Como usar - Hytropin

Bula Hytropin

Princípio ativo: Sulfato de Atropina

Classe Terapêutica: Antiespasmódicos e Anticolinérgicos Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como usar o Hytropin?

Em geral, a administração intravenosa é preferida, mas a administração subcutânea, intramuscular, endotraqueal e intraóssea é possível.

A posologia deve ser estabelecida a critério médico.

A injeção intravenosa deve ser feita lentamente.

O profissional da saúde deverá inspecionar, antes de sua utilização, se a solução no interior da ampola está na forma líquida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar o paciente.

Deve ser administrado por profissionais experientes e em locais onde contenham os equipamentos necessários para emergências.

Administração

O Hytropin® é apresentado em ampolas de 1 mL contendo 0,25 mg ou 0,50 mg de sulfato de atropina, para administração parenteral (IV, IM ou por via subcutânea).

A administração desse medicamento somente deve ser realizada por profissionais da saúde experientes e em ambiente hospitalar.

Conservação depois de aberto

O eventual conteúdo remanescente na ampola, após a definição da posologia, deve ser desprezado.

De modo geral, recomenda-se:

Dosagem em adultos

Tabela 1: Dosagem recomendada em pacientes adultos

UsoDose inicialTratamento continuado
Antisialogogo ou outro antivagal (pré-anestesia e durante cirurgia)0,5 a 1 mg IV/IM/SC 30 a 60 minutos pré-operatórioRepita conforme a necessidade a cada 4-6 horas
Dose total máxima: 3 mg
Envenenamento por organofosforados, carbamatos ou cogumelos muscarínicos1 a 6 mg IV/IM/ET dependendo da gravidade dos sintomasRepita conforme a necessidade a cada 3 a 5 minutos. A dose pode ser dobrada a cada administração até obtenção da resposta (broncoespasmo reduzido, oxigenação melhorada e secagem das secreções pulmonares)
Dose de manutenção: Administrar 10% a 20% da dose de carga necessária para obtenção da resposta em infusão contínua por hora e titular
Dose total máxima: não há dose total máxima
Bradicardia sintomática*0,5 mg IV/IM ou 1 a 2 mg ET diluindo em não mais de 10 mL de água estéril para injeção ou cloreto de sódio a 0,9%Conforme a necessidade a cada 3 a 5 minutos
Dose total máxima: 3 mg

IV=intravenoso;
IM=intramuscular;
SC=subcutâneo;
ET=endotraqueal.

*Não confie na atropina no bloqueio AV de segundo grau ou de terceiro grau tipo II com complexos QRS largos, pois essas bradiarritmias provavelmente não respondem à reversão dos efeitos colinérgicos pela atropina. A atropina não tem efeito sobre a bradicardia em pacientes com corações transplantados.

Dosagem em pacientes pediátricos

Tabela 2: Dosagem recomendada em pacientes pediátricos

UsoDose inicialTratamento continuado
Antisialogogo ou outro antivagal (pré-anestesia e durante a cirurgia)*0,02 mg/kg IV/IM/SC 30-60 minutos no pré-operatórioRepita conforme a necessidade a cada 4-6 horas
Dose única máxima
Menos de 12 anos: 0,5 mg
12 anos e mais: 1 mg
Dose total máxima
Menos de 12 anos: 1 mg
12 anos e mais: 2 mg
Envenenamento por organofosforado, carbamato ou cogumelos muscarínico0,02 a 0,06 mg/Kg IV/IM/IO/ETRepita conforme a necessidade a cada 5 minutos. A dose pode ser dobrada com cada administração até a obtenção da resposta (broncoespasmo reduzido, oxigenação melhorada e secagem das secreções pulmonares)
Dose de manutenção: Administrar 10% a 20% da dose de carga necessária para obtenção da resposta em infusão contínua por hora e titular conforme a necessidade
Dose total máxima: não há dose total máxima
Bradicardia sintomática devido ao aumento do tom vagal ou bloqueio de condução AV primário (não secundário a hipóxia )**0,02 mg/Kg IV/IO ou 0,04 a 0,06 mg/Kg via tubo endotraqueal seguido de 1 a 5 mL descarga de solução salina normal seguido por 5 ventilaçõesRepita conforme a necessidade a cada 5 minutos
Dose única máxima
Menos de 12 anos: 0,5 mg
12 anos e mais: 1 mg

IV=intravenoso;
IM=intramuscular;
SC=subcutâneo;
IO=intraósseo;
ET=endotraqueal.

*Evidências disponíveis não apoiam o uso rotineiro de atropina na intubação de emergência de bebês e crianças gravemente doentes, exceto em intubações de emergência específicas quando há maior risco de bradicardia.
**A atropina não tem efeito sobre a bradicardia em pacientes com corações transplantados.

Dosagem em pacientes com cardiopatia isquêmica

  • Limite a dose total de sulfato de atropina a 0,03 a 0,04 mg/kg.

Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

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