Precauções - Lasilactona

Bula Lasilactona

Princípio ativo: Espironolactona + Furosemida

Classe Terapêutica: Agentes Diuréticos Poupadores De Potássio Associados Com Diuréticos De Alça

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais cuidados devo ter ao usar o Lasilactona?

O fluxo urinário deve ser assegurado. Em pacientes com obstrução parcial do fluxo urinário (por exemplo: em pacientes com alterações de esvaziamento da bexiga, hiperplasia prostática (aumento do tamanho da próstata) ou estreitamento da uretra), a produção aumentada de urina pode provocar ou agravar as queixas. Deste modo, estes pacientes necessitam de monitorização cuidadosa, especialmente durante a fase inicial do tratamento.

O tratamento com Lasilactona necessita de supervisão médica regular.

O monitoramento cuidadoso é particularmente necessário em pacientes com:

  • Hipotensão (diminuição acentuada da pressão arterial) ou hipotensão severa;
  • Uma indesejável diminuição pronunciada na pressão arterial que possa se tornar um risco especial (ex.: estenoses (estreitamentos) significantes de artérias coronárias ou de vasos cerebrais);
  • Diabetes mellitus latente ou manifesta (risco de deterioração do controle metabólico);
  • Gota (risco de elevação do nível de ácido úrico, podendo ocorrer crises de gota);
  • Síndrome hepatorrenal, isto é, comprometimento da função dos rins (pode ocorrer acentuação da deterioração da função dos rins) associado com doença do fígado severa;
  • Hipoproteinemia (redução excessiva na concentração de proteínas no sangue), ex.: associada à síndrome nefrótica (o efeito da furosemida pode ser atenuado e seus efeitos tóxicos sobre a audição potencializados);
  • Função renal reduzida (aumenta o risco de desenvolvimento de hiperpotassemia).

Controles frequentes dos níveis de potássio no sangue são necessários em pacientes com comprometimento da função renal e um clearance de creatinina inferior a 60 mL/min/1,73 m2 de área de superfície corpórea, assim como em casos onde a Lasilactona é administrada em associação a outras substâncias que podem levar a um aumento na concentração de potássio.

Para alguns pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração, a progressão do tumor foi observada durante o tratamento com espironolactona. A espironolactona liga-se ao receptor de andrógenos e pode aumentar o valor do antígeno prostático específico (PSA).

O tratamento com Lasilactona requer monitorização dos níveis de potássio, sódio, creatinina e glicose sanguíneos. Particularmente é recomendada restrita monitorização em pacientes com alto risco de desenvolver desequilíbrio eletrolítico ou nos casos de significativa perda de líquido (ex. devido a vômitos, diarreia ou sudorese intensa). Hipovolemia (diminuição do volume líquido circulante nos vasos sanguíneos) ou desidratação, assim como qualquer distúrbio eletrolítico e ácido-base deve ser corrigido. Isto pode requerer descontinuação temporária da furosemida.

A espironolactona (um dos princípios ativos da Lasilactona) pode causar alterações na voz. Quando da decisão sobre o tratamento com Lasilactona, deve ser dada atenção especial a esta possibilidade em pacientes nos quais a voz é de particular importância para o seu trabalho (ex.: atores, cantores, professores).

Existe a possibilidade de agravar ou iniciar manifestação de lúpus eritematoso sistêmico (doença auto-imune que apresenta manifestações na pele, coração, rins, articulações, entre outras).

Gravidez e amamentação

Lasilactona não deve ser administrada durante a gestação, pois existe risco de dano fetal.

Estudos em animais com espironolactona demonstraram feminilização da genitália na prole masculina. Efeitos antiandrogênicos (bloqueia ou inibe os efeitos dos andrógenos, um hormônio que estimula ou controla as características masculinas) foram relatados em humanos, com o risco de genitália ambígua externa em recémnascidos do sexo masculino.

A amamentação deve ser evitada durante tratamento com Lasilactona, com o intuito de prevenir a ingestão de pequenas quantidades das substâncias ativas pelo recém-nascido junto com o leite. A furosemida é excretada pelo leite materno e pode inibir a lactação. As mulheres não devem amamentar se estiverem sendo tratadas por furosemida.

Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Alguns efeitos adversos (como queda acentuada indesejável da pressão sanguínea) podem prejudicar a sua habilidade de se concentrar ou reagir. Portanto, durante o tratamento, você não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas. Isto se aplica, principalmente, no início do tratamento ou se bebidas alcoólicas forem consumidas concomitantemente ao medicamento.

Sensibilidade cruzada

Pacientes alérgicos a antibióticos do tipo sulfonamidas ou sulfunilureias podem apresentar sensibilidade cruzada à furosemida.

Este medicamento pode causar doping.

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