Precauções - Diprosen

Bula Diprosen

Princípio ativo: Dipropionato de Betametasona + Fosfato Dissódico de Betametasona

Classe Terapêutica: Corticosteróides Injetáveis Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Cuidados ao usar Diprosen

Este medicamento não pode ser aplicado na veia ou debaixo da pele. É obrigatório usar técnica estéril na aplicação.

Agite antes de usar.

Este remédio tem dois componentes: um age rápido e outro age devagar. O médico deve considerar isso ao receitar.

Aplicar profundamente no músculo para evitar danos locais.

Injeções em tecidos moles ou articulações podem ter efeitos em todo o corpo.

Verificar se há infecção no líquido da articulação antes de aplicar. Evitar aplicar em articulações previamente infectadas. Dor aumentada, inchaço, febre e mal-estar podem indicar infecção - se confirmado, tratar com antibióticos.

Não aplicar em articulações instáveis, áreas infectadas ou entre vértebras. Aplicações repetidas em artrose podem piorar a articulação. Evitar aplicar diretamente em tendões. Após aplicação na articulação, não sobrecarregar a região.

Raramente podem ocorrer reações alérgicas graves - tomar precauções, especialmente em pacientes com histórico de alergia.

Em tratamentos longos, considerar trocar para comprimidos após avaliar riscos e benefícios.

Pode ser necessário ajustar a dose em situações de estresse como infecções graves, cirurgias ou traumas. Após tratamento prolongado com doses altas, pode ser necessário acompanhamento por até um ano.

Pode esconder sinais de infecção e facilitar o surgimento de novas infecções.

Uso prolongado pode causar catarata (principalmente em crianças), glaucoma e aumentar risco de infecções oculares.

Doses altas podem aumentar pressão arterial, reter líquidos e sal, e reduzir potássio no corpo. Derivados sintéticos têm menos efeitos, exceto em doses altas.

Recomenda-se dieta com pouco sal e suplementação de potássio. Aumenta perda de cálcio.

Não vacinar contra varíola durante tratamento. Algumas vacinas não devem ser aplicadas durante uso, especialmente em doses altas, por risco de complicações. Vacinas podem ser usadas se o medicamento for para reposição hormonal (como na Doença de Addison).

Pacientes usando doses altas devem evitar contato com pessoas com catapora ou sarampo. Se expostos, procurar médico.

Usar apenas em tuberculose grave, sempre com remédios específicos para tuberculose.

Em pacientes com tuberculose latente ou teste positivo, monitorar cuidadosamente. Se usar rifampicina, pode ser necessário ajustar a dose.

Usar sempre a menor dose eficaz. Reduzir gradualmente quando possível.

Parar bruscamente pode causar problemas nas glândulas adrenais. Reduzir devagar. Problemas podem durar meses após parar - em situações de estresse, pode ser necessário retomar o tratamento. Pode ser necessário usar hormônios adicionais.

Efeitos são maiores em pacientes com hipotireoidismo e cirrose.

Cuidado ao usar em herpes ocular por risco de perfuração da córnea.

Pode causar problemas psiquiátricos ou piorar problemas emocionais existentes.

Usar com cuidado em: colite ulcerativa com risco de perfuração, diverticulite, cirurgia intestinal recente, úlcera ativa, insuficiência renal, pressão alta, osteoporose e miastenia grave.

Complicações dependem da dose e tempo de tratamento - avaliar risco/benefício individualmente.

Crianças em tratamento prolongado devem ter crescimento monitorado, pois pode atrapalhar desenvolvimento e produção natural de hormônios.

Pode alterar quantidade e movimentação de espermatozoides.

Aplicação em articulações ou lesões pode ter efeitos locais e no corpo todo - considerar isso se o paciente já usa corticoides por outras vias.

Grávidas e lactantes

Como não há estudos em grávidas, avaliar riscos e benefícios. Bebês de mães que usaram doses altas devem ser observados para sinais de problema adrenal.

Passa pela placenta e aparece no leite materno.

Bebês de mães que usaram durante gravidez devem ser examinados para catarata congênita (raro).

Grávidas que usaram devem ser monitoradas durante e após parto para problemas nas adrenais.

Gravidez

Categoria de Risco C

Não existem estudos adequados em grávidas.

Não usar na gravidez sem orientação médica.

Considerar parar amamentação ou tratamento, avaliando importância do remédio para a mãe.

Pode causar doping em atletas.

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