Quais cuidados devo ter ao usar o Cloridrato de Ranitidina Hipolabor?
O tratamento com ranitidina pode mascarar sintomas relacionados a carcinoma gástrico e, desse modo, retardar o diagnóstico da doença. Assim sendo, diante da suspeita de úlcera gástrica, deve ser excluída a possibilidade de patologia maligna antes de instituir a terapia com cloridrato de ranitidina injetável. Como a ranitidina é excretada por via renal, é de se admitir que os níveis plasmáticos aumentem ou se prolonguem diante de insuficiência renal grave. Na vigência de insuficiência renal, recomenda-se ajuste posológico de acordo com o clearance.
Deve-se evitar o uso de ranitidina em pacientes com história de porfiria aguda, visto que há relatos, embora raros, de crises desta doença precipitadas pela ranitidina. É recomendada a monitoração regular dos pacientes que estão em terapia concomitante com antiinflamatórios não-esteroidais e ranitidina, especialmente dos idosos e daqueles com histórico de úlcera péptica.
Em idosos, com doença pulmonar crônica, diabetes ou imunodeprimidos, pode haver um aumento de risco de desenvolver pneumonia comunitária.
Em um grande estudo epidemiológico observou-se risco relativo ajustado de 1,63 em usuários de drogas antagonistas do receptor H2, em consparação a pacientes que interrimperam o tratamento.
O uso de doses maiores que as recomendadas de antagonistas H2 administrados por via intravenosa tem sido relacionado a elevação das enzimas hepáticas, quando o tratamento se estende por 5 dias ou mais.
Foram relatados casos raros de bradicardia associada à administração rápida de cloridrato de ranitidina injetável, e esses ocorreram geralmente em pacientes com fatores que predispunham a distúrbios do ritmo cardíaco.
Gravidez e lactação
A ranitidina atravessa a barreira placentária e é secretada no leite matermo. Como qualquer droga, o produto só deve ser usado durante a gravidez e o aleitamento caso seja essencialmente necessário.
Categoria de risco D na gravidez.
Este medicamento não deve ser usado sem orientação médica por mulheres grávidas.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação do risco/benefício. Quando utilizado, pode ser necessária monitorização clínica e/ou laboratorial do lactente.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)