Como a carbocisteína age no organismo?
Eficácia comprovada
Doenças como bronquite crônica, fibrose cística e enfisema apresentam aumento de secreções brônquicas. A carbocisteína altera as propriedades dessas secreções, facilitando sua eliminação1.
Estudos confirmam que a carbocisteína melhora a fluidez das secreções e a função mucociliar em doenças obstrutivas crônicas2.
Comparada com placebo, a carbocisteína demonstrou redução de 30% na viscosidade das secreções após 8 horas de uso3.
Revisão de 23 estudos comprovou que mucolíticos como a carbocisteína reduzem exacerbações e necessidade de antibióticos em DPOC4.
Em comparação com bromexina, a carbocisteína apresentou efeitos mais rápidos (3 dias vs 7 dias) e melhora superior nos parâmetros respiratórios5.
Estudo de longo prazo com 109 pacientes mostrou aumento de 15-20% no fluxo expiratório com uso de carbocisteína6.
Em crianças com otite média, a carbocisteína reduziu em 2,31 vezes a necessidade de cirurgia comparado com placebo7.
Outro estudo pediátrico demonstrou redução de 76,6% para 13% na necessidade de timpanostomia8.
Sucesso clínico de 66% foi observado em crianças com otite média tratadas com carbocisteína9.
Estudos indicam que a carbocisteína reduz a adesão de bactérias como Streptococcus pneumoniae às células respiratórias10,11,12.
Referências bibliográficas:
1. Brown DT, 1988
2. Brown DT, 1988
3. Edwards GF et al, 1976
4. Poole PJ, Black PN, 2001
5. Aylward M, 1973
6. Grillage M, Barnard-Jones K, 1985
7. Pignataro O et al, 1996
8. Pollastrini L et al, 1991
9. Brkic F et al, 1999
10. Zheng CH et al, 1999
11. Ndour CT et al, 2001
12. Cakan G et al, 2003
Propriedades farmacológicas
Fórmula molecular: C5H9NO4S (peso molecular 179,2).
Mecanismo de ação
Regula a viscosidade das secreções respiratórias, aumentando a produção de sialoglicoproteínas que fluidificam o muco e melhoram a depuração mucociliar.
Farmacocinética
Absorção rápida após administração oral. Concentração máxima no sangue em 1-2 horas. Meia-vida plasmática de 1,5-2 horas. Distribui-se bem no tecido pulmonar.
Metabolizada por acetilação, descarboxilação e sulfoxidação. Eliminada principalmente inalterada pela urina.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)