Como Funciona? Farmacologia
Eficácia
Estudos clínicos mostraram que o citrato de sildenafila melhora significativamente a capacidade de obter e manter ereções suficientes para atividade sexual satisfatória. O efeito foi comprovado em homens com disfunção erétil de diversas causas (orgânica, psicológica, mista) com duração média de 5 anos.
Em estudos de dose fixa, 62% (25 mg), 74% (50 mg) e 82% (100 mg) dos pacientes relataram melhora nas ereções versus 25% com placebo. O remédio também melhorou aspectos como orgasmo e satisfação sexual geral.
Eficácia foi observada em diabéticos (59% melhora), pacientes pós-cirurgia de próstata (43%) e lesões na medula (83%).
Referências bibliográficas disponíveis na bula original.
Como é Avaliada a Eficácia
Utilizou-se questionário internacional de função erétil (IIEF), com foco em duas questões principais: capacidade de obter ereção suficiente para relações sexuais e manutenção da ereção após penetração.
Resultados
Independente da gravidade, causa, raça ou idade, o citrato de sildenafila foi efetivo. Funcionou bem mesmo em pacientes com doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, depressão ou usando outros medicamentos.
Como Age no Organismo
Mecanismo de Ação
Inibe a enzima PDE5, aumentando o GMPc (substância que relaxa os vasos sanguíneos). Na disfunção erétil, facilita o fluxo sanguíneo para o pênis durante estímulo sexual. Na hipertensão pulmonar, relaxa artérias dos pulmões.
Efeitos no Corpo
Reduz levemente a pressão arterial. Não afeta negativamente o coração em pacientes com doença arterial coronariana. Pode causar alterações transitórias na visão de cores (azul/verde) devido à ação na retina.
Absorção e Eliminação
Absorção rápida após ingestão. Concentração máxima em 30-120 minutos (média: 60 min). Alimentos gordurosos atrasam absorção.
Metabolizado no fígado. Eliminado principalmente pelas fezes (80%) e urina (13%). Meia-vida: 3-5 horas.
Grupos Especiais:
- Idosos: pode precisar de dose menor
- Problemas graves nos rins: ajuste necessário
- Problemas no fígado: cuidado em casos graves
Segurança
Sem evidências de câncer em estudos com animais. Não afeta espermatozoides em doses terapêuticas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)