Reações Adversas - Deferasirox Teva

Bula Deferasirox Teva

Princípio ativo: Deferasirox

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Quais as reações adversas e os efeitos colaterais do Deferasirox Teva?

As reações mais frequentes reportadas durante o tratamento crônico com Deferasirox comprimidos para suspensão em pacientes adultos e pediátricos incluem distúrbios gastrintestinais em aproximadamente 26% dos pacientes (principalmente náusea, vômito, diarreia ou dor abdominal), e erupção cutânea (rash) em aproximadamente 7% dos pacientes. Estas reações são dose-dependentes, na maioria das vezes leves a moderadas, geralmente transitórias e, na sua maior parte, se resolvem até mesmo se o tratamento for continuado. Aumentos leves, não progressivos, da creatinina sérica, na maioria das vezes dentro dos limites normais, ocorrem em aproximadamente 36% dos pacientes. Estes são dose-dependentes, que frequentemente se resolvem espontaneamente e, algumas vezes, podem ser aliviados pela redução de dose.

Em estudos clínicos com pacientes com sobrecarga de ferro devido a transfusões de sangue, foram reportadas elevações de transaminases hepáticas em aproximadamente 2% dos pacientes. Não houve dependência na dose e a maioria destes pacientes tinha níveis elevados antes de receber Deferasirox. Elevações de transaminases maiores do que 10 vezes o limite superior da normalidade, sugerindo hepatite, foram incomuns (0,3%). Houve relatos pós-comercialização de falência hepática em pacientes tratados com Deferasirox. A maioria dos relatos de falência hepática envolveram pacientes com comorbidades significativas, incluindo cirrose hepática e falência múltipla de órgãos; casos fatais foram relatados em alguns destes pacientes.

Diminuição da acuidade auditiva (principalmente sons de alta frequência) e opacidade do cristalino (catarata prematura) foram incomumente observados em pacientes tratados com Deferasirox, assim como ocorre com outros quelantes de ferro.

As seguintes reações adversas, listadas na Tabela 4, foram relatadas em estudos clínicos após tratamento com Deferasirox. As reações adversas foram classificadas abaixo usando a seguinte convenção:

  • Muito comum (≥ 1/10);
  • Comum (≥ 1/100, < 1/10);
  • Incomum (≥ 1/1.000, < 1/100);
  • Raro (≥ 1/10.000, < 1/1.000);
  • Muito raro (< 1/10.000).

Dentro de cada grupo de frequência, reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Tabela 4 - Reações adversas relatadas nos estudos clínicos

Classe de sistema de órgãosCategoria de frequênciaReações adversas
Distúrbios psiquiátricos

Incomum

Ansiedade, distúrbios do sono

Distúrbios do sistema nervoso

Comum

Cefaleia

Incomum

Tontura

Distúrbios visuais

Incomum

Catarata, maculopatia

Rara

Neurite óptica

Distúrbios auditivos e do labirinto

Incomum

Surdez

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais

Incomum

Dor na laringe

Distúrbios gastrintestinais

Comum

Diarreia, constipação, vômito, náusea, dor abdominal, distensão abdominal, dispepsia

Incomum

Hemorragia gastrintestinal, úlcera gástrica (incluindo úlceras múltiplas), úlcera duodenal, gastrite, pancreatite aguda

Rara

Esofagite

Distúrbios hepatobiliares

Comum

Aumento de transaminases

Incomum

Hepatite, colelitíase

Distúrbios da pele e de tecidos subcutâneos

Comum

Erupção cutânea (rash), prurido

Incomum

Distúrbios de pigmentação

Rara

Eritema multiforme, reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS)

Distúrbios renais e urinários

Muito comum

Aumento de creatinina sérica

Comum

Proteinúria

Incomum

Disfunção tubular renal (síndrome de Fanconi)

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Incomum

Pirexia, edema, fadiga

Lista de reações adversas de relatos espontâneos pós-comercialização

Reações adversas relatadas espontaneamente, apresentadas na Tabela 5, foram reportadas voluntariamente e nem sempre é possível estabelecer uma frequência confiável ou uma relação causal com a exposição à droga.

Tabela 5 - Reações adversas derivadas de relatos espontâneos (frequência não conhecida)

Classe de sistema de órgãosReações adversas

Distúrbios do sistema imunológico

Reações de hipersensibilidade (incluindo reações anafiláticas e angioedema).

Distúrbios gastrintestinais

Perfuração gastrintestinal

Distúrbios hepatobiliares

Falência hepática

Distúrbios da pele e de tecidos subcutâneos

Síndrome de Stevens-Johnson, vasculite de hipersensibilidade, urticária, alopecia, necrólise epidérmica tóxica (NET).

Distúrbios renais e urinários

Necrose tubular renal, falência renal aguda (na maioria, aumentos de creatinina sérica ≥ 2 vezes o limite superior da normalidade e, geralmente, reversível após interrupção do tratamento); nefrite tubulointersticial

Descrição das reações adversas selecionadas

Citopenias

Após a comercialização, ocorreram relatos (ambos espontâneos e de estudos clínicos) de citopenias, incluindo neutropenia, trombocitopenia, e anemia agravada em pacientes tratados com Deferasirox. A maioria destes pacientes tinham distúrbios hematológicos pré-existentes, que são frequentemente associados à falência medular. A relação destes episódios com o tratamento com Deferasirox é incerta.

Pancreatite

Casos de pancreatite aguda grave foram observados com e sem condições biliares subjacentes documentadas.

População pediátrica

Tubulopatia renal foi relatada em pacientes tratados com Deferasirox. A maioria destes pacientes eram crianças e adolescentes com beta-talassemia e níveis de ferritina sérica < 1.500 micrograma/L.

Em um estudo observacional de 5 anos no qual 267 crianças com idade de 2 a < 6 anos (no momento da inscrição) com hemossiderose transfusional receberam Deferasirox, não foram encontrados dados inesperados de segurança em relação à eventos adversos (EAs) ou alterações laboratoriais. Aumento da creatinina sérica em > 33% e acima do limite superior do normal (LSN) em ≥ 2 ocasiões consecutivas foi observado em 3,1% das crianças e elevação de alanina aminotransferase (ALT) maior do que 5 vezes o LSN foi relatada em 4,3% das crianças. As reações adversas mais frequentemente observadas relatadas com suspeita de relação com o medicamento estudado foram o aumento da ALT (21,1%), aumento da aspartato aminotransferase (AST, 11,9%), vômitos (5,4%), erupção cutânea (5,0%), aumento da creatinina no sangue (3,8 %), dor abdominal (3,1%) e diarreia (1,9%). O crescimento e desenvolvimento globais não foram afetados nesta população pediátrica.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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