Como a substância de Dalinvi SC age?
Resultados de Eficácia
Mieloma Múltiplo recém diagnosticado
Combinação com bortezomibe, melfalana e prednisona (VMP) para pacientes inelegíveis a transplante
Estudo clínico comparou Daratumumabe + VMP vs VMP em pacientes recém-diagnosticados. Daratumumabe foi administrado em dose específica com outros medicamentos. Pacientes tratados com D-VMP tiveram maior sobrevida livre de progressão (redução de 50% no risco de progressão ou morte).
Figura 1: Curva de Sobrevida Livre de Progressão

Resultados adicionais mostraram maior taxa de resposta global e doença residual mínima negativa no grupo D-VMP.
| D-VMP (n=350) | VMP (n=356) | |
Resposta global; n(%) | 318 (90,9) | 263 (73,9) |
Valor de p | < 0,0001 | - |
Resposta completa rigorosa n(%) | 63 (18,0) | 25 (7,0) |
Resposta completa n(%) | 86 (24,6) | 62 (17,4) |
Resposta parcial muito boa n(%) | 100 (28,6) | 90 (25,3) |
| Resposta parcial n(%) | 69 (19,7) | 86 (24,2) |
| Taxa de DRM negativa (IC 95%) (%) | 22,3 (18,0-27,0) | 6,2 (3,9-9,2) |
| Odds ratio (IC 95%) | 4,36 (2,64-7,21) | - |
| Valor de p | < 0,0001 | - |
D-VMP = daratumumabe-bortezomibe-melfalana-prednisona; VMP = bortezomibe melfalana-prednisona; DRM = doença residual mínima; IC = intervalo de confiança.
Tempo médio para resposta foi rápido em ambos os grupos.
Mieloma Múltiplo recidivado / refratário
Combinação com bortezomibe
Estudo comparou Daratumumabe + bortezomibe/dexametasona (DVd) vs bortezomibe/dexametasona (Vd) em pacientes com pelo menos um tratamento prévio. Pacientes tratados com DVd tiveram maior sobrevida livre de progressão (redução de 61% no risco).
Figura 2: Curva de Sobrevida Livre de Progressão

Resultados adicionais mostraram maior taxa de resposta global e doença residual mínima negativa no grupo DVd.
| Pacientes com resposta avaliável | DVd (n=240) | Vd (n=234) |
Resposta global n(%) | 199 (82,9) | 148 (63,2) |
Valor de p | < 0,0001 | - |
Resposta completa rigorosa | 11 (4,6) | 5 (2,1) |
Resposta completa | 35 (14,6) | 16 (6,8) |
Resposta parcial muito boa | 96 (40,0) | 47 (20,1) |
| Resposta parcial | 57 (23,8) | 80 (34,2) |
| Tempo médio para resposta [meses] | 0,9 | 1.6 |
| Duração média da resposta [meses] | NE | 7,9 |
| Taxa de DRM negativa (IC 95%) (%) | 13,5 | 2,8 |
| Odds ratio (IC 95%) | 5,37 | - |
| Valor de p | 0,000006 | - |
DVd = Daratumumabe- bortezomibe-dexametasona; Vd = bortezomibe dexametasona; DRM= doença residual mínima; NE = não estimável.
Monoterapia
Daratumumabe em monoterapia mostrou eficácia em pacientes com mieloma refratário. Taxa de resposta global foi de 29,2% em um estudo e 36% em outro.
| Resultado | Daratumumabe 16 mg/kg N=106 |
| Taxa de resposta global [n(%)] | 31 (29,2) |
| Resposta completa rigorosa [n (%)] | 3 (2,8) |
| Resposta completa [n] | 0 |
| Resposta parcial muito boa [n (%)] | 10 (9,4) |
| Resposta parcial [n (%)] | 18 (17,0) |
| Taxa de Benefício Clínico [n(%)] | 36 (34,0) |
| Duração média da resposta [meses] | 7,4 |
| Tempo médio para resposta [meses] | 1 |
Combinação com lenalidomida
Estudo comparou Daratumumabe + lenalidomida/dexametasona (DRd) vs lenalidomida/dexametasona (Rd) em pacientes com pelo menos um tratamento prévio. Pacientes tratados com DRd tiveram maior sobrevida livre de progressão (redução de 63% no risco).
Figura 3: Curva de Sobrevida Livre de Progressão

Resultados adicionais mostraram maior taxa de resposta global e doença residual mínima negativa no grupo DRd.
| Pacientes com resposta avaliável | DRd (n=281) | Rd (n=276) |
Resposta global n(%) | 261 (92,9) | 211 (76,4) |
Valor de p | < 0,0001 | - |
Resposta completa rigorosa | 51 (18,1) | 20 (7,2) |
Resposta completa | 70 (24,9) | 33 (12,0) |
Resposta parcial muito boa | 92 (32,7) | 69 (25,0) |
| Resposta parcial | 48 (17,1) | 89 (32,2) |
| Tempo médio para resposta [meses] | 1,0 | 1,3 |
| Duração média da resposta [meses] | NE | 17,4 |
| Taxa de MRD negativa (IC 95%) (%) | 29,0 | 7,8 |
| Razão de probabilidade | 4,85 | - |
| Valor de p | <0,000001 | - |
DRd = Daratumumabe-lenalidomida-dexametasona; Rd = lenalidomida dexametasona; MRD= doença residual mínima; NE = não estimável.
Referências:
1. Palumbo A, et al. N Engl J Med. 2016;375(8):754-66.
2. Lokhorst HM, et al. N Engl J Med. 2015;373(13):1207-1219.
3. Lonial S, et al. Lancet. 2016;387(10027):1551-1560.
4. Dimopoulos MA, et al. N Engl J Med. 2016;375(14):1319-1331.
Características Farmacológicas
Como age
Mecanismo de ação
Daratumumabe é um anticorpo monoclonal que se liga à proteína CD38, presente em células de doenças hematológicas. Ele inibe o crescimento de células tumorais e induz morte celular através de múltiplos mecanismos.
Como o corpo processa o remédio
A farmacocinética de Daratumumabe foi estudada em pacientes com mieloma. Concentrações aumentam com doses múltiplas. Meia-vida terminal média após primeira dose de 16 mg/kg é de 9 dias.
O peso corporal influencia a depuração, por isso o tratamento é ajustado por peso.
Grupos especiais
Idade e gênero
Idade (31-93 anos) e gênero não afetam clinicamente a farmacocinética.
Problemas renais
Insuficiência renal não altera clinicamente a exposição ao remédio.
Problemas hepáticos
Insuficiência hepática não altera clinicamente a exposição ao remédio.
Raça
Exposição similar em brancos e não-brancos.
Estudos não clínicos
Câncer e mutações
Estudos não realizados, pois proteínas grandes não interagem com DNA.
Reprodução
Não foram realizados estudos em animais.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)