Como funciona? Farmacologia
Resultados de Eficácia
Eficácia na Angina estável
Estudos demonstram redução de 50%-88,5% nos episódios semanais de angina estável e 42%-73,6% na angina por esforço1.
Estudo multicêntrico controlado por Glasser3 comprovou aumento significativo na tolerância ao exercício, especialmente com 360 mg noturnos.
Eficácia na Hipertensão
Como monoterapia, 52%-75% dos pacientes atingiram controle pressórico após 4-8 semanas1.
Estudo de Glasser4 confirmou redução dose-dependente na pressão diurna, com superioridade da administração noturna.
Comparação com anlodipino
Wright5 demonstrou maior eficácia matinal versus anlodipino em afrodescendentes, com melhor controle nas primeiras 12h pós-despertar.
Comparação com ramipril
White6 evidenciou superioridade no controle pressórico matinal e redução da frequência cardíaca versus ramipril.
Referências Bibliográficas
1. Markhan A, Brogden RN. Cloridrato de Diltiazem. Drugs Aging. 1993;3(4):363-90.
2. Claas, SA, Glasser SP. Expert Opin. Pharmacother. 2005;6(5):765-76.
3. Glasser SP, et al. Am Heart J. 2005;149(2):e1-9.
4. Glasser SP, et al. Am J Hypertens. 2003;16(1):51-8.
5. Wright JT, et al. Am J Hypertens. 2004;17(9):734-42.
6. White WB, et al. Am Heart J. 2004;148(4):628-34.
Características Farmacológicas
Mecanismo de ação
Bloqueia canais de cálcio, relaxando artérias e reduzindo contratilidade cardíaca. Diminui resistência vascular, pressão arterial e consumo de oxigênio pelo coração.
Farmacocinética
Absorção
Absorção gastrointestinal quase completa. Pico plasmático em 3-5h (comprimidos convencionais) ou 6-11h (formulação SR). Meia-vida: 3-8h.
Metabolismo
Biodisponibilidade: ~40%. Metabolismo hepático extenso via CYP3A4.
Eliminação
Excreção renal (2-4% inalterado) e biliar. Dialise pouco eficiente.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)