Interação medicamentosa: quais os efeitos de tomar Irimac com outros remédios?
Inibidores do CYP3A4 e / ou UGT1A1
O irinotecano e o metabólito ativo SN-38 são metabolizados por meio da isoenzima do citocromo humano P450 3A4 (CYP3A4) e pela uridina glucuronosil-difosfato transferase 1A1 (UGT1A1). A coadministração de irinotecano com inibidores do CYP3A4 e/ou UGT1A1 pode resultar em maior exposição sistêmica ao irinotecano e ao metabólito ativo SN-38.
Médicos devem levar isso em consideração ao administrarem Cloridrato de Irinotecano com estes medicamentos.
Cetoconazol
O clearance do irinotecano é reduzido significativamente em pacientes recebendo concomitantemente cetoconazol, aumentando assim a exposição ao SN-38. O cetoconazol deve ser descontinuado pelo menos 1 semana antes de iniciar o tratamento com Cloridrato de Irinotecano e não deve ser administrado durante a terapia com o irinotecano.
Sulfato de atazanavir
A coadministração do sulfato de atazanavir, um inibidor do CYP3A4 e do UGT1A1, tem o potencial de aumentar a exposição sistêmica ao SN-38, o metabólito ativo do irinotecano. Médicos devem levar isso em consideração ao coadministrarem estes medicamentos.
Indutores do CYP3A4
Anticonvulsivantes
A coadministração de anticonvulsivantes indutores enzimáticos do CYP3A (ex., Carbamazepina, Fenobarbital ou Fenitoína) resultam em redução da exposição ao metabólito ativo SN-38. Deve-se ter cautela ao iniciar ou substituir anticonvulsivantes não indutores enzimáticos pelo menos 1 semana antes do início da terapia com Cloridrato de Irinotecano em pacientes que requerem tratamento com antinconvulsivantes.
Erva de São João (Hypericum perforatum)
A exposição ao metabólito SN-38 é reduzida em pacientes recebendo a erva de São João concomitantemente. A erva de São João deve ser descontinuada pelo menos 1 semana antes do primeiro ciclo de irinotecano, e não deve ser administrada durante a terapia com o cloridrato de Cloridrato de Irinotecano.
Outras interações
Bloqueadores neuromusculares: a interação entre Cloridrato de Irinotecano e bloqueadores neuromusculares não pode ser descartada, uma vez que o irinotecano tem atividade anticolinesterase. Fármacos com esta atividade podem prolongar o efeito neuromuscular do suxametônio e o bloqueio neuromuscular de fármacos não despolarizantes podem ser antagonizados.
Agentes antineoplásicos
Eventos adversos de Cloridrato de Irinotecano, como a mielossupressão e a diarreia, podem ser exacerbados pela associação com outros agentes antineoplásicos que causem eventos adversos semelhantes.
Dexametasona
Foi relatada Linfocitopenia em pacientes em tratamento com Cloridrato de Irinotecano, sendo possível que a administração de dexametasona como profilaxia antiemética possa aumentar a probabilidade de ocorrência de linfocitopenia. Contudo, não foram observadas infecções oportunistas graves e nenhuma complicação foi especificamente atribuída à linfocitopenia.
Foi também relatada hiperglicemia em pacientes com histórico de diabetes mellitus ou evidência de intolerância à glicose previamente à administração de Cloridrato de Irinotecano. É provável que a dexametasona, aplicada como profilaxia antiemética, possa ter contribuído para o surgimento de hiperglicemia em alguns pacientes.
Laxantes
É esperado que laxantes usados durante a terapia com o irinotecano piorem a incidência ou gravidade da diarreia.
Diuréticos
Desidratação secundária a vômitos e/ou diarreia pode ser induzida por cloridrato de Cloridrato de Irinotecano. O médico pode considerar a suspensão do diurético durante o tratamento com o irinotecano e durante períodos ativos de vômitos e diarreia.
Bevacizumabe
Resultados de um estudo específico de interação medicamentosa não demonstraram qualquer efeito significativo do bevacizumabe na farmacocinética de irinotecano e seu metabólito ativo SN-38.
Vacinas
A administração de vacinas vivas ou atenuadas em pacientes imunocomprometidos por agentes quimioterápicos, incluindo irinotecano, pode resultar em infecções graves ou fatais. A vacinação com vacinas vivas deve ser evitada em pacientes recebendo irinotecano.
As vacinas mortas ou inativadas podem ser administradas.Entretanto, a resposta a tais vacinas pode ser diminuída.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)