Ação da Substância - Kefox

Bula Kefox

Princípio ativo: Cefoxitina Sódica

Classe Terapêutica: Cefalosporinas Injetáveis

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Kefox?

Resultados de Eficácia


A eficácia clínica e bacteriológica da Cefoxitina Sódica foi avaliada em 33 pacientes com 34 infecções, sendo: 13 infecções de tecidos moles, 12 pneumonias, 3 infecções do trato urinário, 2 peritonites e 4 infecções mistas. Destas infecções, 71% foram consideradas curadas e 86% destes pacientes que tiveram as culturas repetidas, apresentaram cura bacteriológica. A Cefoxitina Sódica foi mais ativa contra microrganismos Gram-negativos anaeróbicos facultativos e obrigatórios isolados destes pacientes, quando comparada com a cefalotina.1

A cefazolina e a Cefoxitina Sódica foram comparadas no tratamento de infecções em que era esperado que o patógeno suspeito fosse suscetível a ambos os antibacterianos. 10 pacientes foram tratados com Cefoxitina Sódica, sendo eles diagnosticados com pneumonia (4), infecção de tecidos moles (4), pielonefrite aguda (1) e infecção gonocócica disseminada (1). Os pacientes tratados com Cefoxitina Sódica apresentaram boas respostas clínicas e bacteriológicas. A Cefoxitina Sódica apresentou eficácia equivalente à da cefazolina.2

A eficácia de Cefoxitina Sódica foi avaliada em 26 crianças com infecções bacterianas (exceto meningite), principalmente celulite (13 pacientes), pneumonia (5 pacientes) e infecção óssea e das articulações (4 pacientes). Todas as crianças estudadas apresentaram melhora ou foram consideradas curadas.3

A eficácia de Cefoxitina Sódica no perioperatório, para prevenção de infecção após cesariana primária, foi avaliada em mulheres que receberam três doses de Cefoxitina Sódica ou placebo. As mulheres que receberam Cefoxitina Sódica (138) apresentaram significativamente menos infecções graves (19,5% vs. 4,3%), menos infecções urinárias (10,7% vs. 4,4%) e menos cursos de antibiótico pósoperatório (23,4 vs. 11,6). O uso da Cefoxitina Sódica no perioperatório, iniciado logo que o cordão umbilical é clampeado, é eficaz na prevenção de infecção após cesariana primária.4

Referências Bibliográficas​​​​​​​

1.Heseltine PN, Busch DF, Meyer RD, Finegold SM. Cefoxitin: clinical evaluation in thirty-eight patients. Antimicrob Agents Chemother. 1977 Mar;11(3):427-34.
2.Gurwith M, Albritton W, Lank B, Harding G, Ronald A. Prospective comparison of cefoxitin and cefazolin in infections caused by aerobic bacteria. Antimicrob Agents Chemother. 1978 Feb;13(2):255-60.
3.Jacobson JA, Santos JI, Palmer WM. Clinical and bacteriological evaluation of cefoxitin therapy in children. Antimicrob Agents Chemother. 1979; 16(2):183-5.
4.Polk BF, Krache M, Phillippe M, Muñoz A, Hutchinson D, Miao L, Schoenbaum SC. Randomized clinical trial of perioperative cefoxitin in preventing maternal infection after primary cesarean section. Am J Obstet Gynecol. 1982 Apr 15;142(8):983-7.

Características Farmacológicas


A Cefoxitina Sódica é um antibiótico semissintético, de amplo espectro, pertencente à classe das cefamicinas. É um derivado da cefamicina C, produzida pelo Streptomyces lactamdurans. A Cefoxitina Sódica é o sal sódico do (6R, 7S)-3-(hidroximetil)-7-metoxi8-oxo-7-[2-(2-tienil) acetamido]-5-tia-1azabiciclo [4.2.0] oct-2- eno-2-carbamato carboxilado (éster) e sua fórmula molecular é C16H16N3NaO7S2.

Farmacocinética

Após administração de uma dose intravenosa de 1 g de Cefoxitina Sódica a um adulto sadio, as concentrações plasmáticas chegaram a 110 mcg/mL em 5 minutos, caindo para menos de 1 mcg/mL em 4 horas.

Cerca de 70% a 80% da Cefoxitina Sódica se liga a proteínas plasmáticas.

A meia-vida plasmática de Cefoxitina Sódica, após uma dose intravenosa, é de 41 a 59 minutos em um adulto sadio.

Aproximadamente 85% da Cefoxitina Sódica são excretados, inalterados, por via renal em um período de 6 horas, resultando em altas concentrações urinárias. A probenecida retarda a excreção tubular, produzindo níveis plasmáticos mais elevados e com maior duração.

A Cefoxitina Sódica distribui-se amplamente pelos tecidos e fluidos corporais, incluindo os fluidos ascítico, pleural e sinovial.

Concentrações terapêuticas podem ser detectadas na bile. A Cefoxitina Sódica não se difunde para o líquido cefalorraquidiano, mesmo quando as meninges estão inflamadas.

Microbiologia

A ação bactericida da Cefoxitina Sódica resulta da inibição da síntese da parede celular. A Cefoxitina Sódica possui atividade in vitro contra diversos microrganismos Gram-positivos e Gram-negativos. O grupo metóxi na posição 7 fornece à Cefoxitina Sódica um alto grau de estabilidade na presença de betalactamases, penicilinases ou cefalosporinases das bactérias Gram-negativas. A Cefoxitina Sódica tem demonstrado atividade contra a maioria das cepas dos microrganismos abaixo, tanto in vitro, quanto clinicamente.

Aeróbicos Gram-positivos
  • Staphylococcus aureus* (incluindo cepas produtoras de penicilinase);
  • Staphylococcus epidermidis*;
  • Streptococcus pneumoniae;
  • Streptococcus agalactiae;
  • Streptococcus pyogenes.

A maioria das cepas de enterococos, como o Enterococos faecalis, é resistente.

* Estafilococos resistentes à meticilina, também são resistentes à Cefoxitina Sódica.

Aeróbicos Gram-negativos
  • Escherichia coli;
  • Klebsiella spp. (incluindo Klebsiella pneumoniae);
  • Haemophilus influenzae;
  • Morganella morganii;
  • Neisseria gonorrhoeae (incluindo cepas produtoras de penicilinase);
  • Proteus mirabilis;
  • Proteus vulgaris;
  • Providencia spp. (incluindo Providencia rettgeri).
Anaeróbicos
  • Clostridium spp.;
  • Peptococcus niger;
  • Peptostreptococcus spp.;
  • Bacteroides spp. (incluindo Bacteroides fragilis, Bacteroides distasonis, Bacteroides ovatus, Bacteroides thetaiotaomicron).
A Cefoxitina Sódica tem demonstrado atividade in vitro contra os microrganismos abaixo, porém sua segurança e eficácia no tratamento clínico não foram estabelecidas:
Aeróbicos Gram-positivos

Eikenella corrodens (exceto cepas produtoras de betalactamases), Klebsiella oxytoca.

Aeróbicos Gram-negativos

Clostridium perfringens.

Anaeróbicos

Prevotella bivia (anteriormente Bacteroides bivius).

A Cefoxitina Sódica é inativa in vitro contra a maior parte das cepas de Pseudomonas aeruginosa, enterococos e a maior parte das cepas de Enterobacter cloacae. Os estafilococos resistentes à meticilina são geralmente resistentes à Cefoxitina Sódica.

Testes de suscetibilidade

Técnicas de Difusão

Métodos quantitativos baseados na medição dos diâmetros dos halos de inibição proporcionam uma estimativa de suscetibilidade ao antibiótico. Um procedimento padronizado deste tipo utiliza discos com 30 mcg de Cefoxitina Sódica. A interpretação envolve a correlação dos diâmetros dos halos obtidos, nos testes com os discos, com a Concentração Inibitória Mínima (CIM) para a Cefoxitina Sódica.

Os resultados dos testes de suscetibilidade, usando discos de 30 mcg de Cefoxitina Sódica, devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

Tabela 1: Cefoxitina Sódica - Resultados da Técnica de Difusão para microrganismos aeróbicosa, b, c

Diâmetro do halo (mm)

Interpretação

≥ 18

Suscetível

15 – 17

Intermediário

≤ 14

Resistente

a - Estafilococos resistentes à meticilina devem ser considerados resistentes à Cefoxitina Sódica. Os resultados do teste in vitro não devem ser considerados.
b - Para testes com Haemophilus influenzae, esses valores são aplicáveis apenas para testes utilizando o HTM (Haemophilus Test Medium).
c - Para testes com estreptococos, esses valores são aplicáveis apenas ao método de microdiluição em caldo ágar de MuellerHinton com 5% de sangue desfibrinado de ovelhas e incubado em 5% de CO2.

Um resultado “Suscetível” indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis normalmente atingidos em tecidos e fluidos corporais. Um resultado “Intermediário” sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada uma alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado “Resistente” indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

Procedimentos padronizados requerem o uso de cepas-controle de microrganismos (cepas ATCC).

Os discos de 30 mcg de Cefoxitina Sódica devem produzir o seguinte halo de inibição:

Tabela 2: Cefoxitina Sódica - Resultados da Técnica de Difusão para teste com cepas ATCC.

Microrganismo

Diâmetro do Halo (mm)

Escherichia coli ATCC 25922

23 – 29

Staphylococcus aureus ATCC 25923

23 – 29

Técnicas de Diluição

Métodos quantitativos são utilizados para determinar a Concentração Inibitória Mínima (CIM). Deve-se utilizar o método de diluição padronizado pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), em caldo, ágar ou equivalente.

Os valores de concentração inibitória mínima (CIM) obtidos devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

Tabela 3: Cefoxitina Sódica - Resultados da Técnica de Diluição para microrganismos aeróbicosa, b, c

CIM (mcg/mL)

Interpretação

≤ 8

Suscetível

16

Intermediário

≥ 32

Resistente

a - Estafilococos resistentes à meticilina devem ser considerados resistentes à Cefoxitina Sódica. Os resultados do teste in vitro não devem ser considerados.
b - Para testes com Haemophilus influenzae, esses valores são aplicáveis apenas para testes utilizando o HTM (Haemophilus Test Medium).
c - Para testes com estreptococos, esses valores são aplicáveis apenas ao método de microdiluição em caldo ágar de Mueller-Hinton com 5% de sangue de ovelhas desfibrinado e incubado em 5% de CO2.

Um resultado “Suscetível” indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis normalmente atingidos em tecidos e fluidos corporais. Um resultado “Intermediário” sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada uma alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado “Resistente” indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

Procedimentos padronizados requerem o uso de cepas-controle de microrganismos (cepas ATCC).

A Cefoxitina Sódica na forma de pó para solução injetável deve produzir os seguintes resultados de CIM:

Tabela 4: Cefoxitina Sódica - Resultados da Técnica de Diluição para teste com cepas ATCC.

Microrganismo

CIM (mcg/mL)

Escherichia coli ATCC 25922

1 – 4

Staphylococcus aureus ATCC 29213

1 – 4

Técnicas Anaeróbicas

Para bactérias anaeróbicas, a suscetibilidade à Cefoxitina Sódica é determinada por métodos padronizados.

Os valores de Concentração Inibitória Mínima (CIM) obtidos devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:

Tabela 5: Cefoxitina Sódica - Resultados de Técnicas Anaeróbicas para microrganismos anaeróbicos

CIM (mcg/mL)

Interpretação

≤ 16

Suscetível

32

Intermediário

≥ 64

Resistente

Um resultado “Suscetível” indica que o patógeno provavelmente será inibido pelos níveis normalmente atingidos em tecidos e fluidos corporais. Um resultado “Intermediário” sugere que o microrganismo deve ser suscetível se for usada uma alta dose ou se a infecção estiver confinada nos tecidos e líquidos onde altos níveis do antibiótico são atingidos. Um resultado “Resistente” indica que as concentrações alcançadas não serão suficientes para inibir o microrganismo e outra terapia deve ser selecionada.

Procedimentos padronizados requerem o uso de cepas-controle de microrganismos (cepas ATCC).

A Cefoxitina Sódica na forma de pó para solução injetável deve produzir os seguintes resultados de CIM:

Tabela 6: Cefoxitina Sódica - Teste de diluição utilizando o Método de Diluição em Ágara ou o Método de Microdiluição em Caldob para cepas ATCC.

Microrganismo

CIM (mcg/mL)

Bacteroides fragilis ATCC 25285

4 – 16

Bacteroides thetaiotaomicron ATCC 29741

33 – 41

a Faixa aplicável apenas para testes realizados com Ágar sangue Brucella ou Ágar Wilkins-Chalgren.
b Faixa aplicável apenas para testes realizados com o caldo da formulação do Ágar Wilkins-Chalgren.

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