Como age no organismo o Cloridrato de Donepezila + Cloridrato de Memantina Multilab?
Eficácia comprovada
Estudos demonstram que a combinação de donepezila e memantina traz mais benefícios que donepezila isolada em pacientes com Alzheimer moderado a grave. Os principais efeitos adversos foram confusão e dor de cabeça.
Análises adicionais mostraram:
- Melhora cognitiva significativa;
- Estabilização dos sintomas;
- Benefícios combinados em múltiplos aspectos. A associação estabiliza sintomas e melhora cognição.
Estudos em atividades diárias mostraram melhoras em cuidados pessoais, comunicação e outras funções.
Domínios cognitivos avaliados:
- Memória, linguagem e habilidades práticas mostraram benefícios significativos.
Houve também redução em sintomas comportamentais como agitação e irritabilidade.
Estudo observacional
Pacientes usando a combinação tiveram menor necessidade de internação comparado aos sem tratamento específico.
Referências:
[Lista de referências mantida conforme original]
Características farmacológicas
Donepezila inibe a acetilcolinesterase, aumentando a acetilcolina cerebral. Memantina bloqueia receptores NMDA envolvidos na excitotoxicidade neuronal.
Farmacologia clínica
Donepezila melhora a função colinérgica. Memantina protege neurônios contra excesso de glutamato. Juntos, oferecem efeito superior ao uso isolado.
Farmacocinética
Absorção
Pico plasmático em 3-4 horas (donepezila) e 3-8 horas (memantina). Alimentos não interferem.
Distribuição
Ligação proteica: 95% (donepezila), 45% (memantina). Atravessam barreira hematoencefálica.
Metabolismo e eliminação
Metabolizados no fígado. Eliminação renal predominante. Meia-vida longa: ~70h (donepezila), 60-100h (memantina). Alcalinização da urina reduz eliminação da memantina.
Mecanismos de ação
Donepezila: inibe reversivelmente acetilcolinesterase. Memantina: bloqueia receptores NMDA dependentes de voltagem, protegendo neurônios.
Efeitos neuroprotetores
Memantina previne morte neuronal por excitotoxicidade e reduz processos neurodegenerativos. Na doença de Alzheimer, combate a hiperatividade glutamatérgica patológica.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)