Como a substância atua no organismo?
Eficácia comprovada
Estudos em animais
Em roedores, doses muito altas causaram alterações celulares temporárias. Não houve problemas em estudos de longo prazo. Alterações oculares foram raras e sem relevância clínica comprovada.
Não foram detectados riscos de câncer, danos genéticos ou malformações fetais em estudos.
Estudos em humanos
Pacientes com Alzheimer moderado a grave tiveram melhora significativa após 6 meses de uso. Em casos leves a moderados, os resultados variaram entre estudos.
Análises combinadas mostraram que a memantina ajuda a prevenir a piora cognitiva, global e funcional em pacientes com Alzheimer moderado a grave.
Referências científicas disponíveis na bula original.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação
Age bloqueando receptores NMDA no cérebro, regulando os níveis de glutamato que causam danos neuronais no Alzheimer.
Comportamento no organismo
Absorção
Totalmente absorvida, com pico entre 3-8 horas. Alimentos não interferem.
Distribuição
Atinge concentrações terapêuticas no sangue e líquido cefalorraquidiano. Cerca de 45% liga-se a proteínas.
Metabolização
Maior parte permanece inalterada. Metabólitos não têm ação terapêutica.
Eliminação
Eliminada principalmente pelos rins, com meia-vida de 60-100 horas. Urina alcalina pode reduzir sua eliminação.
Relação dose-resposta
Comportamento linear entre 10-40 mg.
Concentração eficaz
A dose de 20 mg/dia atinge concentração ideal no cérebro para ação terapêutica.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)