Cuidados durante o uso
Administração
Deve ser usado sob supervisão médica especializada em quimioterapia.
Avalie riscos e benefícios nas seguintes situações:
- Pacientes com saúde frágil;
- Pacientes que necessitam tratamento prolongado contra diarreia com grande ingestão de líquidos. Recomenda-se acompanhamento hospitalar.
Sintomas colinérgicos
Podem ocorrer sintomas como coriza, salivação excessiva, pupilas pequenas, lacrimejamento, suor, vermelhidão, batimento cardíaco lento e cólicas com diarreia nas primeiras 8 horas após uso. Esses sintomas surgem durante ou logo após a aplicação. O médico pode usar atropina para controle.
Vazamento na veia
Embora não seja irritante para veias, evite vazamentos. Observe o local da aplicação quanto a sinais de inflamação. Em caso de vazamento, lave o local e aplique gelo.
Fígado
Alterações em exames de fígado ocorrem em menos de 10% dos pacientes, principalmente naqueles com câncer que se espalhou para o fígado.
Sangue
Frequentemente causa redução de células de defesa e anemia. Evite em pacientes com problemas graves na medula óssea. Pacientes que fizeram radioterapia abdominal têm maior risco de redução de células sanguíneas.
Febre com baixa imunidade ocorre em menos de 10% dos casos. Mortes por infecção grave foram relatadas. O tratamento deve ser suspenso temporariamente se ocorrer febre com baixa imunidade.
Pacientes com atividade reduzida da enzima UGT1A1
Pacientes com síndrome de Gilbert têm maior risco de efeitos no sangue. A dose inicial deve ser normal, mas com monitoramento. Se já ocorreram problemas sanguíneos, considere dose reduzida.
Reações alérgicas
Foram relatadas reações alérgicas graves.
Imunidade baixa e risco de infecções
Vacinas com microrganismos vivos devem ser evitadas durante o tratamento. Vacinas com microrganismos mortos podem ser aplicadas, mas a resposta pode ser menor.
Diarreia tardia
Diarreia que surge após 8 horas da aplicação pode ser prolongada, causando desidratação, desequilíbrio de sais no sangue ou infecção grave. Em média, aparece 5 dias após aplicação. Pacientes acima de 65 anos devem ser monitorados de perto.
Feridas no intestino podem ocorrer junto com diarreia. Em caso de diarreia, avise imediatamente o médico. Trate com loperamida ao primeiro sinal de fezes amolecidas. Em desidratação, reponha líquidos e sais.
Hospitalização é necessária para diarreia com:
- Febre;
- Diarreia grave (requer soro na veia);
- Vômitos junto com diarreia tardia;
- Diarreia que persiste 48 horas após uso de loperamida.
Reinicie o tratamento apenas quando a função intestinal normalizar por 24 horas. Em diarreia grave, suspenda e retome com dose reduzida após recuperação.
Doença intestinal e obstrução
Não use em caso de obstrução intestinal.
Náuseas e vômitos
Este remédio causa náuseas e vômitos intensos. Use remédios contra enjoo pelo menos 30 minutos antes da aplicação. Hospitalize pacientes com vômitos e diarreia tardia.
Sistema nervoso
Tontura pode ocorrer e pode indicar queda de pressão em pacientes desidratados.
Rins
Podem ocorrer alterações nos exames de função renal e insuficiência renal aguda, geralmente relacionadas a infecções ou desidratação por vômitos/diarreia.
Respiração
Falta de ar pode ocorrer. Doença pulmonar prévia, uso de remédios tóxicos para pulmão, radioterapia e fatores de crescimento aumentam o risco. Monitore pacientes com esses fatores.
Outros cuidados
Contém sorbitol: não use em pacientes com intolerância hereditária à frutose.
Atenção: Contém açúcar. Use com cautela em diabéticos.
Uso na gravidez
Causa malformações em animais. Não use em grávidas sem orientação médica. Mulheres em idade fértil devem evitar gravidez durante tratamento.
Não use na gravidez sem orientação. Informe imediatamente se suspeitar de gravidez.
Uso durante amamentação
É excretado no leite materno. Suspenda a amamentação durante tratamento.
Dirigir e operar máquinas
Pode causar tontura ou visão turva nas primeiras 24 horas. Não dirija ou opere máquinas se esses sintomas ocorrerem.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)