Quais cuidados devo ter ao usar o LAFEPE Zidovudina?

O uso de LAFEPE Zidovudina não reduz o risco de transmissão do HIV através da relação sexual ou do sangue e seus derivados. Portanto, deve-se continuar a tomar as precauções apropriadas. Não pare de tomar a medicação, a não ser por orientação médica. Este medicamento ajuda a controlar sua condição e retarda a progressão da doença, mas não cura a infecção por HIV. Você pode continuar a desenvolver infecções e outros males associados à doença pelo HIV. O tratamento ou prevenção destas infecções podem requerer a administração concomitante de outros antirretrovirais. Não deixe de visitar seu médico regularmente.

Durante o tratamento, seu médico irá recomendar a realização de exames de sangue, para avaliar seu tratamento e monitorar as possíveis reações adversas.

Toxicidade hematológica/Supressão da medula óssea

LAFEPE Zidovudina deve ser usado com cautela em pacientes que tenham comprometimento da medula óssea evidenciado em exames hematológicos com contagem de granulócitos (células de defesa) menor que 1000 células/mm3 ou hemoglobina menor que 9,5 g/dL. A toxicidade hematológica parece estar estar relacionada à reserva de medula óssea prétratamento e a dose e duração da terapia . Em pacientes com infecção avançada por HIV-1, as reações adversas mais significativas são anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos) e neutropenia (baixa contagem de glóbulos brancos).

Em pacientes com toxicidade hematológica, a redução da hemoglobina pode ocorrer em 2 ou 4 semanas, e a neutropenia em 6 ou 8 semanas. Houve relatos de pancitopenia (diminuição de todos os elementos celulares do sangue) associada ao uso de LAFEPE Zidovudina, que foi reversível na maioria dos casos após interrupção do fármaco. Contudo, ocorreu anemia significativa que, em muitos casos, requer ajuste de dose, interrupção do LAFEPE Zidovudina e/ou transfusões de sangue.

É necessário fazer exames de sangue regulares para acompanhar a contagem de seus glóbulos brancos ou vermelhos. Caso a contagem esteja baixa, seu médico talvez realize ajuste de dose ou interrompa o tratamento com LAFEPE Zidovudina.

Miopatia (doença da musculatura esquelética)

Miopatia e miosite (inflamação muscular) com alterações patológicas, semelhantes às produzidas na infecção por HIV-1, têm sido associadas ao uso prolongado de LAFEPE Zidovudina.

Acidose láctica e Hepatomegalia Severa com Esteatose

O uso de LAFEPE Zidovudina pode causar uma condição chamada acidose láctica (excesso de ácido láctico no sangue), e hepatomegalia severa com esteatose (aumento do fígado e acúmulo de gordura no fígado). Esse efeito colateral é raro, porém grave e pode ser fatal. A maioria dos casos ocorreu em mulheres. Sexo feminino e obesidade podem ser indicados como fator de risco para o desenvolvimento de acidose lática e hepatomegalia severa com esteatose em pacientes tratados com antirretroviral análogos de nucleosídeos. O tratamento com LAFEPE Zidovudina deve ser suspenso em qualquer paciente que desenvolva sintomas clínicos ou laboratoriais de acidose lática ou hepatotoxicidade prolongada incluindo hepatomegalia e esteatose mesmo na ausência de elevações significativas das transaminases.

Uso de terapia com Interferon + Ribavirina em pacientes coinfectados com HIV-1 e hepatite C (HCV)

Se o paciente é portador do vírus da hepatite C e faz uso de ribavirina, converse com o médico assistente. O uso de ribavirina e zidovudina não é recomendado, especialmente no caso de pacientes com histórico de anemia induzida pela zidovudina. Pacientes que receberem interferon alfa com e sem ribavirina e LAFEPE Zidovudina devem ser monitorados para evitar toxicidade associada ao tratamento, especialmente disfunção hepática, baixa contagem de glóbulos brancos e vermelhos.

A descontinuação de LAFEPE Zidovudina deve ser considerada como clinicamente apropriada, assim como a redução da dose ou descontinuação do interferon alfa, da ribavirina, ou de ambos, também deve ser considerada se forem observadas toxicidades clinicamente graves.

Atenção: o uso incorreto causa resistência do HIV e falha no tratamento.

Síndrome de reconstituição imune

Foram reportados casos de síndrome de reconstituição imune em pacientes tratados com terapia antirretroviral combinada, incluindo com LAFEPE Zidovudina. Durante a fase inicial da combinação antirretroviral, pacientes com deficiência imune grave podem desenvolver reações inflamatórias a infecções oportunistas assintomáticas ou residuais(como infecção por Mycobacterium avium, citomegalovírus, pneumonia por Pneumocystis jirovecii, ou tuberculose) podendo requerer avaliação e tratamento particular.

Distúrbios autoimunes (doença de Graves, polimiosite e síndrome de Guillain-Barré) também foram relatados por ocorrerem na reconstituição imune; contudo, o tempo de início é variável, e pode ocorrer vários meses após o início do tratamento.

Lipoatrofia

O tratamento com zidovudina foi associado à perda de gordura subcutânea. A incidência e a gravidade da lipoatrofia estão relacionadas à exposição cumulativa. Essa perda de gordura, que é mais evidente no rosto, membros e nádegas, pode ser apenas parcialmente reversível e a melhora pode acontecer meses ou anos depois de mudar para um regime de medicamento que não contenha zidovudina. Os pacientes devem ser regularmente avaliados quanto a sinais de lipoatrofia durante o tratamento com zidovudina e, se possível, a terapia deve ser alterada para um regime alternativo se houver suspeita de lipoatrofia.

Pacientes com comprometimento renal

Converse com o médico assistente sobre o uso deste medicamento se o paciente tiver problemas nos rins porque é preciso assegurar que as doses das substâncias ativas de LAFEPE Zidovudina são adequadas para este caso.

Gravidez

Se a paciente está grávida, planeja engravidar ou está amamentando, avise ao médico antes de usar este medicamento. A zidovudina atravessa a placenta e atinge concentrações fetais semelhantes às observadas em adultos. Por isso, deve ser administrada a mulheres grávidas somente após avaliação do risco/benefício. O uso de zidovudina por mulheres grávidas, com tratamento subsequente dos recém-nascidos, tem mostrado reduzir a taxa de transmissão fetal do vírus durante a gestação.

Lactação (amamentação)

Os centros de controle e prevenção de doenças recomendam que mães infectadas com HIV-1 não amamentem seus neonatos para evitar o risco de transmissão pós-natal. A zidovudina está presente no leite humano. Não há informações sobre os efeitos da zidovudina no lactente ou sobre os efeitos do fármaco sobre a produção do leite. Devido ao potencial para transmissão do HIV-1 (em neonatos HIV-1 negativos), ao desenvolvimento de resistência viral (em neonatos HIV-1 positivos) e ao aparecimento de reações adversas graves em lactentes amamentados recomenda-se que mãe utilizando LAFEPE Zidovudina não amamentem seus neonatos.

Esse medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

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