Reações Adversas - Everolimo Fiocruz

Bula Everolimo Fiocruz

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Everolimo?

Comprimido 2,5mg, 5mg e 10mg

Oncologia - Resumo do perfil de segurança

As informações sobre as reações adversas ao medicamento (RAMs, suspeitas pelo investigador de estarem relacionadas ao tratamento) são fundamentadas principalmente em dados agrupados de segurança em pacientes recebendo Everolimo (n = 2.470) em estudos clínicos de fase III, randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo ou comparador ativo e estudos de fase II relacionados com as indicações aprovadas em oncologia.

As reações adversas mais comuns (incidência ≥ 1/10 e suspeitas de estarem relacionadas ao tratamento segundo o investigador) de dados agrupados de segurança foram (em ordem decrescente): estomatite, erupção cutânea, fadiga, diarreia, infecções, náusea, apetite diminuído, anemia, disgeusia, pneumonite, edema periférico, hiperglicemia, astenia, prurido, diminuição do peso, prurido, astenia, hipercolesterolemia, epistaxe, tosse e dor de cabeça.

As RAMs de grau 3 a 4 mais comuns (incidência ≥ 1/100 a < 1/10 e suspeitas de estarem relacionadas ao tratamento segundo o investigador) foram: estomatite, anemia, hiperglicemia, fadiga, infecções, pneumonite, diarreia, astenia, trombocitopenia, neutropenia, dispneia, linfopenia, proteinúria, hemorragia, hipofosfatemia, erupção cutânea, hipertensão, aumento da aspartato aminotransferase (AST), aumento da alanina aminotransferase (ALT), pneumonia e diabetes mellitus.

Resumo tabulado das reações adversas obtidas nos estudos clínicos

A Tabela 3-1 apresenta a categoria de frequência das RAMs relatadas na análise agrupada de segurança.

As reações adversas estão listadas de acordo com a classe de sistema de órgãos MedDRA. Em cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas são classificadas por frequência, sendo primeiro as reações mais frequentes. Dentro de cada grupo de frequências, as reações adversas estão apresentadas por ordem decrescente de frequência. Além disso, a categoria de frequência correspondente usa a seguinte convenção (CIOMS III):muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a < 1/10); incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100); rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito rara (< 1/10.000).

Tabela 3-1 Reações adversas do medicamento em estudos oncológicos

Infecções e Infestações

Muito Comum

Infecçõesa

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Muito comum

Anemia

Comum

Trombocitopenia, neutropenia, leucopenia, linfopenia

Incomum

Pancitopenia

Rara

Aplasia de células vermelhas puras

Distúrbios do sistema imunológico

Incomum

Hipersensibilidade

Disúrbios do metabolismo e da nutrição

Muito comum

Diminuição de apetite, hiperglicemia, hipercolesterolemia

Comum

Hipertrigliceridemia, hipofosfatemia, diabetes mellitus, hiperlipidemia, hipocalemia,
desidratação

Distúrbios psiquiátricos

Comum

Insônia

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum

Disgeusia, cefaleia

Incomum

Ageusia

Distúrbios cardíacos

Incomum

Insuficiência cardiaca congestiva

Distúrbios vasculares

Comum

Hemorragiab, hipertensão

Incomum

Trombose venosa profunda

Distúrbios respiratórios, toráxicos e mediastinais

Muito comum

Pneumonitec, epistaxe, tosse

Comum

Dispneia

Incomum

Hemoptise, embolismo pulmonar

Rara

Síndrome da angústia respiratória aguda

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum

Estomatitesd, diarreia, nausea

Comum

Vômito, boca seca, dor abdominal, dor na boca, dispepsia, disfagia

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Muito comum

Erupção cutânea, prurido

Comum

Pele seca, distúrbio na unha, acne, eritema, síndrome mão-pée

Rara

Angioedema

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo

Comum

Artralgia

Distúrbios renais e urinários

Comum

Proteinúria, falência renal

Incomum

Aumento da frequência para urinar durante o dia, insuficiência renal aguda

Distúrbios do sistema reprodutor e mamas

Comum

Irregularidade menstrualf

Incomum

Amenorreiaf

Distúrbios gerais e alterações nos locais de administração

Muito comum

Fadiga, astenia, edema periférico

Comum

Pirexia, inflamação na mucosa

Incomum

Dor no peito não cardíaca, cicatrização prejudicada

Laboratoriais

Muito comum

Diminuição de peso

Comum

Aumento de aminotransferase aspartato, aumento de aminotransferase alanina, aumento de creatinina no sangue

a Inclui todas as reações dentro do sistema de órgão de classe “infecções e infestações” incluindo comum: pneumonia, infecção do trato urinário; incomum: bronquite, herpes zoster, sepse, abscessos e casos isolados de infecções oportunistas (por exemplo, aspergillose, candidiase e hepatite B); e rara: miocardite viral.
b Inclui diferentes eventos hemorrágicos provenientes de locais diferentes não listados individualmente.
c Inclui comum: pneumonite, doença pulmonar intersticial, infiltração pulmonar e rara: alveolite, hemorragia alveolar pulmonar e toxicidade pulmonar.
d Inclui muito comum: estomatite; comum: estomatite aftosa, ulceração da boca e língua; incomum: glossite, glossodinia.
e Reportado como síndrome eritrodisestesia palmar-plantar.
f A frequência é baseada na quantidade de mulheres na faixa etária de 10 a 55 anos de idade no agrupamento de segurança.

Anormalidades laboratoriais clinicamente relevantes

Em dados agrupados de segurança de estudo duplo-cego de fase III, novas reações ou agravamento de anormalidades laboratoriais clinicamente relevantes foram relatadas com uma incidência ≥ 1/10 (muito comum, listadas em frequência decrescente):
Hematologia

Hemoglobina diminuída, diminuição de linfócitos, diminuição de células brancas do sangue, diminuição de plaquetas e diminuição de neutrófilos (ou coletivamente descritos como pancitopenia).

Bioquímica clínica

Aumento da glicemia (jejum), colesterol aumentado, triglicérides aumentado, aumento de AST, diminuição de fosfato, aumento de ALT, creatinina aumentada, diminuição de potássio, e albumina diminuída.

A maioria das anormalidades observadas (≥ 1/100) foi leve (Grau 1) ou moderada (Grau 2). Anormalidades hematológicas e bioquímicas de Grau 3/4 incluíram:
Hematologia

Diminuição de linfócitos, diminuição da hemoglobina (muito comum); diminuição de neutrófilos, diminuição na contagem de plaquetas, diminuição das células brancas do sangue (todas comuns).

Bioquímica clínica

Aumento da glicose (jejum) (muito comum); diminuição fosfato, diminuição de potássio, aumento de AST, aumento de ALT, creatinina aumentada, colesterol (total) aumentado, triglicérides aumentado, albumina diminuída (todos comuns).

Complexo Esclerose Tuberosa (TSC) - Resumo do perfil de segurança

A informação das reações adversas ao medicamento (RAMs, suspeitas pelo investigador de estarem relacionadas ao tratamento) está baseada em dados agrupados de pacientes com TSC recebendo Everolimo (N=251) em dois estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados de fase III, incluindo períodos de tratamento cego e aberto, e um estudo não randomizado, aberto, de braço único de fase II o qual serve como base para as indicações listadas a seguir:

Tabela 3-2 Estudos de Everolimo TSC agrupamento de dados de segurança

Indicação

Nome do Estudo Braço ativo do
tratamento

Braço controle ou
comparativo

TSC - Angiomiolipoma Renal

EXIST-2 (M2302) Everolimo, n = 79

Placebo, n = 39

TSC - SEGA

EXIST-1 (M2301) Everolimo, n = 78

Placebo, n = 39

TSC – SEGA1

CRAD001C2485 Everolimo, n = 28

n/a

1 Ensaio aberto único braço, sem braço controle ou comparativo.

As RAMs mais frequentes (incidência ≥ 1/10 e suspeita de estar relacionada ao tratamento pelo investigador) do conjunto de dados de segurança são (em ordem decrescente): estomatite, infecções respiratórias do trato respiratório superior, amenorreia, hipercolesterolemia, nasofaringite, acne, irregularidade menstrual, sinusite, otite média e pneumonia.

As reações adversas graus 3/4 mais frequentes (incidência ≥ 1/100 a < 1/10 e suspeita de estar relacionada ao tratamento pelo investigador) foram: estomatite, amenorreia, pneumonia, neutropenia, pirexia, gastroenterite viral e celulite.

Resumo tabulado de reações adversas de estudos clínicos em TSC

A Tabela 3-3 mostra a incidência de RAMs baseadas no conjunto de dados em pacientes recebendo everolimo nos estudos TSC (incluindo ambos estudos, duplo-cego e aberto e períodos de extensão) cobrindo uma duração média de exposição de até 204,9 semanas. As RAMs estão listadas de acordo com a classe de sistema de órgãos MedDRA. As frequências das categorias são definidas usando a seguinte convenção: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a < 1/10); incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100); rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito rara (< 1/10.000); desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, as RAMs são apresentadas em ordem decrescente de frequência.

Tabela 3-3 Reações Adversas ao medicamento de estudos clínicos TSC

Infecções e infestações

Muito Comum

Infecção do trato respiratório superior, nasofaringite, sinusite, otite média, pneumonia

Comum

Infecção do trato urinário, faringite, celulite, faringite estreptocócica, gastroenterite viral, gengivite, herpes zoster

Incomum

Bronquite viral

Distúrbios sanguíneos e linfáticos

Comum

Neutropenia, anemia, leucopenia, linfopenia, trombocitopenia

Distúrbios metabólicos e nutricionais

Muito comum

Hipercolesterolemia

Comum

Hiperlipidemia, diminuição do apetite, hipertrigliceridemia, hipofosfatemia, hiperglicemia

Distúrbios psiquiátricos

Comum

Irritabilidade, agressividade

Incomum

Insonia

Distúrbios do sistema nervosa

Comum

Cefaleia, disgeusia

Distúrbios vasculares

Comum

Hipertensão, linfedema

Distúrbios respiratórios, toráxicos e mediastinais

Comum

Tosse, epistaxe, pneumonite

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum

Estomatitea

Comum

Diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, dor oral, flatulência, constipação, gastrite

Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo

Muito comum

Acne

Comum

Erupção cutâneab, dermatite acneiforme, pele seca, prurido, alopecia

Incomum

Angioedema

Distúrbios renais e urinários

Comum

Proteinúria

Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas

Muito comum

Amenorreiac, irregularidade menstrualc

Comum

Hemorragia vaginal, menorragia, cisto de ovário, menstruação atrasadac

Distúrbios gerais e condições no local da administração

Comum

Fadiga, pirexia

Laboratoriais

Comum

Aumento de lactato desidrogenase no sangue, aumento de hormônio luteinizante no sangue, diminuição de peso

Incomum

Aumento de hormônio folículo estimulante no sangue

a Incluído em muito comum: estomatite, ulceração na boca, estomatite aftosa; incomum: dor na gengiva, glossite, ulceração nos lábios, ulceração da língua.
b Incluído em comum: erupção cutânea, erupção cutânea eritematosa, eritema; incomum: exantema macular, exantema máculo-papular, erupção cutânea generalizada.
c A frequência é baseada no número de mulheres de 10 a 55 anos de idade no agrupamento de segurança durante o tratamento.

Alterações laboratoriais clinicamente relevantes

No banco de dados agrupado de segurança de TSC as seguintes alterações laboratoriais clinicamente relevantes novas ou agravadas notificadas com uma incidência de ≥ 1/10 (muito comum, listadas em ordem decrescente de frequência):
  • Hematologia: tempo de tromboplastina parcial aumentado, diminuição nos níveis de hemoglobina, neutropenia, leucopenia, linfopenia e trombocitopenia.
  • Química clínica: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, aumento nos níveis séricos de AST, aumento nos níveis séricos de ALT, hipofosfatemia, aumento nos níveis séricos de fosfatase alcalina, hiperglicemia (jejum) e hipocalemia.
A maior parte das anormalidades laboratoriais foram leves (Grau 1) ou moderadas (Grau 2). Anomalias hematológicas e químicas de Graus 3/4 inclui:
  • Hematologia: neutropenia, diminuição dos níveis da hemoglobina, tempo de tromboplastina parcial aumentado, linfopenia (comum); leucopenia (incomum).
  • Química clínica: hipofosfatemia, aumento nos níveis séricos de fosfatase alcalina , hipertrigliceridemia, aumento nos níveis séricos de AST (comum); hipercolesterolemia, aumento nos níveis séricos de ALT, hipocalemia e hiperglicemia (jejum) (incomum).

Reações adversas ao medicamento de interesse especial

Em estudos clínicos e relatos espontâneos pós-comercialização, o everolimo foi associado com casos graves de reativação da hepatite B, incluindo desfechos fatais. A reativação de infecções é um evento esperado durante períodos de imunossupressão.

Nos estudos clínicos e relatos espontâneos pós-comercialização, o everolimo tem sido associado a quadros de insuficiência renal (incluindo desfechos fatais) e proteinúria. O monitoramento da função renal é recomendado.

Em estudos clínicos e relatos espontâneos pós-comercialização, o everolimo foi associado a casos de amenorreia (incluindo amenorreia secundária).

Em estudos clínicos e relatos espontâneos pós-comercialização, o everolimo foi associado com pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP), alguns com desfecho fatal.

Em estudos clínicos e relatos espontâneos pós-comercialização, angioedema foi relatado com e sem o uso concomitante de inibidores da ECA.

Em um estudo pós-comercialização de braço único em mulheres pós-menopausa com câncer de mama avançado receptor hormonal positivo, HER2-negativo (N = 92), tratamento tópico com dexametasona 0,5 mg
/ 5 mL de solução oral sem álcool (bochechar 10 mL na boca durante 2 minutos e depois cuspir, repetido 4 vezes ao dia durante 8 semanas) foi administrado como um enxaguatório bucal no momento do início do
tratamento aos pacientes utilizando Everolimo(10 mg/dia) mais exemestano (25 mg / dia) para reduzir a incidência e gravidade da estomatite. Nenhum alimento ou bebida deveria ser consumido durante pelo menos
1 hora após bochechar e cuspir a solução oral de dexametasona. A incidência de estomatite de grau ≥2 em 8 semanas foi de 2,4% (n = 2/85 pacientes avaliados), que foi inferior ao historicamente relatado de 27,4% (n = 132/482) no estudo de fase III nesta população de pacientes (BOLERO- 2). A incidência de estomatite grau 1 foi de 18,8% (n = 16/85) e nenhum caso de estomatite de grau 3 ou 4 foi relatado. O perfil de segurança geral neste estudo foi consistente com o estabelecido para o everolimo em oncologia e TSC, com exceção da candidíase oral que foi relatada em 2,2% (n = 2/92) dos pacientes neste estudo em comparação com 0,2% ( N= 1/482) dos pacientes no BOLERO-2.

Populações especiais

Pacientes pediátricos (abaixo de 18 anos de idade)

O uso pediátrico de Everolimo é recomendado para pacientes com TSC que possuem SEGA e não necessitam de cirurgia imediata. A segurança e eficácia deEverolimo não foram estabelecidas em pacientes pediátricos com angiomiolipoma renal com TSC na ausência de SEGA ou em pacientes pediátricos com câncer.

A segurança deEverolimo em pacientes pediátricos com SEGA foi demonstrada em dois estudos clínicos.

Em EXIST-1 e no estudo CRAD001C2485, a natureza geral, tipo e frequência de reações adversas em todos os grupos etários avaliados foram similares.

Resultados dos estudos clínicos não mostraram impactos de Everolimo no crescimento e desenvolvimento puberal.

O clearance (depuração) normalizado de everolimo para a área de superfície corporal foi maior nos pacientes pediátricos do que nos pacientes adultos com SEGA. A dose inicial recomendada e a necessidade posterior para monitoramento de medicamentos terapêuticos para alcançar e manter as concentrações mínimas de 3 a 15 ng/mL são as mesmas para pacientes adultos e pediátricos com SEGA .

Pacientes geriátricos (≥ 65 anos de idade)

Na base de dados oncológica global de segurança, 35% dos pacientes tratados com Everolimo tinham ≥ 65 anos de idade.

O número de pacientes oncológicos com uma RAM levando a descontinuação de Everolimo foi maior em pacientes ≥ 65 anos de idade (19% versus 13%). As RAMs mais comuns (≥ 1/100) que levaram a descontinuação foram pneumonite, (incluindo doença pulmonar intersticial), estomatite, fadiga e dispneia.

Anexo – Informações detalhadas sobre as Reações Adversas (incluindo a intensidade) por estudo principal

Tumores neuroendócrinos avançados de origem gastrintestinal, pulmonar ou pancreática

Os dados descritos a seguir na Tabela 4-1 refletem a exposição a Everolimo (n = 204) e placebo (n = 203) no RADIANT-3 (CRAD001C2324), um estudo randomizado de fase III para o tratamento de tumores
neuroendócrinos pancreáticos avançados. No total, 63 (30,9%) pacientes foram expostos a 10 mg/dia de Everolimo por ≥ 52 semanas. A idade mediana dos pacientes foi de 58,0 anos (intervalo de 23 a 87 anos).

A duração mediana do tratamento de estudo cego foi de 37,8 semanas para pacientes que receberam Everolimo e 16,1 semanas para aqueles que receberam placebo. As taxas de reações adversas emergentes do tratamento que resultaram em descontinuação permanente foram de 13,2% e 2,0% para os grupos de tratamento com Everolimo e placebo, respectivamente. A maioria das reações adversas emergentes do tratamento foram de grau 1 ou 2 de gravidade. A incidência cumulativa de reações adversas emergentes do tratamento Grau 3 e Grau 4 correspondeu a 45,1% e 13, 8% em pacientes recebendo Everolimo e placebo, respectivamente. As reações adversas estão relacionadas de acordo com a classe de sistema orgânico MedDRA. Dentro de cada classe de sistema orgânico, as reações adversas estão classificadas por frequência, com as reações mais frequentes primeiro. Além disso, a categoria de frequência correspondente usando a convenção a seguir (CIOMS III) também é fornecida para cada reação adversa: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a < 1/10); pouco comum (≥ 1/1.000 a < 1/100); rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito rara (< 1/10.000), incluindo relatos isolados.

Tabela 4-1 RADIANT-3 – Reações adversas relatadas em pelo menos 5% dos pacientes e com uma taxa mais elevada no grupo de Everolimo que no grupo de placebo

Classe de sistema orgânico
Termo preferencial MedDRA

Frequência Everolimo
n = 204

Placebo
n = 203

-

Todos Gr 3 Gr 4 Todos Gr 3

Gr 4

% % % % %

%

Qualquer reação adversa

95,6 40,2 4,9 74,4 12,8

1,0

Infecções e infestações

Infecçõesa

Muito comum 22,5

1,5

1

5,9

< 1

0

Distúrbios gastrintestinais

Estomatiteb

Muito comum 64,2 6,9 0 16,7 0 0

Diarreia

Muito comum 33,8 3,4 0 9,9 0 0

Náusea

Muito comum 20,1 1,5 0 18,2 0

0

Vômitos

Muito comum 15,2 0 0 6,4 0

0

Boca seca

Comum 7,4 0 0 3,0 0

0

Dor abdominal

Comum 5,4 1,0 0 4,4 0,5

0

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Erupção cutânea

Muito comum 48,5 0,5 0 10,3

0

0

Prurido

Muito comum 14,7 0 0 8,9 0

0

Distúrbio ungueal

Muito comum 11,8 0,5 0 1,0 0

0

Pele seca

Muito comum 10,3 0 0 4,4 0

0

Acne

Comum 5,9 0 0 2,0 0

0

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Fadiga

Muito comum 31,4 1,5 0 14,3 0,5

0

Edema periférico

Muito comum 20,1 0,5 0 3,4 0

0

Astenia

Muito comum 12,7 1,0 0 8,4 1,0

0

Febre

Muito comum 10,8 0 0 0 0

0

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Diminuição do apetite

Muito comum 19,6 0 0 6,9 1,0 0

Diabetes mellitus

Comum 8,3 2,5 0 0 0 0

Distúrbios do sistema nervoso

Cefaleia

Muito comum

19,1

0 0 6,4 0

0

Disgeusia

Comum

17,2

0 0

3,9

0

0

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Epistaxe

Muito comum 17,2 0 0 0 0

0

Pneumonitec

Muito comum 16,7 2,5 0 0 0

0

Tosse

Muito comum 10,8 0 0 1,5 0

0

Dispneia

Comum 7,4

1,5

0 3,0 0

0

Laboratoriais

Diminuição de peso

Muito comum 15,7 0 0 4,4 0

0

Duração Mediana do Tratamentod (semanas)

37,8

16,1

a Termo combinado de todas as infecções relatadas para a SOC incluindo pneumonia, cistite, infecção do trato urinário e relatos isolados de infecções oportunistas (< 1%), incluindo reativação de hepatite B.
b Inclui estomatite aftosa e ulceração da boca e língua.
c Inclui doença pulmonar intersticial, infiltração pulmonar, pneumonite, fibrose pulmonar e doença pulmonar restritiva.
d Duração do tratamento cego.

Outras reações adversas dignas de nota com uma incidência < 5% incluem:

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático
  • Pouco comum: Aplasia eritrocitária pura (< 1%);
Distúrbios do metabolismo e nutrição
  • Comum: desidratação (2,5%);
Distúrbios vasculares
  • Comum: hipertensão (4,9%);
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
  • Comum: embolia pulmonar (1,5%);
  • Pouco comum: síndrome da angústia respiratória aguda (< 1%);
Distúrbios gastrintestinais
  • Comum: dor oral (2,9%), dispepsia (2,9%);
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
  • Comuns: síndrome mão-pé (2,9%), eritema (2,9%);
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
  • Comum: artralgia (2,5%);
Distúrbios renais e urinários
  • Comuns: proteinúria (2,5%), insuficiência renal (1%, incluindo insuficiência renal aguda);
Distúrbios gerais e condições do local de administração
  • Pouco comum: dor torácica (< 1%);
  • Foram observados casos isolados de hemorragia grau 1 em uma variedade de locais.

As principais anormalidades laboratoriais observadas e relatadas com maior frequência no grupo de Everolimo que no grupo de placebo são apresentadas na Tabela 4-2.

Tabela 4-2 RADIANT-3 – Principais anormalidades laboratoriais

Parâmetro laboratorial

Everolimo 10 mg/dia
n = 204
Placebo
n = 203
Todos os graus Grau 3 Grau 4 Todos
os
graus
Grau 3

Grau
4

% % % % %

%

Hematologiaa

Diminuição de hemoglobina

84 12 2 62 2

< 1

Diminuição de linfócitos

45 15 < 1 22 4 0

Diminuição de plaquetas

45 3 < 1 11 0

0

Diminuição de neutrófilos

30 3 < 1 17 2

0

Bioquímica clínica

Aumento de colesterol

66 < 1 0 22 0 0

Aumento de triglicérides

39 0 0 10 0 0

Aumento de glicose

73 17 0 52 5

< 1

Aumento de creatinina

20 1 1 14 0 0

Diminuição de fosfato

41 10 0 14 3 0

Diminuição de potássio

23 3 2 5 0 0

Aumento de aspartato transaminase (AST)

55 3 < 1 41 4

< 1

Aumento de alanina transaminase (ALT)

47 2 0 35 2

< 1

Aumento de bilirrubina

10 2 0 14 2

< 1

CTCAE Versão 3.0.
a Reflete relatos correspondentes de reações adversas ao medicamento de anemia, leucopenia, linfopenia, neutropenia, pancitopenia e trombocitopenia que ocorreram com menor frequência.

Os dados descritos a seguir na Tabela 4-3 refletem a exposição a Everolimo (n = 215) e placebo (n = 211) no RADIANT-2 (CRAD001C2325), um estudo randomizado de fase III para o tratamento de tumores
neuroendócrinos avançados primariamente de origem gastrintestinal ou pulmonar. No total, 37 (27,4%) pacientes foram expostos a 10 mg/dia de Everolimo por ≥ 12 meses. A idade mediana dos pacientes no grupo
de Everolimo foi de 60,1 anos (intervalo de 22 a 83).

A duração mediana do tratamento de estudo cego correspondeu a 37,0 semanas (intervalo: 1 a 163) para pacientes que receberam Everolimo e 36,6 semanas (intervalo: 0 a 152) para aqueles que receberam placebo.

As taxas de reações adversas emergentes do tratamento que resultaram em descontinuação permanente foram de 18,6% e 3,3% para os grupos de tratamento com Everolimo e placebo, respectivamente. A maioria das reações adversas emergentes do tratamento foram de grau 1 ou 2 de gravidade. Reações adversas emergentes do tratamento de Grau 3 e Grau 4 foram relatadas em 45,1% e 15,2% dos pacientes que receberam Everolimo e placebo, respectivamente.

Tabela 4-3 RADIANT-2 – Reações adversas relatadas em pelo menos 5% dos pacientes e com uma taxa mais elevada no grupo de Everolimo que no grupo de placebo

Classe de sistema orgânico/ Termo preferencial MedDRA

Frequência Everolimo
n = 215
Placebo
n = 211

Qualquer reação adversa

Todos Gr 3 Gr 4 Todos Gr 3 Gr 4
% % % % %

%

96,3 40,5 4,7 63,0

14,2

0,9

Infecções e infestações

Infecçõesa

Muito comum 19,5 4,7 < 1 6,2 < 1

0

Distúrbios gastrintestinais

Estomatiteb

Muito comum 61,9 6,5 0 13,7 0

0

Diarreia

Muito comum 27,4 6,0 0 15,6 2,4

0

Náusea

Muito comum 19,5 0,5 0 16,1 0,9

0

Vômitos

Muito comum 10,7 0 0,5 5,2 0,5

0

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Erupção cutânea

Muito comum 37,2 0,9 0 12,3 0

0

Prurido

Muito comum 10,7 0 0 3,8 0

0

Pele seca

Comum 7,9 0 0 2,4 0

0

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Fadiga

Muito comum 31,2 6,5 0 23,2 2,8

0

Edema periférico

Muito comum 13,0 0 0 3,3 0

0

Astenia

Muito comum 10,2 0,9 0 6,6 0,5

0

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Diminuição do apetite

Muito comum 13,5 0 0 6,2 0

0

Distúrbios do sistema nervoso

Cefaleia

Comum 8,8 0 0 8,5 0,5

0

Disgeusia

Muito comum 16,7 0,5 0 3,3 0

0

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Comum 5,6 0 0 0,9 0

0

Pneumonitec

Muito comum 11,6 2,3 0 0 0

0

Tosse

Comum 7,4 0 0 1,9 0

0

Dispneia

Muito comum 12,1 1,9 0 1,4 0

0

Laboratoriais

Diminuição de peso

Muito comum 14,9 0,5 0 3,3 0

0

Distúrbios vasculares

Hipertensão

Comum 5,1 0,9 0 1,9 0,9

0

Duração Mediana do Tratamentod (semanas)

37,0

36,6

a Termo combinado de todas as infecções relatadas para a SOC incluindo foliculite, herpes zoster, herpes oral, celulite e relatos isolados de infecções oportunistas (< 1%).
b Inclui estomatite aftosa e ulceração da boca e língua.
c Inclui doença pulmonar intersticial, infiltração pulmonar, pneumonite, fibrose pulmonar e doença pulmonar restritiva.
d Duração do tratamento cego.

Outras reações adversas dignas de nota (com uma incidência < 5%) incluem:

Distúrbios do metabolismo e nutrição
  • Comuns: diabetes mellitus (1,9%), desidratação (1,9%);
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
  • Pouco comum: embolia pulmonar (< 1%);
Distúrbios gastrintestinais
  • Comum: dor oral (3,7%);
  • Pouco comum: dispepsia (< 1%);
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
  • Comuns: síndrome mão-pé (1,4%), eritema (3,7%), distúrbio ungueal (2,8%);
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
  • Comum: artralgia (2,8%);
Distúrbios renais e urinários
  • Comum: insuficiência renal (2,3%, incluindo insuficiência renal aguda);
  • Pouco comum: proteinúria (< 1%).

Foram observados casos isolados de hemorragia grau 1 em uma variedade de locais.

As principais anormalidades laboratoriais observadas e relatadas com maior frequência no grupo de Everolimo que no grupo de placebo são apresentadas na Tabela 4-4.

Tabela 4-4 RADIANT-2 — Principais anormalidades laboratoriais relatadas com maior frequência no grupo de Everolimo que no grupo de placebo

Parâmetro laboratorial

Everolimo 10 mg/dia
n = 215

Placebo
n = 211

Todos os graus Grau 3 Grau 4 Todos os graus Grau 3

Grau
4

% % % % %

%

Hematologiaa

Diminuição de hemoglobina

89 5 < 1

59

2

< 1

Diminuição de linfócitos

56 20 < 1 32 7

0

Diminuição de plaquetas

47 3 < 1 16 < 1

< 1

Diminuição de neutrófilos

41 4 < 1 14 0

0

Bioquímica clínica

Aumento de colesterol

64 2 0 30 0 0

Aumento de triglicérides

54 0 0 22 0 0

Aumento de glicose

69 9 0 36 < 1 0

Aumento de creatinina

34 2 0 18 < 1 0

Diminuição de fosfato

53 11 < 1 16 4 0

Diminuição de potássio

47 8 < 1 15 < 1

< 1

Aumento de aspartato transaminase (AST)

48 1 < 1 34 < 1

< 1

Aumento de alanina transaminase (ALT)

37 1 0 33 1

0

Aumento de bilirrubina

13

0 < 1 18 2

< 1

CTCAE Versão 3.0.
a Reflete relatos correspondentes de reações adversas ao medicamento de anemia, leucopenia, linfopenia, neutropenia, pancitopenia e trombocitopenia que ocorreram com menor frequência.

Carcinoma de células renais avançado

Os dados descritos a seguir refletem a exposição a Everolimo (n = 274) e placebo (n = 137) em um estudo randomizado de fase III para o tratamento de carcinoma de células renais metastático. No total, 165 pacientes foram expostos a 10 mg/dia de Everolimo por ≥ 4 meses. A idade mediana dos pacientes foi de 61 anos (intervalo de 27 a 85).

As reações adversas mais comuns (incidência ≥ 10% e suspeitas de apresentar uma relação com o tratamento conforme o investigador) foram estomatite, erupção cutânea, fadiga, astenia, diarreia, anorexia, náusea, inflamação de mucosa, vômito, tosse, edema periférico, infecções, pneumonite, pele seca, epistaxe, prurido e dispneia. As reações adversas de grau 3-4 mais comuns (incidência ≥ 2%) foram infecções, estomatite, fadiga e pneumonite.

A duração mediana do tratamento de estudo cego foi de 141 dias (intervalo de 19 a 451) para pacientes que receberam Everolimo e 60 dias (intervalo de 21 a 295) para aqueles que receberam placebo. As taxas de reações adversas emergentes do tratamento que resultaram em descontinuação permanente foram 7% e 0% para os grupos de tratamento com Everolimo e placebo, respectivamente. A maioria das reações adversas emergentes do tratamento apresentou grau 1 ou 2 de gravidade. Reações adversas emergentes do tratamento Grau 3 ou 4 foram relatadas em 39% versus 7% dos pacientes que receberam Everolimo e placebo, respectivamente.

A Tabela 4-5 compara a incidência de reações adversas emergentes do tratamento relatadas com uma incidência ≥ 5% para pacientes que receberam 10 mg/dia de Everolimo versus placebo. As reações adversas estão relacionadas de acordo com a classe de sistema orgânico MedDRA. Dentro de cada classe de sistema orgânico, as reações adversas estão classificadas por frequência, com as reações mais frequentes primeiro. Além disso, a categoria de frequência correspondente que utiliza a convenção a seguir (CIOMS III) também é fornecida para cada reação adversa: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a < 1/10); pouco comum (≥ 1/1.000 a < 1/100); rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito rara (< 1/10.000), incluindo relatos isolados.

Tabela 4-5 RECORD-1 – Reações adversas relatadas em pelo menos 5% dos pacientes e com uma taxa mais elevada no grupo de Everolimo que no grupo de placebo

- Frequência Everolimo 10 mg/dia
n = 274

Placebo
n = 137

- Todos Gr 3

Gr 4

Todos Gr 3

Gr 4

Qualquer reação adversa

% % % % %

%

Infecções e infestações

89 35 3,3 58 6,6

0

Infecçõesa

Muito comum 13 2,2 2,2 2,2 0 0

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Anorexia

Muito comum 19 < 1 0 5,8 0 0

Distúrbios do sistema nervoso

Disgeusia

Comum 9,9 0 0 1,5 0

0

Cefaleia

Comum 8,8 0 0 5,1 0

0

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Tosse

Muito comum 14 0 0 4,4 0

0

Pneumoniteb

Muito comum 12 3,3 0 0 0

0

Epistaxe

Muito comum 12 0 0 0 0

0

Dispneia

Muito comum 10 1,8 0 2,9 0

0

Distúrbios gastrintestinais

Estomatitec

Muito comum 42 3,3 0 8,0 0

0

Diarreia

Muito comum 21 1,5 0 3,6 0

0

Náusea

Muito comum 18 < 1 0 8,0 0

0

Vômitos

Muito comum 15 < 1 0 3,6 0

0

Boca seca

Comum 6,2 0 0 4,4 0

0

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo

Erupção cutânea

Muito comum 28 1,1 0 5,1 0

0

Pele seca

Muito comum 12 < 1 0 4,4 0

0

Prurido

Muito comum 12 < 1 0 2,9 0

0

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Fadiga

Muito comum 23 3,3 0 17 < 1

0

Astenia

Muito comum 22 1,8 0 9,5 < 1

0

Inflamação de mucosa

Muito comum 17 1,1 0 1,5 0

0

Edema periférico

Muito comum 13 < 1 0 3,6 0

0

Febre

Comum 5,5 0 0 2,2 0

0

Laboratoriais

Diminuição de peso

Comum 5,5 0 0 < 1 0

0

Duração Mediana do Tratamentod

141

60

CTCAE Versão 3.0.
a Todas as infecções relatadas incluindo pneumonia, aspergilose, candidíase e sepse.
b Inclui alveolite, doença pulmonar intersticial, infiltração pulmonar, pneumonite, hemorragia alveolar pulmonar e toxicidade pulmonar.
c Estomatite (incluindo estomatite aftosa) e ulceração da boca e língua.
d Duração do tratamento.

Outras reações adversas dignas de nota (com uma incidência < 5%) incluem:

Distúrbios do metabolismo e nutrição
  • Comuns: desidratação (1,5%), exacerbação de diabetes mellitus préexistente (1,1%);
  • Pouco comum: diabetes mellitus de início recente (< 1%).
Distúrbios psiquiátricos
  • Comum: insônia (3,3%).
Distúrbios do sistema nervoso
  • Pouco comum: ageusia (< 1%).
Distúrbios cardíacos
  • Pouco comum: insuficiência cardíaca congestiva (< 1%).
Distúrbios vasculares
  • Comum: hipertensão (1,8%).
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
  • Comum: hemoptise (1,1%).
Distúrbios gastrintestinais
  • Comuns: dor abdominal (3,6%), disfagia (2,6%), dispepsia (2,6%).
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
  • Comuns: síndrome mão-pé (4,7%), eritema (3,6%).
Distúrbios renais e urinários
  • Comuns: insuficiência renal (1,1%) [50, 71], aumento da micção diurna (1,8%).
Distúrbios gerais e condições do local de administração
  • Comum: dor torácica (1,1%);
  • Pouco comum: prejuízo da cicatrização de feridas (< 1%).

Foram observados casos isolados de hemorragia grau 1 em uma variedade de locais.

As principais anormalidades laboratoriais observadas são apresentadas na Tabela 4-6.

Tabela 4-6 RECORD-1 - Principais anormalidades laboratoriais relatadas com maior frequência no grupo de Everolimo que no grupo de placebo

Parâmetro laboratorial

Everolimo 10 mg/dia
n = 274
Placebo
n = 137
- Todos os graus Grau 3 Grau 4 Todos os graus Grau 3

Grau
4

% % % % %

%

Hematologiaa

Diminuição de hemoglobina

92 12 1,1 79 5,1

< 1

Diminuição de linfócitos

51 16 2,2 28 5,1

0

Diminuição de plaquetas

23 1,1 0 2,2 0

< 1

Diminuição de neutrófilos

14 0 < 1 3,6 0

0

Bioquímica clínica

Aumento de colesterol

77 4,4 0 35 0

0

Aumento de triglicérides

73 < 1 0 34 0

0

Aumento de glicose

57 15 < 1 25 1,5

0

Aumento de creatinina

50 1,5 0 34

0

0

Diminuição de fosfato

37 6,2 0 8,0

0

0

Aumento de aspartato transaminase (AST)

25 < 1 < 1 6,6

0

0

Aumento de alanina transaminase (ALT)

21 1,1 0 3,6

0

0

Aumento de bilirrubina

2,9 < 1 < 1 2,2

0

0

CTCAE Versão 3.0.
a Inclui relatos de anemia, leucopenia, linfopenia, neutropenia, pancitopenia, trombocitopenia.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo sistema de notificação em vigilância sanitária – notivisa, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou para a vigilância sanitária estadual ou municipal.

Comprimido 0,5mg, 0,75mg e 1,0mg

Resumo do Perfil de Segurança

Everolimo combinado com a ciclosporina foi estudado em cinco ensaios em receptores de transplante renal, totalizando 2.497 pacientes (incluindo dois estudos sem um grupo controle “sem Everolimo”) e três ensaios em receptores de transplante cardíaco totalizando 1.531 pacientes (populações com intenção de tratar (ITT).

Everolimo, combinado com o tacrolimo, foi estudado em um ensaio clínico que incluiu 719 pacientes receptores de transplante de fígado.

A ocorrência de reações adversas pode depender do grau e da duração do regime imunossupressor. Nos estudos combinando Everolimo com dose plena de ciclosporina para microemulsão, foi observada creatinina sérica elevada mais frequentemente do que em pacientes-controle. O aumento da creatinina sérica foi menos frequente e os valores da média e da mediana de creatinina sérica foram menores nos estudos em que Everolimo foi administrado com redução de dose da ciclosporina.

Com exceção do aumento da creatinina sérica, o perfil de segurança de Everolimo nos estudos clínicos em que foi administrado com doses reduzidas de ciclosporina foi semelhante àqueles descritos nos três estudos piloto em que foram administradas doses plenas de ciclosporina, embora a incidência total de reações adversas tenha sido menor com dose reduzida de ciclosporina.

Em estudos clínicos controlados, nos quais um total de 3.256 pacientes recebendo Everolimo em combinação com outros imunossupressores foram monitorados por pelo menos 1 ano, um total de 3,1% desenvolveram malignidades, sendo 1,0% malignidades de pele e 0,6% linfoma ou distúrbio linfoproliferativo.

Resumo tabelado de reações adversas a medicamentos de ensaios clínicos

As frequências das reações adversas listadas abaixo são derivadas da análise das incidências de 12 meses de eventos relatados em estudos multicêntricos, randomizados e controlados que investigaram Everolimo em combinação com inibidores da calcineurina (CNI) e corticosteroides em pacientes transplantados. Todos os ensaios incluíram braços de terapia-padrão baseada em CNI, “sem Everolimo”.

A Tabela 17 contém reações adversas a medicamentos possivelmente ou provavelmente relacionadas ao Everolimo observadas em estudos clínicos de fase III. Exceto quando indicado de outra forma, esses transtornos foram identificados por um aumento da incidência nos estudos de fase III comparando pacientes tratados com Everolimo aos pacientes sem Everolimo, em regime de terapia padrão ou a mesma incidência no caso do evento é conhecida como uma RAM do comparador (MPA em estudos de transplante de coração e renal). Exceto onde observado de outra maneira, o perfil de reações adversas é relativamente consistente em todas as indicações de transplante.

As reações adversas medicamentosas provenientes de ensaios clínicos são listadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos segundo a base de dados MedDRA. Dentro de cada classe, as reações adversas a medicamentos são classificadas pela frequência, com as reações mais frequentes primeiro. Além disso, a categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento baseia-se na seguinte convenção (CIOMS III): Muito comum (≥ 1/10), comum (≥1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1.000 a ≥ 1/100), raro (≥ 1/10.000 a ≥ 1/1.000), muito raro (≥ 1/10.000).

Tabela 17: Porcentagem de pacientes com reações adversas a medicamentos em ensaios clínicos.

Experiências do ensaio de fase III por indicação
  Transplante de rim (Estudo A2309) Transplante de coração (Estudo A2310)

Transplante de fígado (Estudo H2304)

Reações Adversas a medicamentos

Categoria de frequência EVR9
1,5 mg
N = 274
(100%)
MPA9
regime
N = 273
(100%)
EVR
1,5 mg
N = 279
(100%)
MPA
regime n
N = 268
(100%)
EVR +
red TAC9
N = 245
(100%)

TAC9
control
N = 241
(100%)

Infecções e infestações

Infecções (virais, bacterianas e fúngicas)

Muito comum 173 (63,1) 190 (69,6) 174 (62,4) 161 (60,1) 124 (50,6)

104 (43,2)

Infecções do trato respiratório inferior e pulmonares (incluindo pneumonia)

Muito comum¹ 20 (7,3) 15 (5,5) 36 (12,9) 32 (11,9) 14 (5,7)

14 (5,8)

Infecções do trato respiratório superior

Muito comum 68 (24,8) 76 (27,8) 76 (27,8) 63
(23,5)
38 (15,5)

32 (13,3)

Infecções do trato urinário

Muito comum2 68 (24,8) 66 (24,2) 22 (7,9) 22 (7,9) 21 (8,6)

11 (4,6)

Sepse

Comum 10 (3,6) 9 (3,3) 17 (6,1) 7 (2,6) 11 (4,5)

8 (3,3)

Infecção de feridas

Comum 6 (2,2) 4 (1,5) 1 (0,4) 0 8 (3,3) 0

Neoplasias benigna, maligna e indeterminada (incluindo cistos e pólipos)

Tumores malignos ou indeterminados

Comum 4 (1,5) 7 (2,6) 12 (4,3) 8 (3,0) 5 (2,0)

11 (4,6)

Neoplasias de pele malignas e não especificadas

Comum 3 (1,1) 6 (2,2) 5 (1,8) 2 (0,7) 0

3 (1,2)

Linfomas/distúrbios linfoproliferativos pós-transplante (PTLD)

Incomum 0 0 0 1 (0,4) 2 (0,8) 0

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático

Anemia/eritropenia

Muito comum 72 (26,3) 71 (26,0) 117 (41,9) 88 (32,8) 23 (9,4)

22 (9,1)

Leucopenia

Muito comum 15 (5,5) 44 (16,1) 44 (15,8) 94 (35,1) 35 (14,3)

17 (7,1)

Trombocitopenia

Muito comum 8 (2,9) 6 (2,2) 31 (11,1) 29 (10,8) 14 (5,7)

5 (2,1)

Pancitopenia

Comum 2 (0,7) 4(1,5) 0 0 9 2 (3,7)

2 (0,8)

Microangiopatias trombóticas (incluindo púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome urêmica hemolítica)

Comum 4 (1,15) 0 3 1 (1,1) 0 0 0

Distúrbios endócrinos

Hipogonadismo masculino (redução de testosterona, aumento de FSH e LH)

0 2 (1,1) 0 0 0 1 (0,6) 0

Distúrbios do metabolismo e nutricionais

Hiperlipidemia (colesterol e triglicérides)

Muito comum 143 (52,2) 105 (38,5) 83 (29,7) 60
(22,4)
58 (23,7)

23 (9,5)

Aparecimento de diabetes mellitus

Muito comum 58 (21,2) 68 (24,9) 53 (19,0) 52 (19,4) 28 (11,4)

29 (12,0)

Hipopotassemia

Muito comum 33 (12,0) 32 (11,7) 32 (11,7) 32 (11,9) 7 (2,9)

5 (2,1)

Distúrbios psiquiátricos

Insônia

Muito comum 47 (17,2) 43 (15,8) 75 (26,9) 54 (20,1) 14 (5,7)

19 (7,9)

Ansiedade

Muito comum 26 (9,5) 19 (7,0) 42 (15,1) 32 (11,9) 11 (4,5)

4 (1,7)

Disturbios do sistema nervoso

Dor de cabeça

Muito
comum
49 (17,9) 40 (14,7) 78 (28,0) 63 (23,5) 47 (19,2)

46 (19,1)

Distúrbios cardíacos

Derrame pericárdico

Muito
comum3
1 (0,4) 1 (0,4) 111 (39,8) 74 (27,6) 1 (0,4)

2 (0,8)

Taquicardia

Comum 14 (5,1) 8 (2,9) 18 (6,5) 19 (7,1) 5 (2,0)

8 (3,3)

Distúrbios vasculares

Hipertensão

Muito comum 89 (32,5) 89 (32,6) 129 (46,2) 127 (47,4) 44 (18,0)

38 (15,8)

Eventos tromboembólicos venosos

Muito comum 15 (5,5) 8 (2,9) 34 (12,2) 22 (8,2) 9 (3,7)

3 (1,2)

Epistaxe

Comum 6 (2,2) 3 (1,1) 15 (5,4) 7 (2,6) 5 (2,0)

1 (0,4)

Linfocele

Comum4 21 (7,7) 16 (5,9) 12 (4,3) 6 (2,2) 0

1 (0,4)

Trombose no
enxerto renal

Comum 6 (2,2) 3 (1,1) - - - -

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Derrame pleural

Muito comum1 8 (2,9) 5 (1,8) 71 (25,4) 58 (21,6) 11 (4,5)

11 (4,6)

Tosse

Muito comum1

20 (7,3)

30 (11,0) 57 (20,4) 42 (15,7) 15 (6,1)

15 (6,2)

Dispneia

Muito comum1 20 (7,3) 24 (8,8) 47 (16,8) 43 (16,0) 15 (6,1)

12 (5,0)

Doença intersticial pulmonar

Incomum5 2 (0,7) 2 (0,7) 7 (2,5) 2 (0,7) 1 (0,4)

1 (0,4)

Disúrbios gastrintestinais

Diarreia

Muito comum 51 (18,6) 54 (19,8) 51 (18,3) 63 (23,5) 47 (19,2)

50 (20,7)

Náusea

Muito comum 81 (29,6) 86 (31,5) 58 (20,8) 71 (26,5) 33 (13,5)

28 (11,6)

Vômito

Muito comum 40 (14,6) 60 (22,0) 29 (10,4) 42 (15,7) 14 (5,7)

18 (7,5)

Dor abdominal

Muito comum

50 (18,2) 67 (24,5) 32 (11,5)

38 (14,2)

45 (18,4)

35 (14,5)

Dor orofaríngea

Comum 14 (5,1) 10 (3,7) 17 (6,1) 10 (3,7) 13 (5,3)

5 (2,1)

Pancreatite

Comum 1 (0,4) 1 (0,4) 4 (1,4) 0 2 (0,8)

2 (0,8)

Estomatite/ulceração na boca

Comum 24 (8,8) 7 (2,6) 23 (8,2) 13 (4,9) 23 (9,4)

3 (1,2)

Distúrbios hepatobiliares

Hepatite não infecciosa

Incomum 1 (0,4) 1 (0,4) 1 (0,4) 1 (0,4) 5 (2,0)

5 (2,1)

Icterícia

Incomum 0 0 1 (0,4) 2 (0,7) 2 (0,8)

5 (2,1)

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos

Acne

Comum 26 (9,5) 23 (8,4) 21 (7,5) 28 (10,4) 4 (1,6) 0

Angioedema

Comum6 11 (4,0) 10 (3,7) 14 (5,0) 7 (2,6) 3 (1,2)

3 (1,2)

Erupção cutânea

Comum 13 (4,7) 17 (6,2) 15 (5,4) 17 (6,3) 9 (3,7)

9 (3,7)

Distúrbios do tecido conjuntivo e musculoesquelético

Mialgia

Comum 15 (5,5) 10 (3,7) 20 (7,2) 18 (6,7) 7 (2,9)

4 (1,7)

Artralgia

Comum 25 (9,1) 26 (9,5) 17 (6,1) 23 (8,6) 17 (6,9)

18 (7,5)

Distúrbios renal e urinário

Proteinúria

Comum2 25 (9,1) 20 (7,3) 9 (3,2) 4 (1,5) 7 (2,9)

2 (0,8)

Necrose tubular renal

Comum7 15 (5,5) 13 (4,8) 2 (0,7) 1 (0,4) 0 0

Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama

Disfunção éretil

Comum 10 (5,7) 5 (2,7) 15 (6,7) 7 (3,2) 3 (1,7)

5 (2,8)

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Dor

Muito comum 27 (9,9) 27 (9,9) 43 (15,4) 33 (12,3) 8 (3,3)

10 (4,1)

Pirexia

Muito comum 51 (18,6) 41 (15,0) 46 (16,9) 40 (14,9) 32 (13,1)

25 (10,4)

Edema periférico

Muito comum 123 (44,9) 108 (39,6) 124 (44,4) 103 (38,4) 43 (17,6)

26 (10,8)

Cicatrização prejudicada

Muito comum 89 (32,5) 77 (28,2) 55 (19,7) 52 (19,4) 27 (11,0)

19 (7,9)

Hérnia incisional

Comum 5 (1,8) 3 (1,1) 9 (3,2) 4 (1,5) 17 (6,9)

13 (5,4)

Laboratoriais

Enzima hepática anormal

Comum8 6 (2,2) 12 (4,4) 6 (2,2) 5 (1,9) 16 (6,5)

24 (10,0)

¹ Comum em transplante renal e hepático.
2 Comum em transplante cardíaco e hepático.
3 Em transplante cardíaco.
4 Em transplante cardíaco e renal.
5 A busca baseada SMQ para a doença pulmonar intersticial (DPI) mostrou uma frequência de DPI em ensaios clínicos como apresentados na Tabela 17. Esta ampla pesquisa incluiu também casos que são provocados por eventos relacionados, por exemplo, por infecções. A categoria de frequência dada aqui é derivada após revisão médica dos casos conhecidos.
6 Predominantemente em pacientes tratados com inibidores da ECA concomitantemente.
7 Em transplante renal.
8 AST, ALT, GGT elevadas, as frequências dadas aqui são derivadas dos testes de função hepática anormal TP, os níveis de enzimas eram revisados através dos estudos.
9 EVR: everolimo, MPA: micofenolato de sódio, TAC: tacrolimo.

Reações adversas a medicamentos de relatos espontâneos pós-comercialização

As seguintes reações adversas a medicamentos foram derivadas de experiência pós-comercialização com Everolimo através de relatos de casos espontâneos e casos da literatura. Como estas reações são reportadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, não é possível estimar com segurança a sua frequência, que é, portanto, classificada como desconhecida. As reações adversas a medicamentos estão listadas de acordo com as classes de sistema de órgãos em MedDRA. Dentro de cada classe de sistema de órgãos, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Tabela 18. Reações adversas a medicamentos de relatos espontâneos e da literatura (frequência desconhecida)

Distúrbios vasculares

Vasculite leucocitoclástica

Distúrbios respiratório, torácico e mediastinais

Proteinose alveolar pulmonar

Distúrbios da pele e subcutâneos

Eritrodermia

Sistema Reprodutivo e distúrbios mamários

Cisto ovariano

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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