Ação da Substância - Diclofenaco Potássico EMS

Bula Diclofenaco Potássico EMS

Princípio ativo: Diclofenaco Potássico

Classe Terapêutica: Anti-Reumáticos Não Esteroidais Puros

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como a substância do Diclofenaco Potássico EMS age no organismo?

Resultados de Eficácia


Estudos mostram que diclofenaco potássico reduz crises de enxaqueca1,2,3. Doses de 50-100 mg aliviam enxaquecas, com efeito em até 90 minutos4,5.

O comprimido de liberação imediata é indicado quando alívio rápido da dor é necessário. Funciona em várias dores, incluindo pós-operatórias, osteoartrite de joelho e cólicas menstruais. Em dores agudas, 50-100 mg têm efeito prolongado comparado à aspirina. A dose inicial recomendada é 50 mg a cada 8 horas. Para cólicas menstruais, pode-se iniciar com 100 mg seguido de 50 mg a cada 8 horas6.

Diclofenaco age bem em dores inflamatórias7. Estudos mostram redução no uso de analgésicos fortes após cirurgias quando usado diclofenaco intramuscular ou endovenoso8-11. Suprime sinais de inflamação pós-operatória12.

Três doses diárias de 50 mg aliviaram dores e inflamações em lesões melhor que placebo13.

Doses baixas (25 mg) controlam febre melhor que placebo, semelhante ao ibuprofeno14. Dores nas costas melhoram com 25-75 mg/dia15,16.

Anti-inflamatórios como diclofenaco são eficazes em cólicas biliares17,18.

Referências Bibliográficas

[Lista de referências mantida conforme original]

Características Farmacológicas


Grupo farmacoterapêutico: anti-inflamatórios não esteroidais derivados do ácido acético (código ATC: M01A B05).

Mecanismo de ação

Diclofenaco potássico é um anti-inflamatório não esteroidal com propriedades analgésicas, antirreumáticas e antipiréticas. Age inibindo a produção de prostaglandinas, substâncias envolvidas na inflamação, dor e febre.

Tem início rápido de ação, ideal para dores e inflamações agudas.

Em testes, não prejudica a produção de proteoglicanos nas cartilagens.

Farmacodinâmica

Alivia dores moderadas a graves. Em inflamações (traumas ou pós-cirúrgicas), reduz dor espontânea e ao movimento, além de inchaço. Em cólicas menstruais, alivia dor e reduz sangramento.

Farmacocinética

Absorção

Absorção completa após ingestão. Pico de concentração no sangue em 20-60 minutos após 50 mg. Alimentos podem atrasar, mas não reduzem absorção. Metade da dose é metabolizada no fígado ("efeito de primeira passagem").

Distribuição

99,7% ligado a proteínas sanguíneas (principalmente albumina). Penetra no líquido sinovial (articulações), com concentrações mais altas que no plasma após 2 horas. Detectado em baixa quantidade no leite materno.

Metabolismo

Transformado no fígado por glicuronidação, hidroxilação e metoxilação, gerando metabólitos (dois com leve atividade).

Eliminação

Meia-vida no plasma: 1-2 horas. Cerca de 60% excretado na urina como metabólitos; menos de 1% inalterado. Restante eliminado nas fezes.

Populações especiais

Idosos

Sem diferenças relevantes na absorção, metabolismo ou excreção.

Insuficiência renal

Em clearance de creatina <10 mL/min, metabólitos podem acumular 4x mais, mas são eliminados pela bile.

Insuficiência hepática

Sem alterações significativas em hepatite crônica ou cirrose compensada.

Segurança pré-clínica

Estudos não indicam riscos específicos em humanos nas doses terapêuticas. Sem evidências de efeito teratogênico em animais.

Em animais, altas doses maternas associaram-se a complicações na gestação. Efeitos como fechamento precoce do canal arterial são comuns à classe de anti-inflamatórios.

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