Quais cuidados devo ter ao usar o Leustatin?
Leustatin® deverá ser administrado sob supervisão de médico especializado em terapia antineoplásica. É prevista uma mielossupressão, sendo reversível e aparentemente dose-dependente. Toxicidade neurológica grave foi relatada em pacientes que receberam altas doses de Leustatin® através de infusão contínua (4 a 9 vezes da dose recomendada para a Leucemia de Células Pilosas). Embora pareça existir uma reação entre a toxicidade neurológica e a dose, têm sido observados quadros de toxicidade neurológica com a dose recomendada. Nefrotoxicidade aguda tem sido observada com altas doses de Leustatin® (cladribina) (4 a 9 vezes a recomendada para a Leucemia de Células Pilosas), associadas com outros agentes nefrotóxicos/tratamentos.
Leustatin® é um potente agente antineoplásico (medicamento para tratamento de câncer) com potencial para desenvolver efeitos adversos tóxicos. Deve ser administrado somente sob a supervisão de um médico qualificado e experiente no uso de terapia antineoplásica.
Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP)
Casos de Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LMP), uma doença neurológica rara, incluindo casos fatais, foram relatados após o uso de Leustatin®. Os médicos devem considerar a LMP no diagnóstico diferencial em pacientes com sinais ou sintomas neurológicos, cognitivos ou comportamentais novos ou piorados. Se houver suspeita de LMP, avaliações diagnósticas apropriadas devem ser realizadas e o tratamento suspenso até que a LMP seja excluída.
Supressão da medula óssea
A supressão da função da medula óssea, incluindo neutropenia, anemia e trombocitopenia, deve ser prevista. Em geral, ela é reversível e, aparentemente, dependente da dose, embora linfopenia prolongada tenha sido relatada por até 5 anos após o tratamento. O efeito mielossupressor de Leustatin® foi mais marcante durante o primeiro mês de tratamento. Seu médico irá monitorar seu sangue cuidadosamente, especialmente durante as primeiras 4 a 8 semanas após o tratamento com Leustatin® injetável.
Devido à imunossupressão prolongada associada ao uso de análogos de nucleosídeos como Leustatin®, doenças malignas secundárias constituem um risco potencial. Doenças malignas hematológicas primárias também constituem um fator de risco para doenças malignas secundárias.
Reações cutâneas graves
Aumento da incidência de reações graves na pele como síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), eritema multiforme (placas avermelhadas e salientes na pele que muitas vezes têm aspecto de alvos), pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) e reação medicamentosa com síndrome de eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS) foi observado em pacientes recebendo Leustatin® quando administrado concomitantemente com antimicrobianos e outros medicamentos conhecidos por estarem associados também a reações graves na pele (por exemplo, sulfametoxazol-trimetoprima e alopurinol). Seu médico deverá informar sobre os sinais de reações graves na pele e interromper o uso de Leustatin® no momento do primeiro aparecimento de anormalidade cutânea indicativa de uma reação cutânea grave.
Neurotoxicidade
Toxicidade neurológica grave (incluindo paraparesia e quadriparesia, caracterizada por fraqueza de pernas e braços, irreversíveis) foi relatada em pacientes que receberam de Leustatin® através de infusão contínua em altas doses (4 a 9 vezes a dose recomendada para a Leucemia de Células Pilosas). Parece existir uma relação entre a toxicidade neurológica e a dose; entretanto raramente foram observadas toxicidades neurológicas com a dose recomendada. Seu médico deve considerar o adiamento ou a descontinuação do tratamento quando ocorrer neurotoxicidade.
Febre/ Infecção
Nos estudos clínicos, a febre esteve associada ao uso de Leustatin® em aproximadamente 72% (89/124) dos pacientes. A maioria dos episódios febris ocorreu durante o primeiro mês e não estava associada a infecções documentadas.
Uma vez que a maioria dos pacientes que apresentou febre ocorreu em pacientes com neutropenia, você deve ser monitorado de perto durante o primeiro mês de tratamento e antibioticoterapia empírica deve ser iniciada quando clinicamente indicada. Seu médico deve ser cauteloso na avaliação dos riscos e benefícios da administração deste medicamento caso você tenha infecção ativa. Como a febre pode ser acompanhada por aumento da perda de líquidos, nesta situação você deverá tomar bastante líquido.
Casos raros de síndrome da lise tumoral (caracterizada por aumento de fosfato, cálcio, potássio e ácido úrico no sangue) foram reportados em pacientes tratados com cladribina, que apresentam outros distúrbios hematológicos malignos com tumor volumoso ou de grande extensão.
Efeitos sobre a função renal e hepática
Foi descrito o aparecimento de insuficiência renal aguda em alguns pacientes recebendo altas doses de Leustatin®. Deve-se ter cuidado ao administrar Leustatin® a pacientes portadores de insuficiência renal ou hepática ou suspeita, pois há dados inadequados sobre a dose para estes pacientes. Assim como com outros agentes quimioterápicos potentes, é recomendada monitoração da função renal e hepática conforme clinicamente indicado, especialmente se você tiver disfunção subjacente do rim ou fígado. Seu médico deve considerar o adiamento ou a descontinuação do tratamento quando ocorrer toxicidade renal.
Testes Laboratoriais
Durante o tratamento, o seu perfil hematológico deverá ser regularmente monitorado para determinar o grau de supressão hematopoiética (detectar o desenvolvimento de anemia, neutropenia e trombocitopenia ou situações precoces que podem causar sequelas, como por exemplo, infecção ou sangramento), particularmente durante as primeiras 4 a 8 semanas após o início do tratamento.
Carcinogenicidade/ Mutagênese
Estudos de carcinogenicidade utilizando cladribina não foram conduzidos em animais. Contudo, seu potencial carcinogênico não pode ser excluído baseando-se na genotoxicidade demonstrada da cladribina.
Fertilidade
Caso você seja do sexo masculino e esteja em tratamento com Leustatin®, não engravide sua parceira até seis meses após a última dose desse medicamento. Em caso de dúvidas converse com seu médico.
Na administração intravenosa a macacos Cynomolgus, a cladribina tem mostrado causar rapidamente supressão da geração de células incluindo as células testiculares. O efeito sobre a fertilidade humana é desconhecido.
Uso pediátrico
A segurança e eficácia em crianças ainda não foram estabelecidas.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Considerando a sua condição médica de base, recomenda-se cautela durante o tratamento com Leustatin® se você for realizar atividades que requeiram considerável bem-estar físico.
Gravidez e Amamentação
Gravidez
Leustatin® não deve ser administrado durante a gravidez. Mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contraceptivos efetivos durante o tratamento com Leustatin® e por seis meses após a última dose de Leustatin®. Se Leustatin® for utilizado durante a gravidez ou se você ficar grávida no decurso do tratamento, você deverá ser informada sobre o potencial efeito deletério sobre o feto. Não existem estudos adequados e bemcontrolados em mulheres grávidas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Lactação
Não se conhece se esta droga é excretada no leite humano. Você deve interromper a amamentação durante o tratamento com Leustatin®.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)