Como usar o Encrise?
Encrise pode ser administrado por via subcutânea, intramuscular ou intravenosa (em bolus ou infusão contínua).
Este medicamento deve ser administrado somente pela via recomendada, para evitar riscos desnecessários.
Encrise deve ser aplicado somente por profissional da saúde qualificado.
Posologia do Encrise
Via subcutânea e Intramuscular
Distensão abdominal:
A dose usual inicial para pacientes adultos no pós-operatório é de 5 unidades (0,25 ml de Encrise), podendo ser aumentada para 10 unidades (0,5ml de Encrise) nas injeções subsequentes, se necessário.
Recomenda-se que Encrise seja administrado por via intramuscular e que as injeções sejam repetidas em intervalos de 3 ou 4 horas, se necessário.
As doses devem ser proporcionalmente reduzidas para pacientes pediátricos.
Encrise poderá ser administrado, nas mesmas doses, por via subcutânea.
Encrise usado desta maneira prevenirá ou aliviará a distensão abdominal.
Estas recomendações também são aplicáveis para distensões decorrentes de complicação de pneumonia (infecções nos pulmões) ou outras toxemias (intoxicações) agudas.
Radiografia abdominal:
Recomendam-se, em média, duas injeções intramusculares de 10 unidades cada (0,5 ml de Encrise).
Estas injeções devem ser administradas, a primeira, duas horas antes e a segunda, meia hora antes da exposição dos filmes.
Muitos radiologistas recomendam a utilização de enema (administração de medicamentos pela via retal) antes da primeira dose de Encrise.
Encrise poderá ser administrado, nas mesmas doses, por via subcutânea.
Diabetes insipidus:
Encrise pode ser administrado através de injeção intramuscular ou subcutânea.
A dose injetável para adultos é de 5 a 10 unidades (0,25 a 0,5 ml de Encrise) repetidas duas ou três vezes por dia, se necessário.
A dose recomendada na pediatria é de 2,5 a 5 unidades (0,125 a 0,25 ml de Encrise), a cada 6 a 8 horas, titulada para alcançar a resposta fisiológica desejada.
Via intravenosa
Utilizar preferencialmente veia central ou veia periférica profunda.
Hemorragia gastrintestinal:
A vasopressina (Encrise) foi administrada por via intravenosa no tratamento de sangramentos provenientes de várias causas.
Foi utilizada para tratar o sangramento das varizes de esôfago e outros tipos de hemorragia gastrointestinal (sangramento no estômago) superior.
Devido ao risco de necrose (morte celular) tecidual pelo extravasamento da solução, é preferível a escolha de uma veia central.
A infusão intravenosa deve iniciar com 0,2 U/minuto de Encrise e ser aumentada a cada hora de 0,2 U/minuto até que a hemorragia (sangramento) seja controlada.
Doses mais elevadas podem ser utilizadas, mas o limite prudente é de 1 U/minuto.
Um bolus intravenoso de 20U de vasopressina (Encrise) em mais de 20 – 30 minutos pode ser dado, mas talvez não haja necessidade.
Após 12 horas de controle da hemorragia, a dose de vasopressina (Encrise) pode ser reduzida à metade, e pode ser interrompida dentro de mais 12 – 24 horas.
Pode ser administrada concomitantemente nitroglicerina, via intravenosa, para controlar os efeitos colaterais.
No tratamento da hemorragia gastrointestinal (sangramento no estômago e/ou intestino) em crianças, a dose de vasopressina é de 0,01 U/kg/minuto.
Choque séptico:
A administração recomendada é de 0,01 a 0,04 unidades/minuto em infusão contínua.
A infusão contínua deverá ser mantida de 24 a 96 horas de forma a individualizar cada caso.
Ressuscitação cardíaca:
A dose atualmente recomendada no manuseio da PCR em adultos é de 40 U por via intravenosa, uma única vez, seguida de bolus de 20 ml de água destilada ou soro fisiológico.
Diabetes insipidus:
A infusão contínua de vasopressina de 0,001 a 0,003 U/kg/hora é efetiva no controle da poliúria (aumento do volume da urina) e da osmolalidade sérica (concentração iônica no sangue) em crianças com diabetes insipidus pós-operatório.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Encrise?
Este medicamento deve ser administrado por profissional da saúde qualificado e não deve ser esquecido de ser administrado em hipótese alguma.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)