Como usar - Ig Vena

Bula Ig Vena

Princípio ativo: Imunoglobulina G

Classe Terapêutica: Imunoglobulinas Polivalentes Intravenosas

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como usar o Ig Vena?

Ig Vena pode ser administrado apenas em hospitais por médicos ou profissionais de saúde.

A dosagem e o esquema de tratamento dependem da indicação; o médico irá estabelecer a dose e tratamento adequado para você.

No início da perfusão, você receberá Ig Vena a uma taxa de infusão lenta. Se você tolerar bem esta taxa, o seu médico pode aumentar gradualmente a taxa de infusão.

Uso em crianças e adolescentes

A posologia em crianças e adolescentes (0-18 anos) não é diferente da dos adultos, pois a posologia para cada indicação é dada pelo peso corporal e ajustada ao resultado clínico do paciente.

Instruções para a correta utilização

A informação que se segue destina-se apenas a médicos ou profissionais de saúde:

  • Ig Vena é uma solução pronta para uso. Não foram realizados estudos de compatibilidade da solução de Ig Vena com outras soluções parenterais. Não usar misturados com outras soluções parenterais.
  • Ig Vena deve ser aquecido à temperatura ambiente ou corporal antes da administração.
  • Antes da administração, a solução deve ser inspecionada visualmente para detecção de partículas e alterações de cor. Soluções turvas ou com depósitos não devem ser usadas.
  • Ig Vena deve ser administrada por via intravenosa a uma taxa inicial de 0,46-0,92 ml/ kg/ h (10 - 20 gotas por minuto) durante 20 - 30 minutos. Se bem tolerado, a taxa de administração pode ser gradualmente aumentada até um máximo de 1,85 ml/ kg/ hr (40 gotas/ minuto).
  • Em pacientes com DIP que toleram a taxa de infusão de 0,92 mL/kg/h, a taxa de administração pode ser gradualmente aumentada para 2 mL/kg/h, 4 mL/kg/h, até um máximo de 6 mL/kg/h, a cada 20-30 minutos e somente se o paciente tolerar bem a infusão.

Em geral, as taxas de dosagem e infusão devem ser individualizadas de acordo com as necessidades do paciente. Dependendo do peso corporal, dosagem e ocorrência de reações adversas, o paciente pode não atingir a velocidade máxima de infusão. Em caso de reações adversas, a infusão deve ser imediatamente interrompida e deve ser retomada com a taxa de infusão apropriada para o paciente.

Populações Especiais

Em pacientes pediátricos (0 a 18 anos) e idosos (> 64 anos de idade), a taxa de administração inicial deve ser de 0,46 a 0,92 mL/kg/h (10 a 20 gotas por minuto) por 20 a 30 minutos. Se bem tolerada e considerando as condições clínicas do paciente, a taxa pode ser gradualmente aumentada até um máximo de 1,85 mL/kg/h (40 gotas/minuto).

A terapia de substituição deve ser iniciada e monitorada sob a supervisão de um médico experiente em tratamento de imunodeficiência.

Instruções para a utilização da alça

  1. Status inicial do frasco com a etiqueta suporte.
  2. Vire o frasco de cabeça para baixo.
  3. Ative a alça desdobrando-a da etiqueta.
  4. Pendure o frasco no suporte de infusão.

A terapia de substituição deve ser iniciada e monitorada sob a supervisão de um médico experiente em tratamento de imunodeficiência.

Dosagem

A dose e o regime de dose dependem da indicação. Na terapia de substituição, a dose pode necessitar individualização para cada paciente, dependendo da resposta farmacocinética e clínica. Os seguintes regimes posológicos são indicados como orientação.

Terapia de substituição em síndromes de imunodeficiência primária:

O regime de dose deve atingir um nível mínimo de IgG (medido antes da perfusão seguinte) de pelo menos 5 a 6 g/L. Três a seis meses são necessários após o início da terapia para atingir o equilíbrio. A dose inicial recomendada é de 0,4-0,8 g/kg administrada uma vez, seguida, de pelo menos 0,2 g/kg administrada a cada três a quatro semanas.

A dose necessária para atingir um nível de 5-6 g/L é da ordem de 0,2-0,8 g/kg/mês. O intervalo posológico quando o estado estacionário for alcançado varia de 3-4 semanas.

Os níveis mínimos devem ser medidos e avaliados em conjunto com a incidência de infecção. Para reduzir a taxa de infecção, poderá ser necessário aumentar a dosagem e apontar para níveis mais elevados.

Hipogamaglobulinemia e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com leucemia linfocítica crônica, nos quais antibióticos profiláticos falharam; hipogamaglobulinemia e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com mieloma múltiplo em fase de platô que não responderam à imunização pneumocócica; AIDS congênitas com infecções bacterianas recorrentes

A dose recomendada é de 0,2 - 0,4 g/kg a cada três a quatro semanas.

Hipogamaglobulinemia em pacientes após o transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas

A dose recomendada é de 0,2 - 0,4 g/kg a cada três a quatro semanas. Os níveis mínimos devem ser mantidos acima de 5 g/L.

Trombocitopenia imune primária

Existem dois esquemas de tratamento alternativos:
  • 0,8 -1 g/kg administrado no primeiro dia; esta dose pode ser repetida uma vez no prazo de 3 dias.
  • 0,4 g/kg, administrados diariamente por dois a cinco dias.

O tratamento pode ser repetido, se ocorre recidiva.

Síndrome de Guillain-Barré

0,4 g/kg/dia durante 5 dias.

Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica (PDIC)

Dose inicial: 2 g/kg em 4 dias consecutivos; recomenda-se administrar a dose inicial a cada 3-4 semanas, até que o benefício máximo seja alcançado.

Dose de manutenção: a ser definida pelo médico assistente; recomenda-se que, uma vez atingido o benefício máximo, a dose seja reduzida e a frequência de administração ajustada até que seja identificada a menor dose efetiva de manutenção.

A dose inicial demonstrou ser bem tolerada até 7 ciclos consecutivos de tratamento realizados durante um período de 6 meses.

Doença de Kawasaki

1,6 - 2,0 g/kg devem ser administrados em doses divididas ao longo de 2 a 5 dias ou de 2,0 g/kg em dose única. Os pacientes devem receber tratamento concomitante com ácido acetilsalicílico.

As recomendações de dosagem estão resumidas na tabela a seguir:

IndicaçãoDoseFrequência das injeções
Terapia de reposição na imunodeficiência primáriaDose inicial 0,4 – 0,8 g/kgA cada 3 – 4 semanas para obter um nível mínimo de IgG de 5 – 6 g/L
Depois 0,2 – 0,8 g/kg
Terapia de reposição na imunodeficiência secundária0,2 – 0,4 g/kgA cada 3 – 4 semanas para obter um nível mínimo de IgG de 5 – 6 g/L
AIDS congênita0,2 – 0,4 g/kgA cada 3 – 4 semanas
Hipogamaglobulinemia (˂4g/L) em pacientes após transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas0,2 – 0,4 g/kgA cada 3 – 4 semanas para obter um nível mínimo de IgG acima de 5 g/L
Imunomodulação: Trombocitopenia imune primária0,8 – 1 g/kg
Ou
No dia 1, possivelmente repetido uma vez em 3 dias
0,4 g/kg/d
Síndrome de Guillain Barré0,4g/kg/dPor 2 – 5 dias
Polineuropatia Desmielinizante Inflamatória Crônica (PDIC)*Inicia com dose de 2g/kgEm 4 dias consecutivos a cada 3-4 semanas
Depois dose de manutençãoPara ser ajustado às necessidades do paciente, veja acima
Doença Kawasaki1,6 – 2 g/kg/
Ou
Em doses divididas 2-5 dias em associação com ácido acetilsalicílico
2g/kgEm uma dose em associação com ácido acetilsalicílico

*A dose é baseada na dose utilizada no estudo clínico realizado com o Ig Vena.

Idosos

Experiência em indivíduos com idade acima de 65 anos ou mais é limitada.

Uso em crianças e adolescentes

A posologia em crianças e adolescentes (0-18 anos) não é diferente da dos adultos, pois a posologia para cada indicação é dada pelo peso corporal e ajustada ao resultado clínico do paciente.

PDIC

Devido à raridade da doença e, conseqüentemente, o baixo número geral de pacientes, existe apenas uma experiência limitada de uso de imunoglobulinas intravenosas em crianças com PDIC; portanto, apenas os dados da literatura estão disponíveis.

A segurança e a eficácia de Ig Vena não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com PDIC com menos de 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

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