêuticas anteriores (M34101-039); um estudo Fase 2, braço único, aberto, multicêntrico com 202 pacientes que haviam recebido pelo menos 2 terapias anteriores e demonstraram progressão da doença na terapia mais recente (M34101-025); e um estudo clínico Fase 2, dose-resposta em mieloma múltiplo recidivado em pacientes que tiveram progressão ou recidiva da doença após terapia de primeira linha com Bortezomibe1,0 mg/m2 ou 1,3 mg/m2 (M34100-024).

Tabela 17: Reações adversas ao medicamento Bortezomibe em estudos de Fase 2 e Fase 3 de mieloma múltiplo refratário/recidivado

 

N° do estudo

 

Classificação de órgãos e sistemas do MedDRA

Termo preferencial

M34101-039 (N = 331)

M34100- 024/M34100 - 025
(N = 228a)

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

Trombocitopenia

115 (35%)

97 (43%)

Anemia

87 (26%)

74 (32%)

Neutropenia

62 (19%)

55 (24%)

Leucopenia

24 (7%)

15 (7%)

Linfopenia

15 (5%) 11 (5%)

Pancitopenia

2 (<1%)6 (3%)

Neutropenia febril

1 (<1%)1 (<1%)

Distúrbios cardíacos

Arritmias

4 (1%)

2(<1%)

Taquicardia

9 (3%)

17 (7%)

Fibriliação atrial

6 (2%)

2(<1%)

Palpitações

5 (2%)

4 (2%)

Desenvolvimento agudo ou exacerbação de insuficiência cardíaca, incluindo insuficiência cardíaca crônica

7 (2%)

8 (4%)

Edema pulmonar

6 (2%)3 (1%)

Choque cardiogênico*

1 (< 1%)-

Aparecimento de redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo

1 (< 1%)-

“Flutter” atrial

1 (< 1%)-

Bradicardia

3 (< 1%) 

1(<1%)

Distúrbios do ouvido e labirinto

Audição prejudicada

1 (< 1%)1 (< 1%)

Distúrbios oftalmológicos

Visão turva

9 (3%) 25 (11%)

Infecção e irritação conjuntiva

14 (4%) 7 (3%)

Distúrbios gastrintestinais

Constipação

140 (42%)

97 (43%)

Diarreia

190 (57%)

116 (51%)

Náusea

190 (57%)

145 (64%)

Vômito

117 (35%)

82 (36%)

Dor gastrintestinal e abdominal, excluindo dor oral e na garganta

80 (24%)

48 (21%)

Dispepsia

32 (10%)

30 (13%)

Dor faringolaringeal

25 (8%)

19 (8%)

Refluxo gastroesofágico

10 (3%)

1 (< 1%)

Eructação

2 (< 1%)

4 (2%)

Distensão abdominal

14 (4%)

13 (6%)

Estomatite e ulceração da boca

24 (7%)

10 (4%)

Disfagia

4 (1%)

5 (2%)

Hemorragia gastrintestinal (trato gastrintestinal superior e inferior)b

7 (2%)

3 (1%)

Hemorragia retal (incluindo diarreia hemorrágica)

7 (2%)

3 (1%)

Ulceração da língua

2 (< 1%)

1 (< 1%)

Ânsia de vômito

3 (< 1%)

2 (< 1%)

Hemorragia do trato gastrintestinal superior

1 (< 1%)

-

Hematemese

1 (< 1%)

-

Petéquias da mucosa oral

3 (< 1%)

-

Íleo paralítico

1 (< 1%)

2 (< 1%)

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Condições astênicas

201 (61%)

149 (65%)

Fraqueza

40 (12%)

44 (19%)

Fadiga

140 (42%)

118 (52%)

Letargia

12 (4%)

9 (4%)

Mal-estar

13 (4%)

22 (10%)

Pirexia

116 (35%)

116 (35%)

Rigidez

37 (11%)

27 (12%)

Edema de extremidades inferiores

35 (11%)

27 (12%)

Neuralgia

21 (6%)

5 (2%)

Dor no peito

26 (8%)

16 (7%)

Irritação e dor no local de administração

1 (< 1%)

1 (< 1%)

Flebite no local de administração

1 (< 1%)

1 (< 1%)

Distúrbios hepatobiliares

Hiperbilirrubinemia

1 (< 1%)

-

Testes de função hepática anormais

3 (< 1%)

2 (< 1%)

Hepatite

2 (< 1%) no estudo M34101-040c

-

Distúrbios do sistema imunológico

Hipersensibilidade ao medicamento

1 (< 1%)

1 (< 1%)

Infecções e infestações

Infecção do trato respiratório superior

26 (8%)

41 (18%)

Nasofaringite

45 (14%)

17 (7%)

Infecções do trato respiratório inferior e pulmões

48 (15%)

29 (13%)

Pneumoniab

21 (6%)

23 (10%)

Herpes zoster (incluindo forma multidérmica ou disseminada)

42 (13%)

26 (11%)

Herpes simples

25 (8%)

13 (6%)

Bronquite

26 (8%)

6 (3%)

Neuralgia pós-herpética

4 (1%)

1 (< 1%)

Sinusite

14 (4%)

15 (7%)

Faringite

6 (2%)

2 (< 1%)

Candidíase oral

6 (2%)

3 (1%)

Infecção do trato urinário

13 (4%)

14 (6%)

Infecção relacionada ao cateter

10 (3%)

6 (3%)

Sepse e bacteremiab

9 (3%)

9 (4%)

Gastroenterite

7 (2%)

-

Lesão, envenenamento e complicações do procedimento

Complicações relacionadas ao cateter

7 (2%)

8 (4%)

Investigações

Aumento de ALT (alanina aminotransferase)

3 (< 1%)

10 (4%)

Aumento de AST (aspartato aminotransferase)

5 (2%)

12 (5%)

Aumento da fosfatase alcalina

6 (2%)

8 (4%)

Aumento de GGT (Gama-glutamiltransferase)

1 (< 1%)

4 (2%)

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Redução do apetite e anorexia

112 (34%)

99 (43%)

Desidratação

24 (7%)

42 (18%)

Hiperglicemia

5 (2%)

16 (7%)

Hipoglicemia

7 (2%)

4 (2%)

Hiponatremia

8 (2%)

18 (8%)

Síndrome da lise tumoral

2 (< 1%) no

-

Estudo M34101-040c

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Dor nos membros

50 (15%)

59 (26%)

Mialgia

39 (12%)

32 (14%)

Artralgia

45 (14%)

60 (26%)

Distúrbios do sistema nervoso

Neuropatia periféricad

120 (36%)

84 (37%)

Parestesia e disestesia

91 (27%)

53 (23%)

Tontura, excluindo vertigem

45 (14%)

48 (21%)

Cefaleia

85 (26%)

63 (28%)

Disgeusia

17 (5%)

29 (13%)

Polineuropatia

9 (3%)

1 (< 1%)

Síncope

8 (2%)

17 (7%)

Convulsões

4 (1%)

-

Perda da consciência

2 (< 1%)

-

Ageusia

2 (< 1%)

-

Distúrbios psiquiátricos

Ansiedade

31 (9%)

32 (14%)

Distúrbios renais e urinários

Insuficiência ou falência renal

21 (6%)

21 (9%)

Dificuldade na micção

2 (1%)

3 (1%)

Hematúria

5 (2%)

4 (2%)

Distúrbios respiratórios, toráxicos e do mediastino

Epistaxe

21 (6%)

23 (10%)

Tosse

70 (21%)

39 (17%)

Dispneia

65 (20%)

50 (22%)

Dispneia do exercício

21 (6%)

18 (8%)

Derrame pleural

4 (1%)

9 (4%)

Rinorreia

4 (1%)

14 (6%)

Hemoptise

3 (< 1%)

2 (< 1%)

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Erupção cutânea, que pode ser prurítico, eritematoso, e pode incluir evidência de vasculite leucocitoclástica

61 (18%)

47 (21%)

Urticária

7 (2%)

5 (2%)

Distúrbios vasculares

Hipotensão

20 (6%)

27 (12%)

Hipotensão ortostática/postural

14 (4%)

8 (4%)

Petéquias

6 (2%)

7 (3%)

Hemorragia cerebralb

1 (< 1%)

-

a Todos os 228 pacientes receberam Bortezomibe na dose de 1,3 mg/m2.
b Inclui desfecho fatal.
c O estudo de Bortezomibe na dose recomendada de 1,3 mg/mem pacientes com mieloma múltiplo que apresentaram progressão da doença após receber pelo menos quatro terapias prévias ou após receber alta dose de dexametasona no Protocolo M34101-039.
d Incluindo todos os termos preferenciais do MedDRA HTL “neuropatia periférica NEC”.

Resumo dos estudos clínicos de Bortezomibe IV versus SC em pacientes com mieloma múltiplo recidivado

A segurança e a eficácia de Bortezomibe SC foram avaliadas em um estudo Fase 3 na dose recomendada de 1,3 mg/m2. Este foi um estudo randomizado, comparativo de Bortezomibe IV vs SC em 222 pacientes com mieloma múltiplo recidivado.

Tabela 18: Incidência de reações adversas ao medicamento Bortezomibe relatadas em ≥ 10% dos pacientes em um estudo Fase 3 mieloma múltiplo recidivado comparando Bortezomibe IV e SC

Nota: Porcentagens na coluna “Total” para cada grupo calculadas com o número de pacientes em cada grupo como denominador. Porcentagens dos subgrupos de grau de toxicidade calculadas com o número de pacientes em cada grupo como denominador.
* Graduação da toxicidade tem por base os Critérios de Terminologia Comum para Eventos Adversos do National Cancer Institute (NCI-CTCAE).

Embora geralmente os dados de segurança fossem similares para os grupos de tratamento IV e SC, a seguinte tabela destaca diferenças maiores que 10% na incidência global de reações adversas ao medicamento entre os dois braços do tratamento.

Tabela 19: Incidência de reações adversas ao medicamento com diferença > 10% na incidência geral entre os braços de tratamento no estudo de mieloma múltiplo recidivado Fase 3, comparando Bortezomibe IV e SC, por grau de toxicidade e descontinuação.

a Representa o termo de nível mais alto.
TEAE = Evento adverso emergente do tratamento.
G > 3 = Grau de toxicidade maior ou igual a 3.
Disc = Descontinuação de qualquer medicamento do estudo.
* Graduação da toxicidade tem por base os Critérios de Terminologia Comum para Eventos Adversos do National Cancer Institute (NCI-CTCAE).

Pacientes que receberam Bortezomibe por via subcutânea comparada à administração intravenosa tiveram uma incidência geral 13% menor de reações adversas grau 3 ou superior relacionadas ao medicamento (57% e 70%, respectivamente) e uma incidência de descontinuação de Bortezomibe 5% menor (22% vs 27%). A incidência geral de diarreia (24% no braço SC vs 36% no braço IV), condições astênicas (27% no braço SC vs 39% no braço IV), infecções do trato respiratório superior (14% no braço SC vs 26% no braço IV) e neuropatia periférica NEC (38% no braço SC vs 53% no braço IV) foi de 12%-15% menor no grupo subcutâneo quando comparado ao grupo intravenoso. Adicionalmente, a incidência de neuropatias periféricas que foram de grau 3 ou maiores em toxicidade foi 10% menor (6% para SC vs 16% para IV), e a taxa de descontinuação devido a neuropatias periféricas foi 8% menor para o grupo subcutâneo (5%) quando comparada ao grupo intravenoso (12%).

Em 6% dos pacientes houve o relato de reação adversa local com a administração SC, principalmente vermelhidão. Apenas em 2 (1%) dos pacientes foram relatadas reações adversas graves. Essas reações locais graves foram 1 caso de prurido e 1 caso de vermelhidão. Essas reações raramente levaram a modificações da dose e todas foram resolvidas em um tempo mediano de 6 dias.

Resumo de estudos clínicos em pacientes com mieloma múltiplo sem tratamento anterior:

A Tabela 20 a seguir, descreve dados de segurança de 340 pacientes com mieloma múltiplo sem tratamento anterior que receberam Bortezomibe IV (1.3 mg/m2) em combinação com melfalana (9 mg/m2) e prednisona (60 mg/m2) em um estudo prospectivo de Fase 3.

Tabela 18: Reações Adversas relacionadas ao tratamento com o medicamento e relatadas em ≥ 10% dos pacientes tratados com Bortezomibe em combinação com melfalana e prednisona

Reativação do vírus herpes zoster

Os médicos devem considerar o uso de profilaxia antiviral em pacientes que forem tratados com Bortezomibe. Nos estudos de Fase 3 em pacientes com mieloma múltiplo sem tratamento prévio, a incidência da reativação do herpes zoster foi mais comum em pacientes tratados com VMP comparado com MP (14% vs 4% respectivamente).

Profilaxia antiviral foi administrada a 26% dos pacientes no grupo VMP. A incidência de herpes zoster entre pacientes sob tratamento com VMP foi de 17% para os pacientes que não receberam profilaxia antiviral comparado com 3% dos pacientes nos quais a profilaxia antiviral foi administrada.

A tabela a seguir descreve as reações adversas consideradas como tendo pelo menos uma possível relação causal com Bortezomibe em pacientes com mieloma múltiplo sem tratamento prévio, elegíveis a transplante de células-tronco hematopoiéticas e que receberam Bortezomibe por via intravenosa (1,3 mg/m2). Quatrocentos e dez (410) pacientes foram tratados com Bortezomibe em combinação com doxorrubicina e dexametasona comparado com 411 pacientes tratados com Bortezomibe em combinação com vincristina, doxorrubicina e dexametasona no estudo MMY-3003, 239 foram tratados com Bortezomibe em combinação com dexametasona isoladamente comparado com 239 pacientes tratados com vincristina, doxorrubicina e dexametasona no estudo IFM 2005-01, e 130 foram tratados com Bortezomibe em combinação com talidomida e dexametasona comparado com 126 pacientes tratados com talidomida e dexametasona no estudo MMY-3010. Para esses 3 estudos conduzidos no cenário de transplante (MMY-3003, IFM 2005-01, MMY-3010), apenas as reações adversas relatadas durante a fase de indução do tratamento são consideradas para a tabela.

Tabela 21: Incidência das reações adversas emergentes mais frequentes (≥ 10% em todos os grupos de tratamento) durante o estágio de indução

Vc = Bortezomibe.

Nota: As porcentagens para cada grupo foram calculadas com o número de pacientes em cada grupo como denominador. A incidência é baseada no número de pacientes que apresentaram pelo menos 1 reação adversa, não no número de eventos. Os eventos adversos foram classificados com base no MedDRA 13.1.

Experiência pós-comercialização

Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido relatados anteriormente.

As frequências apresentadas a seguir refletem as taxas de relatos para reações adversas ao medicamento provenientes da experiência de pós-comercialização mundial de Bortezomibe. As frequências a seguir refletem taxas de relato e estimativas mais precisas da incidência não podem ser feitas. As reações adversas ao medicamento estão listadas por frequência.

Reação incomum (>1/1.000 e ≤1/100):

Distúrbios gastrintestinais:

Obstrução intestinal.

Reação rara (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000):

Distúrbios do sangue e sistema linfático:

Coagulação intravascular disseminada.

Distúrbios cardíacos:

Bloqueio completo atrioventricular, tamponamento cardíaco.

Distúrbios do ouvido e labirinto:

Surdez bilateral,

Distúrbios oftalmológicos:

Herpes oftálmica, neuropatia óptica, cegueira.

Distúrbios gastrintetinais:

Colite isquêmica, pancreatite aguda.

Infecções e infestações:

Meningoencefalite herpética, choque séptico.

Distúrbios do sistema imunológico:

Angioedema.

Distúrbios do sistema nervoso:

Encefalopatia, neuropatia autonômica, síndrome de encefalopatia posterior reversível.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino:

Doença pulmonar infiltrativa difusa aguda, hipertensão pulmonar.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo:

Dermatose neutrofílica febril aguda (Síndrome de Sweet).

Reação muito rara (≤ 1/10.000, incluindo relatos isolados):

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo:

Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

Infecções e infestações:

Leucoencefalopatia multifocal progressiva a.

Distúrbios do sistema imunológico:

Reação anafilática.

a: Casos muito raros de infecção pelo vírus John Cunningham (JC) com causalidade desconhecida, resultando em LMP (Leucoencefalopatia multifocal progressiva) e morte foram relatados em pacientes tratados com Bortezomibe.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

O que você está sentindo?

Use o BulaBot para fins informativos.