Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Levetiracetam Biosintética - Aché?
Estudos clínicos
Levetiracetam foi administrado em mais de 3000 indivíduos e pacientes. Mil e vinte e três (1023) pacientes com epilepsia participaram dos estudos clínicos controlados. Dados combinados de segurança desses estudos conduzidos em pacientes adultos mostraram que 46,4% e 42,2% dos pacientes tiveram reações adversas nos grupos Levetiracetam e placebo, respectivamente, e que 2,4% e 2% dos pacientes experimentaram reações adversas sérias nos grupos Levetiracetam e placebo, respectivamente.
As reações adversas mais comumente reportadas foram sonolência, astenia e tontura. Na análise combinada de segurança não houve evidência da relação dose-resposta, mas a incidência e severidade de reações adversas relacionadas ao Sistema Nervoso Central diminuíram com o tempo.
Na monoterapia, 49,8% dos pacientes apresentaram pelo menos uma reação adversa. As reações adversas mais frequentemente relatadas foram fadiga e sonolência.
Um estudo conduzido em pacientes pediátricos (4 a 16 anos) mostrou que 55,4% dos pacientes do grupo Levetiracetam e 40,2% dos pacientes do grupo placebo relataram reações adversas. Reações adversas sérias foram relatadas por 0,0% dos pacientes do grupo Levetiracetam e 1% dos pacientes do grupo placebo.
Os eventos adversos mais comumente reportados foram sonolência, hostilidade, nervosismo, instabilidade emocional, agitação, anorexia, astenia e dor de cabeça na população pediátrica. Os resultados de segurança em pacientes pediátricos foram consistentes com o perfil de segurança de Levetiracetam em adultos, exceto pelas reações adversas de comportamento e psiquiátricas, que foram mais comuns em crianças que em adultos (38,6% versus 18,6%). Entretanto, o risco relativo foi similar em crianças se comparado aos adultos.
Um estudo de segurança pediátrico duplo cego, placebo controlado com um desenho de não-inferioridade avaliou os efeitos cognitivos e neuropsicológicos de Levetiracetam em crianças de 4 a 16 anos de idade com crises parciais. Concluiu-se que Levetiracetam não foi diferente (não inferior) do placebo considerando-se a alteração em relação ao basal na pontuação do teste Leiter-R Atenção e Memória (Memory Screen Composite) na população por-protocolo. Os resultados relacionados ao funcionamento comportamental e emocional indicaram uma piora nos pacientes tratados com Levetiracetam no comportamento agressivo, como mensurado de forma padronizada e sistemática, utilizando um instrumento validado (CBCL – Achenback Child Behavior Checklist). Os pacientes, no entanto, que receberam Levetiracetam no estudo aberto de acompanhamento de longo prazo não apresentaram piora no funcionamento comportamental e emocional.
Um estudo conduzido em adultos e adolescentes com crises mioclônicas (12 a 65 anos) mostrou que 33,3% dos pacientes do grupo Levetiracetam e 30% dos pacientes no grupo placebo relataram reações adversas. As reações adversas mais comumente relatadas foram dor de cabeça e sonolência. A incidência de reações adversas em pacientes com crises mioclônicas foi mais baixa do que em pacientes adultos com crises parciais (33,3% versus 46,4%).
Um estudo conduzido em adultos e crianças (4 a 65 anos) com epilepsia idiopática generalizada com crises tônico-clônicas primárias generalizadas mostrou que 39,2% dos pacientes do grupo Levetiracetam e 29,8% dos pacientes do grupo placebo relataram reações adversas. A reação adversa mais comumente relatada foi fadiga.
Exclusivo Solução Oral
Um estudo conduzido em pacientes pediátricos (1 mês e menos de 4 anos) com crises focais/parciais mostrou que 21,7% dos pacientes do grupo Levetiracetam e 7,1% dos pacientes do grupo placebo apresentaram reações adversas. Nenhum evento adverso sério foi relatado em pacientes do grupo Levetiracetam ou placebo. Durante o estudo de acompanhamento de longo prazo N01148, as reações adversas mais frequentes no grupo 1m - <4y (1 mês a 4 anos) foram: irritabilidade (7,9%), convulsão (7,2%), sonolência (6,6%), hiperatividade psicomotora (3,3%), desordem do sono (3,3%) e agressividade (3,3%). Os resultados de segurança em pacientes pediátricos foram consistentes com o perfil de segurança de Levetiracetam em crianças de 4 a 16 anos.
A incidência de reações adversas relatadas dos estudos clínicos foi:
Reação muito comum (> 1/10)
Distúrbios do Sistema Nervoso:
Sonolência e dor de cabeça.
Infecções e infestações:
Nasofaringite.
Reação comum (> 1/100 e < 1/10)
Distúrbios gastrointestinais:
Dor abdominal, diarreia, dispepsia, náusea, vômito.
Distúrbios do Sistema Nervoso:
Crise convulsiva, distúrbio de equilíbrio, tontura, tremor.
Distúrbios psiquiátricos:
Agressividade, depressão, hostilidade, insônia, irritabilidade, nervosismo.
Distúrbios do metabolismo e nutrição:
Anorexia.
O risco de anorexia é maior quando topiramato é coadministrado com Levetiracetam.
Distúrbios do ouvido e do labirinto:
Vertigem.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino:
Tosse.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:
Rash.
Reação incomum (≥ 1/1000 a < 1/100)
Distúrbios do sangue e do sistema linfático:
Trombocitopenia.
Distúrbios do metabolismo e nutrição:
Aumento de peso.
Distúrbios psiquiátricos:
Instabilidade emocional/mudança de humor, agitação.
Distúrbios do Sistema Nervoso:
Amnésia, coordenação anormal/ataxia cerebelar, distúrbio de atenção, prejuízo de memória.
Distúrbios oculares:
Diplopia, visão borrada.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:
Eczema, prurido.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conectivo:
Mialgia.
Injúria, envenenamento e complicações do procedimento:
Ferimento.
Reação rara (≥ 1/10000 a < 1/1000)
Infecções e infestações:
Infecção.
Distúrbios psiquiátricos:
Distúrbios de personalidade, pensamento anormal.
Distúrbios do Sistema Nervoso:
Hipercinesia.
Experiência pós-comercialização
Na experiência pós-comercialização, distúrbios psiquiátricos e do sistema nervoso foram as mais frequentemente relatadas.
Adicionalmente às reações adversas relatadas durante os estudos clínicos e listadas acima, as seguintes reações adversas foram reportadas na experiência pós comercialização. Os dados são insuficientes para suportar uma estimativa da incidência na população a ser tratada.
Distúrbios do sangue e do sistema linfático:
Leucopenia, neutropenia, pancitopenia (com supressão da medula óssea identificada em alguns dos casos) e agranulocitose.
Distúrbios do sistema imune:
Reação ao medicamento com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS), reações anafiláticas.
Distúrbios do metabolismo e nutrição:
Hiponatremia.
Distúrbios psiquiátricos:
Comportamento anormal, raiva, delírio, ataque de pânico, ansiedade, estado de confusão, alucinação, distúrbios psicóticos, suicídio, tentativa de suicídio e ideação suicida.
Distúrbios do sistema nervoso:
Parestesia, coreoatetose, discinesia, letargia, distúrbio de marcha.
Distúrbios da pele e do sistema subcutâneo:
Necrólise tóxica epidérmica, síndrome de StevensJohnson, eritema multiforme, alopecia e angioedema.
Em vários casos de alopecia, a recuperação foi observada com a descontinuação do Levetiracetam.
Distúrbios do tecido conectivo e musculoesquelético:
Fraqueza muscular, rabdomiólise e aumento da enzima creatina-fosfoquinase no sangue.
Distúrbios gastrointestinais:
Pancreatite.
Distúrbios hepatobiliares:
Hepatite, insuficiência hepática.
Distúrbios do sistema renal e urinário:
Dano renal agudo.
Investigações:
Teste anormal da função hepática, perda de peso.
Descrição das reações adversas selecionadas
A prevalência de rabdomiólise e aumento da enzima creatina-fosfoquinase no sangue é significativamente mais alta em pacientes japoneses em relação aos pacientes não japoneses.
Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)