Quais cuidados devo ter ao usar o Mefloquina - Comando do Exército?
Indivíduos que utilizem Mefloquina para o tratamento de malária devem receber o tratamento completo, assegurando-se a repetição de doses em caso de vômito.
O tratamento e profilaxia com Mefloquina foram associados, em raras instâncias, a distúrbios de condução cardíaca clinicamente significativos. Deve haver cautela ao usar Mefloquina em pacientes com alteração de condução cardíaca subjacente e distúrbios arrítmicos (irregularidade e desigualdade das contrações cardíacas) conhecidos.
Em pacientes epiléticos, a Mefloquina pode aumentar o risco de convulsões. Por isso, em tais casos, a Mefloquina deve ser usada apenas para tratamento curativo e caso não haja outra opção de tratamento.
Durante o uso profilático de Mefloquina se o paciente desenvolver sintomas psiquiátricos ou neurológicos tais como ansiedade aguda, depressão, agitação, alucinações ou confusão mental, o uso de Mefloquina deve ser interrompido e um agente profilático alternativo deverá ser usado. Devido à longa meia-vida da Mefloquina, reações adversas podem ocorrer ou persistir até várias semanas após a descontinuação do fármaco. Num pequeno número de pacientes tem sido relatado que tonturas, vertigens e perda de equilíbrio podem continuar durante meses após a descontinuação do fármaco.
Não há nenhuma evidência de que o ajuste da dose é necessário para pacientes com insuficiência renal. No entanto, como as evidências clínicas nesses doentes são limitadas, devem ser tomadas precauções ao usar a Mefloquina em pacientes com insuficiência renal.
Em pacientes com insuficiência hepática, a eliminação da Mefloquina pode ser prolongada, levando a níveis plasmáticos mais elevados e um maior risco de reações adversas.
Casos de anemia aplástica e agranulocitose foram relatados durante a terapia com a Mefloquina.
As mulheres com potencial para engravidar que viajam para áreas com casos de malária causados por P. Falciparum multi resistente e que irão iniciar a profilaxia de malária com Mefloquina, devem tomar precauções contraceptivas confiáveis durante a profilaxia para os três meses após a última dose do medicamento.
População Especial
Efeitos sobre a habilidade para dirigir veículos ou operar máquinas
O uso da Mefloquina pode causar tonteira e grave vertigem, pacientes que apresentem estes efeitos colaterais durante o tratamento ou em que tais efeitos persistam após o tratamento não devem dirigir, operar máquinas ou realizar tarefas que exijam um alto grau de destreza psicomotora e/ou manual.
Gravidez e Lactação
Categoria de risco na gravidez: categoria D.
Em doses muito altas, a Mefloquina causa teratogênese e anormalidades do desenvolvimento em roedores. As doses profiláticas de Mefloquina parecem causar pouca toxicidade durante o segundo e terceiro trimestre de gestação, podendo até ser de algum benefício para o feto.
No entanto, até que se disponha de mais informações, ou a menos que o risco de infecção ultrapasse os benefícios da profilaxia, a cautela determina que a Mefloquina seja evitada durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre.
A Mefloquina passa para o leite materno, podendo resultar em danos para os recém-nascidos.
Vacinas
A Mefloquina pode causar atenuação da vacina oral de febre tifóide (Ty21).
Especialistas recomendam a conclusão do curso de vacinação para febre tifóide antes de iniciar a profilaxia com a Mefloquina, com intervalos de tempo variando em um máximo de uma semana.
Uso pediátrico
A Mefloquina não deve ser usada em pacientes pediátricos com menos de 5 Kg.
Uso em Idosos
Embora os dados disponíveis sejam limitados, nenhum ajuste à dose adulta é recomendado para pacientes idosos, pacientes com insuficiência renal e pacientes com insuficiência hepática moderada ou leve.
Advertências
Em caso de risco de morte do paciente, se existir alternativas limitadas de medicamentos eficazes contra a malária, a Mefloquina deve ser considerada como opção terapêutica mesmo na presença de contraindicações.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)