Como a substância funciona?
Resultados de eficácia
Doença de Alzheimer leve a moderada 1, 2, 3, 4, 5
Estudos mostram que donepezila inibe a enzima que quebra a acetilcolina no cérebro. Pacientes com Alzheimer leve a moderado tiveram melhora cognitiva após 6 meses de tratamento com 5 mg ou 10 mg diários.
Tabela 1. Porcentagem de pacientes com melhora após tratamento
Grupo | % de Melhora | |
População ITT n=365 | População de Avaliação n=352 | |
Placebo | 10 | 10 |
Donepezila 5 mg | 18* | 18* |
Donepezila 10 mg | 21* | 22** |
*P<0,05;
**P<0,01.
Doença de Alzheimer grave 6,7, 8
Estudo sueco de 6 meses
248 pacientes com Alzheimer grave receberam donepezila ou placebo. Após 6 meses, os pacientes tratados tiveram melhora significativa nas funções cognitivas e atividades diárias.
Estudo japonês de 24 semanas
325 pacientes com Alzheimer grave receberam donepezila 5 mg, 10 mg ou placebo. A dose de 10 mg mostrou melhoras significativas.
Estudo internacional
343 pacientes com Alzheimer grave receberam donepezila ou placebo. O grupo tratado teve melhora cognitiva significativa após 24 semanas.
Referências Bibliográficas
1. Rogers SL, et al. Arch Intern Med 1998
2. Rogers SL, et al. Neurology 1998
3. Rosen WG, et al. Amer J Psychiatr 1984
4. Joffres C, et al. Int Psychogeriatr. 2000
5. Morris J. Neurology 1993
6. Winblad B, et al. Lancet 2006
7. Black SE, et al. Neurology 2007
8. Homma A, et al. Dement Geriatr Cogn Disord 2008
Características farmacológicas
Como age
Donepezila bloqueia a enzima que destrói a acetilcolina no cérebro, aumentando sua concentração. A acetilcolina é importante para a memória e funções cognitivas.
Como o corpo processa
O remédio é absorvido em 3-4 horas após a ingestão. A concentração máxima no sangue é atingida em 2-3 semanas. Metade do remédio é eliminada em 70 horas. É eliminado principalmente pela urina.
Peso, sexo ou etnia não alteram significativamente seu efeito.
Estudos em animais
Estudos mostraram que a donepezila não causa câncer nem danos genéticos. Em doses altas, pode afetar a fertilidade em animais.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)