Como o princípio ativo age?
Resultados de Eficácia
Epilepsia
Clonazepam é eficaz no tratamento de crises de ausência em pacientes que não respondem a outros tratamentos. Também controla epilepsias desencadeadas por estímulos sensoriais (como luz). Crises parciais respondem melhor ao clonazepam. Estudos mostram que permite reduzir ou suspender outros anticonvulsivantes. Eficaz em epilepsia mioclônica. Em crianças, reduz crises em até 70% dos casos.
Ansiedade e nervosismo
Eficaz para crises de pânico a curto prazo. Eficácia em menores de 18 anos não está estabelecida. Tratamento de fobias é eficaz.
Alterações de humor
Reduz sintomas de mania. Eficaz em 81% dos casos de depressão quando usado em 1,5 a 6 mg/dia. Combinado com fluoxetina, é superior à fluoxetina sozinha.
Sintomas psicóticos
Eficácia demonstrada em relatos de casos para inquietação intensa.
Pernas inquietas à noite
Reduz movimentos das pernas e melhora o sono.
Tonturas e desequilíbrio
Eficaz no tratamento de vertigem.
Ardência na boca
Melhora sintomas em 70% dos pacientes.
Referências Bibliográficas
[Lista de referências mantida conforme original]
Características Farmacológicas
Mecanismo de ação
Age aumentando a ação do GABA (neurotransmissor inibitório), resultando em efeitos anticonvulsivantes, calmantes e relaxantes. Suprime atividade cerebral anormal em vários tipos de epilepsia.
Farmacocinética
Absorção
Absorvido rapidamente pelo corpo. Concentração máxima em 1-4 horas. Biodisponibilidade de 90%.
Distribuição
Distribui-se rapidamente, com preferência pelo cérebro. Meia-vida de distribuição: 0,5-1 hora. Liga-se a proteínas do sangue (82-86%).
Metabolismo
Transformado principalmente no fígado em metabólitos inativos.
Eliminação
Meia-vida de eliminação: 30-40 horas. Eliminado pela urina (50-70%) e fezes (10-30%).
Grupos especiais
Não requer ajuste em problemas renais. Em doenças hepáticas graves, evitar uso. Em crianças, eliminação similar a adultos.
Estudos pré-clínicos
Sem evidência de câncer ou mutações em estudos. Em altas doses, reduziu fertilidade em animais. Em coelhos, causou baixa incidência de malformações.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)