Como a substância do Docks age?
Resultados de Eficácia
Câncer de mama
Combinações com doxorrubicina tiveram taxas de resposta de 60-80%, contra 20-40% quando usado sozinho. Em mulheres com câncer avançado, sequência de doxorrubicina seguida por CMF foi superior à alternância de tratamentos.
Tratamento preventivo
Estudo com 336 mulheres após 15 anos:
Sobrevida livre de doença = 54%; sobrevida geral = 58%. Observou-se toxicidade cardíaca em 12 pacientes.
Estudos Clínicos
Eficácia confirmada em metanálise de 1998. Regimes com doxorrubicina mostraram resultados equivalentes ou superiores a CMF.
Principais resultados:
- Taxas de sobrevida comparáveis entre tratamentos, com vantagem para regimes contendo doxorrubicina em alguns casos.
Câncer avançado
Taxas de resposta completa de 16,6% e resposta parcial de 48,5% em estudo com 1581 pacientes. Sobrevida média: 21,3 meses.
Combinações eficazes:
- FAC, VAC + 5-FU, FAI e combinações com imunoterapia.
Combinação com paclitaxel teve 83% de resposta. Estudo fase III mostrou vantagem sobre FAC.
Resultados:
- Sobrevida: 23,3 meses vs 18,3 meses (paclitaxel + doxorrubicina vs FAC).
Combinação com docetaxel superior a AC em sobrevida livre de progressão (35,9 vs 31,9 semanas).
Pulmão
Esquema AVE (doxorrubicina, vincristina, etoposídeo) superior a CAV, com 76% de respostas.
Combinação com etoposídeo e vincristina teve 74% de resposta. Sobrevida média: 12 meses (doença localizada) e 6 meses (doença avançada).
Bexiga
Tratamento antes da cirurgia
3 ciclos de MVAC antes da cirurgia aumentou sobrevida para 74,7 meses vs 43,2 meses sem quimioterapia.
Estudo com 44 pacientes:
- 34% tiveram resposta completa. Sobrevida após 48 meses: 50% vs 27% sem resposta.
Tratamento após cirurgia
Doxorrubicina aplicada na bexiga reduziu recorrências (56% sem recorrência após 3 anos vs 29% sem tratamento).
Câncer avançado
Esquema MVAC teve 30-40% de respostas completas. Sobrevida média: 14,8 meses.
Tireoide
Combinação produziu 15% de respostas parciais e 50% de estabilização da doença em tumores avançados.
Câncer de ovário
Esquema HCAP teve 96% de resposta em 55 pacientes. Sobrevida média: 45 meses.
Regime CAP foi superior a outros esquemas em resposta, mas não em sobrevida global.
Sarcomas Ósseos
Combinação doxorrubicina + cisplatina teve resultados equivalentes a esquemas mais complexos.
Sarcoma de Partes Moles
Doxorrubicina teve eficácia similar a ifosfamida com menos toxicidade. Regime MAID teve 47% de resposta.
Linfomas
Doxorrubicina + vinblastina + radioterapia aumentou sobrevida livre de falha para 94% vs 81% só com radiação.
Substituição por epirrubicina manteve eficácia similar em linfoma não-Hodgkin.
Neuroblastoma
Tratamento intensivo com MADDOC alcançou 72% de sobrevida livre de eventos em crianças.
Tumor de Wilms
Esquema VACA é padrão para estágios II e III.
Leucemias
Em leucemia linfoblástica aguda (LLA), adição de doxorrubicina elevou taxa de remissão para 90% e sobrevida para 31 meses.
Em leucemia mielóide aguda (LMA), combinação com etoposídeo, citarabina e 6-tioguanina teve até 94% de remissão em pacientes jovens.
Referências:
[Lista de referências mantida conforme original]
Características Farmacológicas
Como age
Doxorrubicina interrompe a multiplicação celular ao se ligar ao DNA e inibir enzimas essenciais. Também danifica membranas celulares.
Comportamento no corpo
Distribuição
Absorção rápida nos tecidos. Meia-vida longa (20-48 horas). Não passa para o cérebro. Aparece no leite materno.
Metabolismo
Transformado em doxorrubicinol no fígado. Metabolismo lento contribui para toxicidade cardíaca.
Eliminação
Principalmente pela bile (40% em 5 dias). Apenas 5-12% eliminados na urina. Pacientes obesos têm eliminação mais lenta.
Grupos especiais
Crianças
Eliminação mais rápida em crianças acima de 2 anos. Menores de 2 anos têm eliminação semelhante a adultos.
Idosos
Sem necessidade de ajuste apenas por idade.
Problemas no fígado
Eliminação reduzida. Dose deve ser ajustada.
Segurança em animais
Risco de câncer e mutações
Causou tumores em ratos e alterações reprodutivas em cães.
Fertilidade
Causou danos testiculares e redução de espermatozoides em animais.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)