Farmacologia
Resultados de eficácia
TDAH
A eficácia foi comprovada em estudos com crianças (6-12 anos), adolescentes (13-17 anos) e adultos com TDAH. Os efeitos começam em 1,5-2 horas e duram até 14 horas. Pacientes usando o medicamento tiveram melhor controle dos sintomas comparado a placebo.
Crianças com TDAH
Estudos mostraram melhora significativa em atenção e comportamento em diferentes doses (30-70 mg). Os efeitos se mantiveram ao longo do dia.
Adolescentes com TDAH
Estudos confirmaram eficácia superior a placebo na redução dos sintomas.
Adultos com TDAH
Estudos demonstraram melhora significativa em sintomas e desempenho em ambiente simulado de trabalho.
TCA em adultos
Dois estudos com adultos (18-55 anos) com TCA moderado a grave mostraram redução significativa de episódios compulsivos após 12 semanas. Pacientes que continuaram o tratamento tiveram menor taxa de recaída.
Características farmacológicas
Farmacodinâmica
A lisdexanfetamina é convertida em d-anfetamina no organismo. Age aumentando a disponibilidade de neurotransmissores (dopamina e norepinefrina) no cérebro, melhorando atenção e controle.
Farmacocinética
Absorção
Absorvida rapidamente no intestino. O efeito máximo ocorre em ~3,5 horas em crianças e ~4 horas em adultos. Alimentos podem atrasar ligeiramente o efeito máximo.
Metabolismo
Convertida principalmente em d-anfetamina no sangue. Não é metabolizada pelo fígado.
Excreção
Eliminada principalmente pela urina. Meia-vida da d-anfetamina: 8-11 horas.
Populações especiais
Idade
Crianças pequenas (4-5 anos) têm maior exposição ao medicamento. Idosos têm eliminação mais lenta.
Problemas renais
Eliminação reduzida em insuficiência renal grave. Pode exigir ajuste de dose.
Toxicologia pré-clínica
Gravidez
Estudos em animais não mostraram malformações, mas alterações comportamentais em filhotes ocorreram com anfetaminas.
Carcinogênese, mutagênese e fertilidade
Sem evidência de câncer em estudos. Não causou mutações genéticas. Não afetou fertilidade em animais.
Dados pré-clínicos de abuso
Estudos em animais sugerem potencial de abuso menor que cocaína ou metilfenidato.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)