Ação da Substância - Cemax

Bula Cemax

Princípio ativo: Cloridrato de Cefepima

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Qual a ação da substância do Cemax?

Resultados de Eficácia 


Pacientes Neutropênicos Febris

A segurança e eficácia da monoterapia empírica com Cefepima para pacientes neutropênicos febris foram avaliadas em dois estudos multicêntricos, randomizados, comparando monoterapia com Cefepima (dose de 2g a cada 8 horas, IV) à monoterapia com ceftazidima (dose de 2g a cada 8 horas, IV). Esses estudos foram realizados com 317 pacientes. A Tabela 1 descreve as características da população de pacientes avaliáveis.

Tabela 1: Demografia dos pacientes avaliáveis (apenas primeiros episódios)

-Cefepima (n=164)

Ceftazidima (n=153)

Idade média (anos)

56 (faixa 18-82)

55 (faixa 16-84)

Homens

86 (52%)

85 (56%)

Mulheres

78 (48%)

68 (44%)

Leucemia

65 (40%)

52 (34%)

Outras malignidades hematológicas

43 (26%)

36 (24%)

Tumor sólido

54 (33%)

56 (37%)

CAN nadir médio (céls/µL)

20,0 (faixa 0-500)

20,0 (faixa 0-500)

Duração média da neutropenia (dias)

6,0 (faixa 0-39)

6,0 (faixa 0-32)

Catéter venoso de demora

97 (59%)

86 (56%)

Profilaxia com antibiótico

62 (38%)

64 (42%)

Corrupção da medula

9 (5%)

7 (5%)

PAS < 90 mm Hg na entrada

7 (4%)

2 (1%)

CAN = contagem absoluta de neutrófilos; PAS = pressão arterial sistólica.

A Tabela 2 descreve as taxas das respostas clínicas observadas. Para todos os resultados medidos, a Cefepima mostrou-se terapeuticamente equivalente a ceftazidima.

Tabela 2: Taxa de respostas conjuntas para terapia empírica em pacientes neutropênicos febris

% Resposta

Resultados medidos

Cefepima (n=164)

Ceftazidima (n=153)

Episódio primário resolvido sem modificação no tratamento, não houve novos episódios febris ou infecção, e o uso de antibióticos orais foi permitido para complementar o tratamento 

51

55

Episódio primário resolvido sem modificação no tratamento, não houve novos episódios febris ou infecção, e antibióticos orais não foram utilizados no pós-tratamento

34

39

Sobrevivência, com permissão de qualquer modificação no tratamento

93

97

Episódio primário resolvido sem modificação no tratamento e antibióticos orais foram permitidos para complementar o tratamento

62

67

Episódio primário resolvido sem modificação no tratamento e antibióticos orais não foram utilizados no pós-tratamento

46

51

Não existem dados suficientes que comprovem a eficácia da monoterapia com Cefepima em pacientes com alto risco de infecções severas (incluindo pacientes com histórico de recente transplante de medula, com hipotensão desde o início do acompanhamento, com malignidade hematológica subjacente, ou com neutropenia grave ou prolongada). Não há dados sobre pacientes com choque séptico.

Profilaxia Cirúrgica

Esta indicação está baseada em um estudo clínico randomizado, aberto, multicêntrico com pacientes de 19 anos de idade ou mais (média de idade de 66 anos) submetidos à cirurgia colo-retal, nos quais uma administração pré-cirúrgica IV de uma dose única de 2 g de Cloridrato de Cefepima seguida de uma dose única IV de 500 mg de metronidazol (N=307) foi comparada com uma dose única IV de 2 g de ceftriaxona seguida por metronidazol (N=308). A administração da dose variou de 0 a 3 horas antes da incisão cirúrgica inicial. As taxas de sucesso clínico (ausência de infecções intra-abdominais e na região cirúrgica durante as 6 semanas após a cirurgia) foram de 75% em cada grupo de tratamento.

Referências Bibliográficas

1. National Committee for Clinical Laboratory Standards. Methods for Dilution Antimicrobial Susceptibility Tests for Bacteria that Grow Aerobically - Third Edition . Approved Standards NCCLS Document M7-A3, Vol. 13, nº 25, NCCLS, Villanova, PA, December, 1993.
2. National Committee for Clinical Laboratory Standards. Performance Standards for Antimicrobial Disk susceptibility Tests - Fifty Edition. Approved Standards NCCLS Document M2-A5, Vol. 13, nº 24, NCCLS, Villanova, PA, December, 1993.
3. Cockcroft DW, Gault MH. Prediction of creatinine clearance from serum creatinine. Nephron., 16:31-41, 1976.
4. BMS Study AI411-230. A multicenter open randomized comparative evaluation of the efficacy and safety of cefepime and ceftriaxone in the prophylaxis of bacterial infections in colorectal surgery. Document Accession No.910071138.
5. Expert Report for BMS Study AI411-230. A multicenter open randomized comparative evaluation of the efficacy and safety of cefepime and ceftriaxone in the prophylaxis of bacterial infections in colorectal surgery. Document Accession No.910071185.
6. FDA Summary Basis of Approval, Joint Clincial/Statistical Review of NDA 50. 679/SE1-002. pp 143-147. May 16, 1997, BMS Document Control No. 910063575.

Características Farmacológicas 


Cloridrato de Cefepima pó para solução injetável é um antibiótico cefalosporínico de amplo espectro para administração intramuscular (IM) ou intravenosa (IV). Cloridrato de Cefepima é uma mistura estéril de Cloridrato de Cefepima e L-arginina. A Larginina, em uma concentração aproximada de 725 mg/g de Cefepima, é adicionada para controlar o pH da solução reconstituída entre 4,0 e 6,0.

Propriedades Farmacocinéticas

As concentrações plasmáticas médias de Cefepima observadas em adultos sadios do sexo masculino em vários momentos após infusões intravenosas únicas de 30 minutos ou injeções intramusculares com 500 mg, 1g e 2g estão resumidas na Tabela 3.

Tabela 3: Concentrações plasmáticas médias de Cefepima (µg/mL) em pacientes adultos sadios do sexo masculino

Dose de Cefepima

0,5h1h2h4h8h12h

500mg IV

38,221,611,65,01,4

0,2

1 g IV

78,744,524,310,52,4

0,6

2 g IV

163,185,844,819,23,9

1,1

500mg IM

8,212,5126,91,9

0,7

1 g IM

14,825,926,316,04,5

1,4

2 g IM

36,149,951,331,58,7

2,3

Absorção

Após administração intramuscular, a Cefepima é completamente absorvida.

Distribuição

As concentrações de Cefepima em tecidos e nas secreções corpóreas específicas estão apresentadas na Tabela 4. A ligação da Cefepima às proteínas séricas é em média de 16,4% e não depende da concentração no soro.

Tabela 4: Concentrações médias de Cefepima em variações corpóreas (µg/mL) e tecidos (µg/g) em pacientes adultos sadios do sexo masculino

Tecido ou Fluido

Dose IVTempo médio da Amostra após a dose (h)

Concentração média

Urina

500mg

0-4g

292

1g

0-4g

926

2g

0-4g

3120

Bile

2g9,4g

17,8

Fluido peritoneal

2g4,4g

18,3

Fluido Pustular

2g1,5g

81,4

Mucosa Brônquica

2g4,8g

24,1

Escarro

2g4

7,4

Próstata

2g1

31,5

Apêndice

2g5,7

5,2

Vesícula Biliar

2g8,9

11,9

Metabolismo

A Cefepima é metabolizada à N-metilpirrolidina, que é rapidamente convertida a N-óxido. A recuperação urinária da Cefepima inalterada representa aproximadamente 85% da dose administrada; altas concentrações de Cefepima inalterada são encontradas na urina. Menos de 1% da dose administrada é recuperada da urina como N-metilpirrolidina, 6,8% como N-óxido e 2,5% como um epímero da Cefepima.

Eliminação

A meia-vida média de eliminação da Cefepima é de aproximadamente 2 horas e não varia com relação à dose entre 250 mg a 2 g. Não houve acúmulo em indivíduos sadios recebendo doses de até 2 g IV a cada 8 horas por um período de 9 dias. O clearance corpóreo total médio é de 120 mL/min. O clearance renal médio da Cefepima é de 110 mL/min, sugerindo que a Cefepima é eliminada quase que exclusivamente por mecanismos renais, principalmente por filtração glomerular.

Populações Especiais

Foi demonstrada melhora clínica com o uso de Cloridrato de Cefepima no tratamento da exacerbação de infecções pulmonares agudas em pacientes com fibrose cística (N=24, média de idade de 15 anos, variando de 5 a 47 anos de idade). A terapia antibacteriana pode não alcançar a erradicação bacteriológica nesta população de pacientes. Não foram observadas alterações clinicamente relevantes na farmacocinética da Cefepima em pacientes com fibrose cística.

Insuficiência Renal

Em pacientes com vários graus de insuficiência renal, a meia-vida de eliminação é prolongada, apresentando uma relação linear entre o clearance corpóreo total e o clearance da creatinina. Isto serve como base para recomendações de ajuste de dose neste grupo de pacientes. A meia-vida média em pacientes com disfunção grave, que necessitam de diálise, é de 13 horas para hemodiálise e de 19 horas para diálise peritoneal contínua de ambulatório.

Insuficiência Hepática

A farmacocinética da Cefepima permaneceu inalterada em pacientes com disfunção hepática que receberam dose única de 1 g. Não é necessário alterar a dose de Cloridrato de Cefepima nesta população de pacientes.

Pacientes Idosos

Constatou-se que voluntários sadios com 65 anos de idade, ou mais, que receberam dose única de 1 g IV de Cloridrato de Cefepima, tiveram valores de área sob a curva (AUC) maiores e valores de clearance renal menores, quando comparados a pacientes mais jovens. O ajuste de dose em pacientes idosos é recomendado se a função renal estiver comprometida.

Crianças e Adolescentes

A farmacocinética da Cefepima em doses múltiplas e em dose única foi avaliada em pacientes com idades entre 2,1 meses a 11,2 anos que receberam doses de 50 mg/kg administradas por infusão IV ou injeção IM; doses múltiplas foram administradas a cada 8 ou 12 horas durante pelo menos 48 horas. Após dose única IV, a média do clearance corpóreo total foi de 3,3 mL/min/kg e o volume médio de distribuição foi de 0,3 L/kg. A meia-vida média de eliminação foi de 1,7 horas. A recuperação urinária média da Cefepima inalterada foi de 60,4% da dose administrada e o clearance renal foi a principal via de eliminação com média de 2,0 mL/min/kg. Após múltiplas doses IV, as concentrações plasmáticas médias de Cefepima no estado de equilíbrio foram similares às concentrações após a primeira dose, com discreto acúmulo após repetidas doses. Outros parâmetros farmacocinéticos em lactentes e crianças não foram diferentes entre a primeira dose e determinações em estado de equilíbrio, independentemente do intervalo entre as doses (a cada 8 ou 12 horas). Também não houve diferenças farmacocinéticas entre os pacientes de diferentes idades ou entre pacientes do sexo masculino e feminino. Após injeção IM em estado de equilíbrio, a concentração plasmática média de 68µg /mL foi obtida depois de 0,75 hora. A média da concentração mínima, após injeção IM em estado de equilíbrio foi de 6,0 µg/mL em 8 horas. A biodisponibilidade média foi de 82% após injeção IM. Concentrações de Cefepima no líquido cefalorraquidiano e plasmático são apresentadas na Tabela 5.

Tabela 5: Média (desvio padrão – DP) das concentrações no líquido cefalorraquidiano (LCR) e plasmático (PL), e índice LCR/PL da Cefepima em lactentes e crianças.*

Horário da coleta (h)

NConcentração Plasmática (µg/mL)Concentração no LCR (µg/mL)

Índice LCR/PL

0,5

767,1 (51,2)5,7 (7,3)

0,12 (0,14)

1444,1 (7,8)4,3 (1,5)

0,10 (0,04)

2523,9 (12,9)3,6 (2,0)

0,17 (0,09)

4511,7 (15,7)4,2 (1,1)

0,87 (0,56)

854,9 (5,9)3,3 (2,8)

1,02 (0,64)

* Pacientes com idades entre 3,1 meses a 12 anos, com média de idade (DP) de 2,6 (3,0) anos. Pacientes com suspeita de infecção no Sistema Nervoso Central (SNC) foram tratados com Cefepima, 50 mg/kg, administrada por infusão IV de 5 a 20 minutos a cada 8 horas. Amostras de sangue e de LCR foram coletadas de pacientes selecionados, aproximadamente em 0,5, 1, 2, 4 e 8 horas após o final da infusão no 2º ou 3º dia de terapia com a Cefepima.

Outros

A farmacocinética da Cefepima não mudou em um grau clinicamente significativo em pacientes com fibrose cística. Não é necessário ajustar a dose de Cloridrato de Cefepima nesta população de pacientes.

Propriedades Farmacodinâmicas

Microbiologia

A Cefepima é um agente bactericida que age por inibição da síntese da parede celular bacteriana. A Cefepima tem amplo espectro de atividade contra uma grande variedade de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, incluindo a maioria das cepas resistentes aos aminoglicosídeos ou às cefalosporinas de terceira geração. A Cefepima é altamente resistente à hidrólise pela maioria das betalactamases e tem baixa afinidade por betalactamases cromossomicamente codificadas, exibindo rápida penetração nas células bacterianas Gram-negativas. Em estudos usando Escherichia coli e Enterobacter cloacae, a Cefepima demonstrou máxima afinidade pela proteína de ligação à penicilina (PLP) 3, seguida pela PLP 2 e, então, pelas PLP’s 1a e 1b. A ligação à PLP 2 ocorre com afinidade significantemente mais alta do que com outras cefalosporinas parenterais, o que pode aumentar sua atividade antibacteriana. A afinidade moderada da Cefepima pelas PLP’s 1a e 1b provavelmente também contribui para sua atividade bactericida total. A Cefepima mostrou-se bactericida pela análise da relação tempo-inibição (curva de inibição) e pela determinação das concentrações bactericidas mínimas (CBM) para uma ampla variedade de bactérias. O índice CBM/CIM (concentrações bactericidas mínimas / concentração inibitória mínima) não foi maior que 2 para a maioria (mais de 80%) dos isolados de todas as espécies Gram-positivas e Gram-negativas analisadas. Foi demonstrado sinergismo com os aminoglicosídeos in vitro, principalmente com isolados de Pseudomonas aeruginosa.

A Cefepima mostrou-se ativa contra a maioria das cepas dos seguintes microrganismos:

Gram-positivos aeróbios
  • Staphylococcus aureus (incluindo cepas produtoras de betalactamase);
  • Staphylococcus epidermidis (incluindo cepas produtoras de betalactamase);
  • Outros estafilococos entre os quais S. hominis e S. saprophyticus;
  • Streptococcus pyogenes (estreptococos do Grupo A);
  • Streptococcus agalactiae (estreptococos do Grupo B);
  • Streptococcus pneumoniae (incluindo cepas de resistência intermediária à penicilina com CIM de 0,1 a 1µg/mL);
  • Outros estreptococos beta-hemolíticos (Grupos C, G, F), S. bovis (Grupo D) e estreptococos Viridans.

Nota: A maioria das cepas de enterococos, por exemplo, Enterococcus faecalis, e estafilococos resistentes à meticilina, são resistentes à maioria das cefalosporinas, inclusive à Cefepima.

Gram-negativos aeróbios
  • Aeromonas hydrophila;
  • Capnocytophaga sp.;
  • Citrobacter sp., entre os quais C. diversus e C. freundii;
  • Campylobacter jejuni;
  • Enterobacter sp., entre os quais E. cloacae, E. aerogenes e E. sakazakii;
  • Escherichia coli;
  • Gardnerella vaginalis;
  • Haemophilus ducreyi, Haemophilus influenzae (incluindo cepas produtoras de betalactamase);
  • Haemophilus parainfluenzae;
  • Hafnia alvei;
  • Klebsiella sp., entre os quais K. pneumoniae, K. oxytoca e K. ozaenae;
  • Morganella morganii;
  • Moraxella catarrhalis (Branhamella catarrhalis) (incluindo cepas produtoras de betalactamase);
  • Neisseria gonorrhoeae (incluindo cepas produtoras de betalactamase);
  • Neisseria meningitidis;
  • Pantoea agglomerans (anteriormente conhecido como Enterobacter agglomerans) Proteus sp., entre os quais P. mirabilis e P. vulgaris;
  • Providencia sp., entre os quais P. rettgeri e P. stuartii Pseudomonas sp., entre os quais P. aeruginosa, P. putida e P. stutzeri;
  • Salmonella sp.;
  • Serratia, entre os quais S. marcescens e S. liquefaciens;
  • Shigella sp.;
  • Yersinia enterocolitica.

Nota: a Cefepima é inativa contra muitas cepas de Stenotrophomonas maltophilia (anteriormente conhecida como Xanthomonas maltophilia e Pseudomonas maltophilia) e Acinetobacter sp.

Anaeróbios
  • Bacteroides sp.;
  • Clostridium perfringens;
  • Fusobacterium sp.;
  • Mobiluncus sp.;
  • Peptostreptococcus sp.;
  • Prevotella melaninogenica (anteriormente conhecida como Bacteroides melaninogenicus).

Nota: a Cefepima é inativa contra Bacteroides fragilis e Clostridium difficile. A prevalência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo para espécies selecionadas. Informação sobre o padrão de resistência local deve ser obtida de um laboratório bacteriológico local e considerada na escolha da terapia empírica.

Testes de sensibilidade

Técnicas de Difusão

Resultados laboratoriais de testes de sensibilidade com disco único padronizado, usando-se discos de 30µg de Cefepima, conforme determinação do National Committee for Clinical Laboratory Standards (NCCLS), devem ser interpretados de acordo com o seguinte critério.

-

Diâmetro do halo (mm)

Microrganismos

Suscetível (S)Intermediário (I)

Resistente (R)

Microrganismos que não sejam Haemophilus sp.* e S.pneumoniae.*

≥ 1815-17

≤ 14

Haemophilus sp.*

≥ 26-*

-*

* Nota: Isolados destas espécies devem ser testados quanto à sensibilidade usando métodos de teste especializados. Isolados de Haemophilus sp. com halos <26 mm devem ser considerados equivocados e devem ser avaliados adicionalmente. Isolados de S. pneumoniae devem ser testados novamente contra um disco de 1µg de oxacilina; isolados com halos de oxacilina ≥ 20 mm podem ser considerados sensíveis à Cefepima.

“Sensível” indica que o patógeno é, provavelmente, inibido por concentrações plasmáticas que são geralmente alcançadas.

“Intermediário” indica que o organismo é sensível quando altas doses são usadas ou quando a infecção está confinada a tecidos e fluidos (p. ex.: fluido intersticial e urina), nos quais altos níveis de antibióticos são atingidos.

“Resistente” indica que é improvável que a concentração alcançável de antibiótico seja inibitória e outra terapia deve ser instituída. A sensibilidade dos microrganismos deve ser avaliada com discos de Cefepima, porque esta se tem mostrado ativa in vitro contra certas cepas resistentes a outros discos de betalactamase. O disco de Cefepima não deve ser utilizado para avaliar a sensibilidade frente a outras cefalosporinas. Procedimentos padronizados de controle de qualidade preconizam o uso de cepas controle.

Técnicas de Diluição

Usando-se métodos padronizados de diluição ou equivalentes (ex.: E-test® ), os valores da Concentração Inibitória Mínima (CIM) obtidos devem ser interpretados de acordo com o seguinte critério.

CIM (g/mL)

Microrganismo

Suscetível (S)Intermediário (I)

Resistente (R)

Microrganismos que não sejam Haemophilus sp.* e S. pneumoniae.*

≤ 816

≥ 32

Haemophilus sp.*

≤ 2-*

-*

Streptococcus pneumoniae*

≤ 0,51*

≥ 2

*Nota: isolados destas espécies devem ser testados quanto à sensibilidade usando métodos de testes de diluição especializados. Cepas de Haemophilus sp. com CIM’s maiores que 2 µg/mL devem ser consideradas equivocadas e devem ser avaliadas adicionalmente. Se o isolado de S. pneumoniae não for recuperado de um paciente com meningite, cepas de pneumococos com CIM’s intermediárias podem responder à terapia com Cefepima.

Assim como as técnicas de difusão, as técnicas de diluição preconizam o uso de cepas controle.

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