Precauções - Limbitrol

Bula Limbitrol

Princípio ativo: Cloridrato de Amitriptilina + Clordiazepóxido

Classe Terapêutica: Associações Psicolépticas E Psicoanalépticas

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Limbitrol?

Este medicamento é bem tolerado pela maioria dos pacientes, porém, informe seu médico:

  • Se estiver tomando outros medicamentos e quais são eles. Não use e não misture medicamentos por conta própria;
  • Se está ou deseja engravidar e se planeja amamentar o seu bebê. O Limbitrol® passa ao leite materno, podendo causar sonolência e prejudicar a sucção da criança;
  • Se sentir sonolência e cansaço;
  • Se apresentar secura na boca, prisão de ventre, distúrbios na visão, taquicardia;
  • Se se sentir agitado, irritado e tiver pesadelos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez (Categoria D).

Pacientes idosos e debilitados necessitam doses mais baixas por causa das variações de sensibilidade individual. É possível que seu médico tenha receitado uma dose menor e lhe tenha solicitado observar como reage ao tratamento. Assegure-se de que você está seguindo estas instruções. Precaução especial ao se administrar Limbitrol® a pacientes com miastenia gravis (devido ao relaxamento muscular preexistente) e a pacientes com disfunções renais e hepáticas graves. Por analogia com outros antidepressivos o Limbitrol® pode originar, durante o tratamento, estados paranoides ou pré-delirantes e estados de excitação.

Pacientes com hipertrofia prostática podem apresentar aumento dos distúrbios da micção e às vezes retenção urinária. Como ocorre com outros antidepressivos, o tratamento de condições depressivas com o Limbitrol® pode exacerbar sintomas esquizofrênicos em pacientes com esquizofrenia ou distúrbios esquizo-afetivos. Nestes pacientes, portanto, qualquer tratamento prévio prolongado com neurolépticos deve ser mantido. Os antidepressivos e os neurolépticos devem ser administrados com cautela particularmente a pacientes idosos, quando há suspeita de insuficiência cardíaca, ou quando ocorrem perturbações do ritmo cardíaco ou da condução. Pacientes com história de epilepsia, que utilizam Limbitrol®, devem ser mantidos sob observação, uma vez que a amitriptilina, como ocorre com outros antidepressivos tricíclicos, pode ocasionar uma ligeira queda do limiar convulsivo.

Pacientes com transtorno depressivo maior (TDM) podem sofrer um agravamento da sua depressão e/ou surgimento de pensamentos e comportamentos suicidas (suicídio) ou mudanças incomuns de comportamento, quer estejam ou não tomando medicamentos antidepressivos, e este risco pode persistir até que ocorra uma remissão significativa.

Em pacientes com transtornos bipolares, pode ocorrer uma mudança para a fase maníaca. Se o paciente entrar em uma fase maníaca, a amitriptilina deve ser descontinuada.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.