Como a substância do Cetilplex funciona?
Resultados de Eficácia
Solução Nasal
Uso em otorrinolaringologia
Estudo com 60 pessoas com rinite alérgica mostrou que acetilcisteína nasal 4x/dia por 2 meses reduziu obstrução nasal, coceira e coriza comparado ao placebo (Bousquet J, 2000).
Injetável
Comparação oral vs intravenosa
Via intravenosa atinge concentração até 20 vezes maior que via oral (Borgstrom L e cols. 1986).
Intoxicação por paracetamol
É antídoto recomendado para overdose com risco de dano hepático (Wolf SJ e cols. 2007).
Estudo mostrou redução de 58% para 2% em dano hepático grave quando usado nas primeiras 10h após overdose (Prescott LF e cols. 1979).
Via intravenosa dentro de 12h reduz dano hepático. Útil para pacientes com vômito (Yarema MC e cols. 2009). Em crianças, via IV por 52h teve eficácia similar à via oral por 72h (Perry HE e Shannon MW. 1998).
Síndrome do Desconforto Respiratório
Pacientes em UTI tiveram melhora na oxigenação e redução de suporte ventilatório com acetilcisteína IV (Suter PM e cols. 1994).
Atelectasias pulmonares
Lavagem com solução salina + acetilcisteína melhorou quadro em 48 de 51 pacientes (Perruchoud A e cols. 1980).
Sinusite crônica
Instilação local após lavagem melhorou 36,25% dos casos (Bertrand B e Eloy P. 1993).
Comprimido / Granulado / Xarope
Bronquite aguda
Estudo com 215 pacientes mostrou melhora no volume/viscosidade do catarro, tosse e função pulmonar com acetilcisteína oral (Brocard H. e cols, 1980).
Bronquite crônica
Estudo com 744 pacientes mostrou melhora significativa em secreção, tosse e crises com 200mg 2x/dia (Multicenter Study Group, 1980).
Outro estudo com 1392 pacientes confirmou melhora em 59-80% dos parâmetros após 2 meses (Tattersall A. B. e cols, 1983).
Pacientes com doença pulmonar obstrutiva em uso de acetilcisteína oral tiveram menos culturas bacterianas positivas (Riise GC e cols, 1994).
Uso pediátrico
Crianças com infecção respiratória tiveram melhora significativa em febre, ruídos pulmonares e tosse com doses ajustadas por idade (Biscatti G. e cols, 1972).
Intoxicação por paracetamol
Vários estudos comprovam efeito protetor do fígado (Petterson R.G. e cols, 1977; Prescott L.F. e cols, 1977, 1981; Rumack B.H. e cols, 1981; Harrison P.H. e cols, 1990).
Hepatoxicidade ocorreu em 6,1% quando tratamento iniciado em até 10h vs 26,4% entre 10-24h (Smilkstein MJ. e cols, 1988).
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Estudo com 123 pacientes mostrou normalização mais rápida da PCR e melhora clínica com 1200mg/dia (Zuin R. e cols, 2005).
Fibrose Cística
Estudo com 76 crianças/adultos mostrou que via oral pode substituir a inalatória com mesma eficácia, menor custo e menos efeitos adversos (Stephan U. e cols, 1980).
Características Farmacológicas
Solução Nasal
Como age
Fluidifica secreções, age como antioxidante e melhora defesas celulares. Em rinites, reduz viscosidade do muco e inflamação.
Farmacocinética
Pode ser absorvido pela mucosa nasal e trato gastrointestinal.
Injetável
Como age
Fluidifica secreções e protege o fígado contra overdose de paracetamol, repondo glutationa. Mecanismos variam conforme tempo após overdose.
Farmacocinética
Absorção: Via IV atinge altas concentrações rapidamente.
Distribuição: Concentra-se em fígado, rins e pulmões. Atravessa placenta.
Metabolismo: Transformado em cisteína (ativo) no intestino e fígado.
Excreção: Meia-vida terminal de 5,6h. 30% eliminado por rim.
Grupos especiais: Meia-vida maior em recém-nascidos (11h). Reduzida eliminação em doenças hepáticas graves.
Dados Pré-Clínicos
Sem riscos especiais em estudos com animais. Não afetou fertilidade ou desenvolvimento fetal.
Comprimido / Granulado / Xarope
Como age
Fluidifica secreções e protege o fígado contra overdose de paracetamol, repondo glutationa.
Farmacocinética
Absorção: Completa via oral, mas baixa biodisponibilidade (10%).
Distribuição: Concentra-se em fígado, rins e pulmões.
Metabolismo: Transformado em cisteína (ativo).
Excreção: Meia-vida terminal de 6,25h.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)