Como as substâncias atuam no organismo?
Resultados do tratamento
Estudo com 618 pacientes com Parkinson que nunca usaram levodopa mostrou melhora significativa nas atividades diárias após 5 anos de tratamento. O efeito colateral mais comum foi náusea (20% dos casos), com poucos casos de movimentos involuntários.
Outra pesquisa comparou levodopa sozinha com a combinação carbidopa+levodopa. Após 6 meses, quem usou a combinação teve melhoras maiores nos sintomas de rigidez e tremor, além de menos náuseas e vômitos.
Após 7 anos de acompanhamento, 60-65% dos pacientes mantiveram benefícios, mostrando que o tratamento melhora a qualidade de vida no Parkinson.
Referências bibliográficas:
Block G., et al. Comparison of immediate-release and controlled release carbidopa/levodopa in Parkinson's disease. A multicenter 5-year study. The CR First Study Group. Eur Neurol. 1997. 1:23-7.
Lieberman A, et al. Comparison of dopa decarboxylase inhibitor (carbidopa) combined with levodopa and levodopa alone in Parkinson's disease. Neurology, 1975. 10:911-6.
Battistin L, et al. Long-term treatment of Parkinson's disease with L-Dopa and Dopa-decarboxylase inhibitor: therapeutic results and side effects. Acta Neurol Scand. 1978. 2:186-92.
Como o remédio age
A levodopa vira dopamina no cérebro, aliviando os sintomas do Parkinson. A carbidopa impede que a levodopa seja destruída antes de chegar ao cérebro, aumentando sua disponibilidade.
Esta combinação permite usar doses até 80% menores que a levodopa sozinha, com efeito mais prolongado.
A carbidopa também evita que a vitamina B6 reduza o efeito da levodopa.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)