Precauções - Manitol Baxter

Bula Manitol Baxter

Princípio ativo: Manitol

Classe Terapêutica: Outros Diuréticos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Manitol Baxter?

O manitol permanece no compartimento extracelular. Se concentrações elevadas de manitol estiverem presentes no plasma ou caso o paciente tenha acidose, o manitol poderá atravessar a barreira hematoencefalica e causará um efeito contrário, aumentando a pressão intracraniana.

O estado cardiovascular do paciente deve ser cuidadosamente avaliado antes de administrar rapidamente o manitol, visto que uma repentina expansão do fluido extracelular pode levar a uma falha cardíaca congestiva fulminante.

O deslocamento do fluido intracelular isento de sódio para o compartimento extracelular, subsequentemente a infusão de manitol, pode reduzir a concentração de sódio no soro e agravar a hiponatremia (diminuição de sódio no sangue) preexistente.

Para sustentar a diurese, a administração de manitol pode ocultar e intensificar uma hidratação inadequada ou hipovolemia (quantidade de sangue inferior ao normal).

Injeções de manitol isento de eletrólitos não devem ser administradas em conjunto com sangue.

A monitoração apropriada dos níveis sanguíneos de sódio e potássio; o grau de hemoconcentração ou hemodiluição, se houver; índices da função dos rins, do coração ou do pulmão são essenciais para evitar deslocamentos excessivos de fluidos e eletrólitos.

A administração de soluções substancialmente hipertônicas (≥ 600 mOms/L) pode causar danos as veias.

A solução de manitol nunca deve ser administrada juntamente com sangue devido ao risco de aglutinação e plasmólise das células sanguíneas.

Hipersensibilidade

Reações anafiláticas/anafilactóides, incluindo anafilaxia bem como reações de hipersensibilidade/infusão têm sido reportadas com manitol. Resultados fatais foram reportados.

A infusão deve ser imediatamente interrompida se quaisquer sinais ou sintomas de uma reação suspeita de hipersensibilidade se desenvolver. Medidas terapêutica adequadas devem ser instituídas conforme clinicamente indicadas.

O manitol está presente na natureza (por exemplo, em algumas frutas e verduras) e é muito utilizado como excipiente em medicamentos e cosméticos. Portanto, os pacientes podem ser sensibilizados sem terem recebido o tratamento intravenoso com manitol.

Toxicidade no SNC (Sistema Nervoso central)

Toxicidade no SNC manifestada por confusão, sonolência e coma foi relatada em pacientes tratados com manitol, em particular na presença de insuficiência renal. Resultados fatais foram relatados.

Toxicidade no SNC pode resultar de:

  • Concentrações séricas elevadas de Manitol;
  • Hiperosmolaridade do sangue, resultando em desidratação intracelular dentro do SNC;
  • Hiponatremia (diminuição de sódio no sangue) ou outros distúrbios de eletrólitos e equilíbrio ácido/base secundários à administração de manitol.

Em concentrações elevadas, o manitol pode atravessar a barreira hematoencefálica e interferir na capacidade do cérebro para manter o pH do líquido cefalorraquidiano, especialmente na presença de acidose.

Em pacientes com a barreira hematoencefálica comprometida, o risco de aumentar o inchaço cerebral (geral ou focal) associado com o uso repetitivo ou continuo de manitol deve ser considerado individualmente contra os benefícios esperados.

Um aumento rebote da pressão intracraniana pode ocorrer algumas horas após o uso de manitol. Pacientes com barreira hematoencefálica comprometida estão em maior risco.

Risco de complicações nos rins

Oligoanúria (diminuição na produção de urina) renal aguda reversível ocorreu em pacientes em prétratamento com função renal normal que receberam grandes doses intravenosas de manitol.

Embora a nefrose osmótica associada à administração de manitol é, em princípio, reversível, nefrose osmótica, em geral, é conhecida por avançar potencialmente para estágio final crônico ou até mesmo insuficiência renal.

Pacientes com doença renal pré-existente, ou aqueles que receberam fármacos nefrotóxicos (tóxicos aos néfrons), estão em maior risco de insuficiência renal após administração de manitol.

O manitol deve ser administrado com precaução em pacientes com insuficiência renal.

Se ocorrer quedas de produção de urina durante a infusão de manitol, o estado clínico do paciente deve ser cuidadosamente reavaliado para o desenvolvimento de insuficiência renal e a infusão de manitol suspensa, se necessário.

Risco de hipervolemia (quantidade de sangue superior ao normal)

Avaliar o estado cardiovascular do paciente antes da administração de manitol.

Doses elevadas e/ou elevadas taxas de infusão, bem como a acumulação de manitol (devido a excreção renal insuficiente de manitol), pode resultar em hipervolemia (quantidade de sangue superior ao normal), expansão excessiva do fluido extracelular, que podem causar ou exacerbar a insuficiência cardíaca congestiva existente. Se a função do coração ou do pulmão dos pacientes piorar, o tratamento deve ser parado.

Risco de desequilíbrio hidroeletrolítico, hiperosmolaridade (aumento da osmolaridade)

Diurese osmótica induzida por manitol pode causar ou agravar a desidratação/hipovolemia (quantidade de sangue inferior ao normal) e hemoconcentração. A administração de manitol também pode causar hiperosmolaridade.

Além disso, dependendo da dosagem e duração da administração, desequilíbrios de eletrólitos e ácido/base podem resultar de mudanças transcelulares de água e eletrólitos, diurese osmótica e/ou outros mecanismos. Esses desequilíbrios podem ser graves e potencialmente fatais.

Os desequilíbrios que podem resultar do tratamento com manitol incluem:

  • Hipernatremia (aumento de sódio no sangue), desidratação e hemoconcentração (resultante da perda excessiva de água);
  • Hiponatremia (diminuição de sódio no sangue) (resultante de aumento da excreção de sódio durante diurese osmótica induzida por manitol ou a partir da mudança de fluido intracelular em espaços extracelulares).

Hiponatremia (diminuição de sódio no sangue) pode levar a dores de cabeça, náuseas, convulsões, sonolência, coma, inchaço cerebral e morte. Encefalopatia Hiponatrêmica Sintomática Aguda é considerada uma emergência médica.

O risco para o desenvolvimento de hiponatremia (diminuição de sódio no sangue) é aumentada:

  • Em crianças;
  • Em pacientes idosos;
  • Em mulheres;
  • Pós-operatório;
  • Em pessoas com sede psicogênica.

O risco de desenvolver encefalopatia como uma complicação de hiponatremia (diminuição de sódio no sangue) é aumentada:

  • Em pacientes crianças (menor ou igual a 16 anos de idade);
  • Em mulheres (em particular, as mulheres na pré-menopausa);
  • Em pacientes com hipoxemia (diminuição da concentração de oxigênio no sangue);
  • Em pacientes com doença do sistema nervoso central subjacente.
  • Hipocalemia (diminuição de cálcio no sangue);
  • Hipercalemia (aumento de cálcio no sangue);
  • Outros desequilíbrios eletrolíticos;
  • Acidose metabólica;
  • Alcalose metabólica.

Ao sustentar a diurese, a administração de manitol pode obscurecer e intensificar a hidratação inadequada ou hipovolemia (quantidade de sangue inferior ao normal).

Reações de Infusão

As reações no local da infusão ocorreram com a utilização de manitol. Eles incluem sinais e sintomas de irritação e inflamação no local de perfusão, assim como reações graves (síndrome do compartimento e erupções vesiculares) quando associada a extravasamento.

Reposição de volume e eletrólitos antes do uso

O manitol não deve ser administrado em pacientes com choque hipovolêmico (quantidade de sangue inferior ao normal) ou disfunção renal, até que o volume e eletrólitos estiverem restabelecidos.

Monitoramento

Para identificar mudanças excessivas de fluidos e eletrólitos e para a detecção precoce de complicações dos rins, coração e outras, é essencial monitorar:

  • Osmolaridade do sangue;
  • Eletrólitos e equilíbrio ácido-base;
  • Se há sinais de desidratação ou hipervolemia (quantidade de sangue superior ao normal);
  • Função renal, cardíaca e pulmonar (função dos rins, coração e pulmão).

Interferências em testes laboratoriais

O manitol pode causar resultados falsos baixos em alguns sistemas de testes para as concentrações sanguíneas de fósforo inorgânico.

O manitol produz resultados falsos positivos em testes para a concentração de etilenoglicol de sangue em que o manitol é inicialmente oxidado a um aldeído.

Uso em crianças

Não há estudos clínicos de segurança e eficácia estabelecidos para crianças realizados pela Baxter.

Uso em idosos

No geral, a seleção da dose para um paciente idoso deve ser cuidadosa, refletindo a maior frequência de diminuição das funções hepática (do fígado), renal (rins) ou cardíaca (coração) e de doenças ou terapias medicamentosas concomitantes.

Gravidez e Amamentação

Não foram efetuados estudos de reprodução animal com manitol.

Também não se sabe se o manitol pode causar dano ao feto quando administrado a uma mulher grávida.

Administrar somente se claramente necessário. O médico deve considerar cuidadosamente o risco e benefício potencial para cada paciente antes da administração.

Não se sabe se este medicamento é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite humano, deve-se ter cautela ao administrar manitol a mulheres que amamentam.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Capacidade de operar e dirigir máquinas

Não há efeitos conhecidos na capacidade de dirigir automóveis ou operar máquinas pesadas.

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