Quais cuidados devo ter ao usar o Glink MET?
Cloridrato de Metformina + Linagliptina não deve ser usado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1.
Houve relatos pós-comercialização de pancreatite aguda por pacientes que utilizaram a linagliptina. Se houver suspeita de pancreatite, deve-se descontinuar o tratamento com Cloridrato de Metformina + Linagliptina.
Linagliptina sozinha mostrou uma incidência de hipoglicemia comparável à do placebo.
Em estudos clínicos de linagliptina como parte de terapia combinada usando agentes que não estão comumente associados a episódios de hipoglicemia (por exemplo, metformina, tiazolidinedionas), as taxas de hipoglicemia relatadas com linagliptina foram similares às taxas verificadas nos pacientes tomando placebo.
Sulfonilureias são conhecidas por causar hipoglicemia. Portanto, aconselha-se cautela quando Cloridrato de Metformina + Linagliptina for usado em combinação com sulfonilureia. Uma redução na dose da sulfonilureia pode ser considerada.
A insulina é conhecida por causar hipoglicemia. Portanto, aconselha-se cautela quando Cloridrato de Metformina + Linagliptina for utilizado em combinação com insulina. Neste caso, pode-se considerar uma redução na dose de insulina. A metformina isolada não causa hipoglicemia sob as circunstâncias normais de uso, porém pode ocorrer quando a ingestão calórica for deficiente, quando o exercício físico extenuante não for compensado por suplementação calórica ou durante uso concomitante com outros agentes hipoglicemiantes (como sulfonilureias e insulina) ou etanol.
Acidose láctica
A acidose láctica, uma complicação metabólica muito rara, porém séria, ocorre com maior frequência com o agravamento agudo da função renal, doença cardiorrespiratória ou sepse. O acúmulo de metformina ocorre com o agravamento agudo da função renal e aumenta o risco de acidose láctica.
No caso de desidratação (diarreia severa ou vômito, febre ou redução da ingestão de líquidos), a metformina deve ser temporariamente descontinuada e é recomendado o contato com um profissional de saúde.
Medicamentos que podem prejudicar gravemente a função renal (como os anti-hipertensivos, diuréticos e os antiinflamatórios não esteroides) devem ser introduzidos com precaução em pacientes tratados com metformina.
Outros fatores de risco para acidose láctica são: consumo excessivo de álcool, insuficiência hepática, controle inadequado do diabetes, cetose, jejum prolongado e quaisquer condições associadas à hipóxia, bem como a utilização concomitante de medicamentos que podem causar acidose láctica.
Pacientes e/ou cuidadores devem ser informados do risco de acidose láctica.
A acidose láctica é caracterizada por dispneia acidótica, dor abdominal, cãibras musculares, astenia e hipotermia seguida por coma. No caso de sintomas suspeitos, o paciente deve parar de tomar metformina e procurar atendimento médico imediatamente.
Os achados de diagnósticos laboratoriais são pH sanguíneo reduzido (5 mmol/L), e aumento no intervalo aniônico e na razão lactato/piruvato.
Administração de contraste à base de iodo
A administração intravascular de contrastes à base de iodo pode levar a nefropatia induzida por contraste, resultando no acúmulo de metformina e um aumento do risco de acidose láctica. A metformina deve ser descontinuada antes ou no momento do procedimento de imagem, e não deve ser reiniciada até pelo menos 48 horas após o exame, desde que a função renal tenha sido reavaliada e verificada como estável.
Função renal
A taxa de filtração glomerular (TFG) deve ser monitorada antes de iniciar o tratamento e também regularmente durante o tratamento (ver seção Posologia). Cloridrato de Metformina + Linagliptina é contraindicado para pacientes com taxa de filtração glomerular < 30 mL/min e deve ser temporariamente descontinuado na presença de condições que alterem a função dos rins.
Função Cardíaca
Pacientes com insuficiência cardíaca tem maior risco de hipóxia e insuficiência renal. Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica estável, Cloridrato de Metformina + Linagliptina deve ser usado com monitoramento regular das funções cardíaca e renal.
Para pacientes com insuficiência cardíaca instável ou aguda, Cloridrato de Metformina + Linagliptina é contraindicado devido à metformina.
Cirurgia
A metformina deve ser descontinuada no momento de cirurgias sob anestesia geral, raquidiana ou peridural. A terapia não pode ser reiniciada antes de 48 horas após a cirurgia ou reinício da alimentação, e desde que a função renal tenha sido reavaliada e se encontre estável.
Penfigoide bolhoso
Existem relatos pós-comercialização de penfigoide bolhoso em pacientes tomando linagliptina.
Se houver suspeita de penfigoide bolhoso, Cloridrato de Metformina + Linagliptina deve ser descontinuado.
Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas.
Fertilidade, gravidez e lactação
Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas conduzidos com Cloridrato de Metformina + Linagliptina ou seus componentes individuais. Estudos não clínicos sobre a reprodução em ratas prenhas, conduzidos com os produtos combinados em Cloridrato de Metformina + Linagliptina, não indicaram efeito teratogênico atribuível à coadministração de linagliptina e metformina.
Existem dados limitados sobre o uso de linagliptina em mulheres grávidas. Estudos pré-clínicos não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos com relação à toxicidade reprodutiva.
Existem dados limitados sobre o uso de metformina em mulheres grávidas. A metformina, em dose de 200 mg/kg/dia, o equivalente a 4 vezes a exposição em humanos, não foi teratogênica em ratas. Em doses maiores (500 e 1000 mg/kg/dia, equivalente a 11 e 23 vezes a exposição em humanos), observou-se teratogenicidade da metformina em ratas.
Como uma medida de precaução, é preferível evitar o uso de Cloridrato de Metformina + Linagliptina durante a gravidez.
Quando a paciente planejar engravidar e durante a gravidez, o diabetes não deve ser tratado com Cloridrato de Metformina + Linagliptina, e deve-se utilizar insulina para manter o nível glicêmico o mais próximo possível do normal de modo a reduzir o risco de malformações fetais associadas a níveis glicêmicos anormais.
Nenhum estudo com animais lactantes foi conduzido com a associação de metformina e linagliptina. Estudos préclínicos com os princípios ativos individuais mostraram excreção tanto de metformina quanto de linagliptina no leite de ratas lactantes. A metformina é excretada com o leite em humanos. Não se sabe se a linagliptina é excretada no leite humano. Cloridrato de Metformina + Linagliptina não deve ser usado durante a amamentação.
Nenhum estudo sobre o efeito exercido na fertilidade humana foi conduzido com Cloridrato de Metformina + Linagliptina. Nenhum efeito adverso da linagliptina sobre a fertilidade foi observado em estudos pré-clínicos até a dose mais elevada testada de 240 mg/kg/dia (> 900 vezes a exposição humana).
Cloridrato de Metformina + Linagliptina está classificado na categoria B de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)