Reações Adversas - Entacapona FURP

Bula Entacapona FURP

Princípio ativo: Entacapona

Classe Terapêutica: Antiparkinsonianos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Entacapona FURP?

Nos estudos realizados na fase III duplo-cego, placebo-controlado, as reações adversas muito comuns encontradas foram: discinesia, náusea e urina anormal.

As reações adversas comuns encontradas nos estudos na fase III duplo-cego, placebo-controlado são: diarreia, agravamento do parkinsonismo, tontura, dor abdominal, insônia, boca seca, fadiga, alucinações, constipação, distonia, aumento da transpiração, hipercinesia, cefaleia, câimbras nas pernas, confusão, pesadelos, queda, hipotensão postural, vertigem e tremor.

Muitos dos efeitos adversos causados por Entacapona relacionam-se à atividade dopaminérgica aumentada e ocorrem mais frequentemente no início do tratamento. A redução da dose da levodopa diminui a frequência e a gravidade desses efeitos. A outra classe principal de eventos adversos são sintomas gastrintestinais, inclusive náuseas, vômitos, dores abdominais, constipação e diarreia. A cor da urina pode alterar-se para castanho-avermelhado pela Entacapona, mas esse fenômeno é inofensivo.

Geralmente os efeitos adversos provocados pela Entacapona são de natureza leve a moderada. Os eventos adversos mais comuns que levam à interrupção do tratamento com Entacapona são sintomas gastrintestinais (por ex., diarreia, 2,5%) e sintomas dopaminérgicos (por ex., discinesias, 1,7%).

Em estudos clínicos foram relatados, após a administração de Entacapona, com frequência maior do que o placebo, discinesias (27%), náusea (11%), diarreia (8%), dor abdominal (7%) e boca seca (4,2%).

Alguns dos eventos adversos, como discinesia, náusea e dores abdominais, podem ser mais comuns com doses mais elevadas (1,4 a 2,0 g por dia) do que com doses mais baixas de Entacapona.

Uma leve diminuição da hemoglobina, contagem de eritrócito e hematócrito foi relatada durante o tratamento com Entacapona. O mecanismo de base envolve diminuição na absorção de ferro no trato gastrintestinal. Foi observado, durante um período prolongado de tratamento (6 meses) com Entacapona, uma diminuição clínica significativa de hemoglobina em 1,5% dos pacientes.

Foram relatados aumentos clínicos significativos das enzimas hepáticas em casos raros.

As seguintes reações adversas, listadas abaixo na tabela, têm sido acumuladas dos estudos clínicos com Entacapona e desde a introdução de Entacapona no mercado.

As reações adversas estão dispostas das mais frequentes para as menos e estimadas da seguinte forma:

  • Muito comum (≥1/10);
  • Comum (≥1/100, <1/10);
  • Incomum (≥1/1.000, <1/100);
  • Rara (≥1/10.000, <1/1.000);
  • Muito rara (<1/10.000);
  • Desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis devido a nenhuma estimativa válida ter sido inferida dos estudos clínicos e epidemiológicos).

Distúrbios psiquiátricos

Comuns

Insônia, alucinações, confusão, pesadelos

Muito rara

Agitação

Distúrbios no sistema nervoso

Muito comum

Discinesia

Comuns

Agravamento do parkinsonismo, vertigem, distonia, hipercinesia

Distúrbios cardíacos

Comum

Eventos de doença cardíaca isquêmica além de infarto do miocárido* (p. ex. angina pectoris)

Incomum

Infarto do miocárido*

Distúrbios gastrintestinais

Muito comum

Náusea

Comuns

Diarreia, dor abdominal, boca seca, constipação, vômito

Muito rara

Anorexia, colites

Distúrbios hepatobiliares

Raras

Testes anormais da função hepática

Desconhecida

Hepatite com características principalmente colestáticas

Distúrbios do tecido subcutâneo e pele

Rara

Rash maculopapular ou eritematoso

Muito rara

Urticária

Desconhecida

Descoloração de pele, cabelo, barba e unhas

Distúrbios renais e urinários

Muito comum

Mudança de cor da urina

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Comuns

Fadiga, aumento da transpiração, queda

Muito rara

Diminuição do peso

* A taxa de incidência de infarto do miocárdio e outros eventos de doença cardíaca isquêmica (0,43% e 1,54%, respectivamente), são derivados de uma análise de 13 estudos duplo-cegos envolvendo 2082 pacientes com flutuações motoras de fim de dose recebendo Entacapona.

A Entacapona usada em combinação com levodopa tem sido associada com casos isolados de sonolência diurna excessiva e episódios repentinos de início de sono.

Casos isolados de síndrome neuroléptica maligna (SNM) têm sido relatados, especialmente após redução abrupta ou descontinuação da Entacapona e outras medicações dopaminérgicas.

Casos isolados de rabdomiólise têm sido relatados.

Transtornos do controle do impulso

Jogo patológico, aumento da libido, hipersexualidade, gasto ou compra compulsiva, binge eating e compulsão alimentar podem ocorrer em pacientes tratados com agonistas da dopamina e/ou outros tratamentos dopaminérgicos como Entacapona em associação com levodopa.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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