Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Fosfato de Sitagliptina?
Fosfato de Sitagliptina foi geralmente bem tolerado nos estudos clínicos controlados tanto em monoterapia como em terapia combinada e a descontinuação da terapia devido a eventos adversos clínicos também foi semelhante à observada com o placebo.
Em quatro estudos clínicos controlados com placebo, tanto em monoterapia (um estudo de 18 e outro de 24 semanas) como em tratamento combinado aditivo à metformina ou pioglitazona (ambos com duração de 24 semanas), 1.082 pacientes receberam 100 mg/dia de Fosfato de Sitagliptina e 778 pacientes receberam placebo. (Dois destes estudos também incluíram 456 pacientes que receberam 200 mg/dia de Fosfato de Sitagliptina, dose que corresponde a duas vezes a recomendada.) Não foram relatadas reações adversas relacionadas ao medicamento que tenham ocorrido com incidência ≥1% em pacientes que receberam Fosfato de Sitagliptina 100 mg. Em geral, o perfil de segurança da dose diária de 200 mg/dia foi semelhante ao da dose de 100 mg/dia.
Em uma análise combinada preespecificada dos estudos acima, a incidência geral de eventos adversos de hipoglicemia em pacientes que receberam Fosfato de Sitagliptina 100 mg foi semelhante à observada com o placebo (1,2% vs. 0,9%, respectivamente). A incidência de eventos adversos gastrintestinais selecionados em pacientes que receberam cada uma das doses de Fosfato de Sitagliptina ou placebo foram: dor abdominal (Fosfato de Sitagliptina, 2,3%; placebo, 2,1%), náuseas (1,4%, 0,6%), vômitos (0,8%, 0,9%) e diarreia (3,0%, 2,3%).
Em todos os estudos, as reações adversas de hipoglicemia foram baseadas em todos os relatos de hipoglicemia sintomática; não foi solicitada necessariamente uma avaliação concomitante da glicemia.
Terapia Aditiva Combinada com uma Sulfonilureia
Em um estudo de 24 semanas, controlado com placebo, de Fosfato de Sitagliptina 100 mg em combinação com glimepirida ou com glimepirida e metformina (Fosfato de Sitagliptina, N = 222; placebo, N = 219), a reação adversa relacionada ao medicamento relatada em ≥ 1% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e mais comumente do que em pacientes tratados com placebo foi hipoglicemia (Fosfato de Sitagliptina, 9,5%; placebo, 0,9%).
Terapia Aditiva Combinada com Metformina e um Agonista do PPARγ
Em um estudo controlado com placebo de Fosfato de Sitagliptina 100 mg em combinação com metformina e rosiglitazona (Fosfato de Sitagliptina, N =1 70; placebo, N = 92), as reações adversas relacionadas ao medicamento relatadas ao final da 18ª semana (avaliação primária) em ≥1% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e mais comumente do que em pacientes que receberam placebo foram: cefaleia (Fosfato de Sitagliptina, 2,4%; placebo, 0,0%), diarreia (1,8%; 1,1%), náuseas (1,2%; 1,1%), hipoglicemia (1,2%; 0,0%) e vômitos (1,2%; 0,0%).
Ao final da 54ª semana, as reações adversas relacionadas ao medicamento relatadas por ≥ 1% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e mais comumente do que em pacientes que receberam placebo foram: cefaleia (2,4%; 0,0%), hipoglicemia (2,4%; 0,0%), infecções do trato respiratório superior (1,8%; 0,0%), náuseas (1,2%; 1,1%), tosse (1,2%; 0,0%), infecções fúngicas cutâneas (1,2%; 0,0%), edema periférico (1,2%; 0,0%) e vômito (1,2%; 0,0%).
Terapia Inicial Combinada com Metformina
Em um estudo fatorial de 24 semanas controlado com placebo sobre tratamento inicial com Fosfato de Sitagliptina 100 mg/dia em combinação com metformina 1.000 mg/dia ou 2.000 mg/dia (administrada como Fosfato de Sitagliptina 50 mg/metformina 500 mg ou 1.000 mg 2x/dia), as reações adversas relacionadas ao medicamento relatadas por ≥ 1% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina em associação a metformina (N = 372) e mais comumente do que em pacientes tratados com metformina isoladamente (N = 364) foram: diarreia (Fosfato de Sitagliptina mais metformina, 3,5%; metformina, 3,3%), dispepsia (1,3%; 1,1%), flatulência (1,3%; 0,5%), vômitos (1,1%; 0,3%) e cefaleia (1,3%; 1,1%). A incidência de hipoglicemia foi de 1,1% em pacientes que receberam Fosfato de Sitagliptina em combinação com metformina e 0,5% em pacientes que receberam metformina isoladamente.
Terapia Inicial Combinada com um Agonista de PPARγ
Em um estudo de 24 semanas sobre tratamento inicial com Fosfato de Sitagliptina 100 mg/dia em combinação com pioglitazona 30 mg/dia, a única reação adversa relacionada ao medicamento relatada por ≥ 1% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina com pioglitazona (N = 261) e mais comumente do que em pacientes tratados com pioglitazona isoladamente (N = 259) foi redução da glicemia (assintomática) (Fosfato de Sitagliptina com pioglitazona, 1,1%; pioglitazona, 0,0%). A incidência de hipoglicemia (sintomática) foi 0,4% em pacientes que receberam Fosfato de Sitagliptina em combinação com pioglitazona e 0,8% em pacientes que receberam pioglitazona.
Terapia Aditiva Combinada com Insulina
Em um estudo de 24 semanas controlado com placebo de Fosfato de Sitagliptina 100 mg em combinação com insulina (associada ou não com metformina), as reações adversas relacionadas ao medicamento relatadas por ≥ 1% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina (N = 322) e mais comumente do que em pacientes que receberam placebo (N = 319) foram: hipoglicemia (Fosfato de Sitagliptina, 9,6%; placebo, 5,3%), gripe (1,2%; 0,3%) e cefaleia (1,2%; 0,0%).
Pancreatite
Em uma análise combinada de 19 estudos clínicos duplos-cegos que incluiu dados de 10.246 pacientes distribuídos de forma randômica para receber Fosfato de Sitagliptina 100 mg/dia (N = 5.429) ou controle correspondente (ativo ou placebo) (N = 4.817), a incidência de pancreatite aguda não adjudicada foi de 0,1 por 100 pacientes-ano em cada grupo (4 pacientes com um evento em 4.708 pacientes-ano para o grupo do Fosfato de Sitagliptina e 4 pacientes com um evento em 3.942 pacientes-ano para o grupo controle). Nenhuma alteração clinicamente significativa nos sinais vitais ou no ECG (incluindo no intervalo QTc) foi observada em pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina.
Estudo de Segurança Cardiovascular TECOS: o estudo de avaliação de desfechos cardiovasculares com Fosfato de Sitagliptina (TECOS – Trial Evaluating Cardiovascular Outcomes with Sitagliptin) incluiu 7.332 pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina 100 mg diariamente (ou 50 mg diariamente, se a taxa basal de filtração glomerular estimada [eGFR] era de ≥ 30 e < 50 mL/min/1,73 m2) e 7.339 pacientes que receberam placebo na população de intenção de tratar. Ambos os tratamentos foram adicionados ao tratamento usual objetivando o controle da HbA1c conforme os padrões regionais e fatores de risco CV. A população do estudo incluiu um total de 2.004 pacientes ≥ 75 anos de idade (970 tratados com Fosfato de Sitagliptina e 1.034 que receberam placebo). A incidência geral de eventos adversos graves em pacientes que receberam Fosfato de Sitagliptina foi semelhante à em pacientes que receberam placebo. A avaliação de complicações relacionadas a diabetes pré-especificadas revelou incidências semelhantes entre os grupos, incluindo infecções (18,4% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e 17,7% dos pacientes que receberam placebo) e insuficiência renal (1,4% dos pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e 1,5% dos que receberam placebo). O perfil de eventos adversos em pacientes ≥ 75 anos de idade foi geralmente semelhante à população geral.
Na população de ITT, entre os pacientes que estavam usando insulina e/ou uma sulfonilureia ao entrar no estudo, a incidência de hipoglicemia grave foi de 2,7% em pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e de 2,5% em pacientes que receberam placebo; entre os pacientes que não estavam usando insulina e/ou uma sulfonilureia ao entrar no estudo, a incidência de hipoglicemia grave foi de 1,0% em pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e de 0,7% nos que receberam placebo. A incidência de eventos de pancreatite confirmados por adjudicação foi de 0,3% em pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e de 0,2% em pacientes que receberam placebo. A incidência de eventos de malignidade confirmados por adjudicação foi de 3,7% em pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina e de 4,0% nos que receberam placebo.
Experiência Pós-comercialização
Foram identificadas reações adversas adicionais durante o uso pós-comercialização de Fosfato de Sitagliptina em monoterapia e/ou em combinação com outros agentes antidiabéticos. Como estas reações são reações relatadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, geralmente não é possível estimar de forma confiável a frequência ou estabelecer relação causal com a exposição ao medicamento.
Reações de hipersensibilidade, inclusive anafilaxia, angioedema, erupção cutânea, urticária, vasculite cutânea e condições cutâneas exfoliativas, incluindo síndrome de Stevens-Johnson; pancreatite aguda, incluindo pancreatite hemorrágica e necrosante fatal e não fatal; penfigoide bolhoso; agravamento da função renal, incluindo insuficiência renal aguda (algumas vezes com necessidade de diálise); infecção do trato respiratório superior; nasofaringite; constipação; vômitos; cefaleia; artralgia; mialgia; dor nas extremidades; dor nas costas; prurido.
Achados de exames laboratoriais
A incidência de achados adversos laboratoriais foi semelhante em pacientes tratados com Fosfato de Sitagliptina 100 mg/dia em comparação com pacientes que receberam placebo. Em todos os estudos, pequeno aumento no número de leucócitos (aproximadamente 200 células/microL de diferença versus o placebo; número médio de leucócitos no período basal de aproximadamente 6.600 células/microL) consequente ao aumento de neutrófilos. Esse fato foi observado na maioria, porém não em todos os estudos. Essas alterações nos parâmetros laboratoriais não são consideradas clinicamente significativas.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)