Precauções e advertências
Exigem-se técnica adequada e higienização rigorosa durante aplicação.
Injeções intramusculares devem ser profundas em músculos grandes para evitar lesões.
Aplicações intra-articulares, intralesionais ou em tecidos moles podem ter efeitos locais e sistêmicos.
Antes de injeção intra-articular, examinar líquido sinovial para descartar artrite infecciosa.
Sintomas de artrite infecciosa:
- Aumento de dor, inflamação, limitação de movimento, febre e mal-estar. Confirmada infecção, tratar com antibiótico adequado.
Não aplicar em articulações instáveis. Injeções repetidas em artrose podem piorar lesões. Evitar injeção direta em tendões. Após aplicação intra-articular, evitar sobrecarga até melhora.
Reações alérgicas graves são raras. Informar histórico de alergias antes do tratamento.
Tratamentos prolongados podem exigir transição para via oral. Dose pode ser ajustada conforme evolução da doença, resposta terapêutica e situações de estresse. Acompanhamento médico pode ser necessário até um ano após tratamentos longos.
Pode mascarar sinais de infecção. Novas infecções podem surgir durante uso. Resistência diminuída ou dificuldade em localizar infecções podem ocorrer.
Efeitos mais intensos em pacientes com hipotireoidismo ou cirrose.
Pode causar ou agravar distúrbios psiquiátricos.
Informe ao médico se tiver:
- Colite ulcerativa, abscessos, diverticulite, cirurgia intestinal recente, úlcera gástrica/intestinal, doença renal, hipertensão, osteoporose, miastenia gravis, herpes ocular, instabilidade emocional ou diabetes.
Diabéticos devem monitorar glicemia atentamente.
Uso prolongado pode causar catarata, glaucoma e aumentar risco de infecções oculares. Realizar exames oculares periódicos, especialmente após 6 semanas de tratamento.
Pode elevar pressão arterial, reter sal/água e aumentar excreção de potássio. Dieta com pouco sal e rica em potássio pode ser recomendada. Todos os corticoides aumentam perda de cálcio.
Em tratamentos longos, pode ser indicada prevenção para tuberculose. Uso de rifampicina pode exigir ajuste de dose. Usar menor dose efetiva possível. Reduções devem ser graduais.
Pode alterar mobilidade e quantidade de espermatozoides.
Retirada abrupta após uso prolongado pode causar insuficiência adrenal. Suspender gradualmente. Em situações de estresse (cirurgia, infecção, trauma) após suspensão, pode ser necessário reiniciar corticoides.
Informar se tem herpes ocular (risco de perfuração da córnea).
Não vacinar contra varíola durante tratamento. Evitar outras vacinas, exceto em terapia de reposição (ex: doença de Addison).
Evitar contato com catapora ou sarampo durante tratamentos prolongados ou com altas doses. Se ocorrer contato, buscar atendimento.
Uso em crianças
Crianças em tratamento prolongado devem ser monitoradas para:
Obesidade, retardo de crescimento, hipocalcemia e insuficiência adrenal. Maior suscetibilidade a infecções. Catapora e sarampo podem ter consequências graves. Evitar exposição. Se ocorrer, tratar imediatamente.
Gravidez e amamentação
Médico avaliará benefícios versus riscos. Uso antes da 32ª semana é controverso. Não indicado para síndrome da membrana hialina neonatal.
Recém-nascidos de mães que usaram altas doses devem ser observados para insuficiência adrenal e catarata congênita.
Gestantes com uso prolongado podem necessitar de suporte adrenal durante parto.
Não usar na gravidez sem orientação médica.
Excretado no leite materno.
Durante amamentação, usar apenas com conhecimento médico.
Uso em idosos
Maior propensão a reações adversas. Monitorar cuidadosamente.
Pode causar doping.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)