Como a substância atua no organismo?
Eficácia clínica
Câncer de mama
Taxas de resposta entre 60-80% em esquemas combinados. Em mulheres com muitos nódulos comprometidos, tratamento sequencial com doxorrubicina seguido por CMF mostrou-se superior.
Tratamento complementar
Estudo com 336 mulheres após 15 anos:
Sobrevida livre de doença: 54%; sobrevida global: 58%. Observada toxicidade cardíaca em 12 pacientes.
Estudos Clínicos
Regimes contendo doxorrubicina mostraram eficácia no tratamento inicial de câncer de mama. Metanálises compararam esquemas com CMF, confirmando resultados positivos.
Resultados-chave:
- Redução significativa no risco de recorrência e morte com regimes contendo doxorrubicina.
Câncer metastático
Combinações com doxorrubicina mostraram resposta global de 68%, com sobrevida mediana de 23,3 meses.
Pulmão
Esquema AVE mais eficaz que CAV no câncer de pequenas células, com respostas globais de 76% e menor toxicidade.
Bexiga
Terapia pré-operatória
Tratamento com MVAC antes de cirurgia aumentou sobrevida para 74,7 meses contra 43,2 meses apenas com cirurgia.
Tratamento complementar
Doxorrubicina aplicada diretamente na bexiga após cirurgia reduziu recorrências em 56% após 3 anos.
Outros cânceres
Resultados positivos também observados em tumores de tireoide, ovário, sarcomas ósseos, linfomas, neuroblastoma e leucemias.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação
Age interrompendo a replicação celular cancerosa e danificando membranas celulares.
Comportamento no organismo
Distribuição
Meia-vida inicial: 5 minutos; meia-vida terminal: 20-48 horas. Detectado no leite materno até 72h após aplicação.
Metabolismo
Transformado em metabólito ativo (doxorrubicinol), com meia-vida similar à substância original.
Eliminação
Principalmente por via biliar (40% em 5 dias). Pacientes obesos podem ter eliminação reduzida.
Grupos especiais
Crianças menores de 2 anos têm eliminação mais lenta. Pacientes com problemas hepáticos necessitam ajuste de dose.
Segurança pré-clínica
Mostrou potencial genotóxico e efeitos sobre fertilidade masculina em estudos com animais.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)