Ação da Substância - Bryst

Bula Bryst

Princípio ativo: Fulvestranto

Classe Terapêutica: Outros Citostáticos Antagonistas Hormonais

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como o Bryst funciona no organismo?

Resultados de eficácia

Efeitos no tecido mamário

Estudos em mulheres na pós-menopausa com câncer de mama mostraram que o Fulvestranto reduziu significativamente os receptores de estrogênio (RE) de forma dependente da dose. Também houve redução na expressão de receptores de progesterona (RP) e do marcador de proliferação celular Ki67.

Efeitos no câncer de mama avançado

Estudo clínico (CONFIRM) com 736 mulheres na pós-menopausa comparou Fulvestranto 500 mg e 250 mg. A sobrevida livre de progressão foi maior com 500 mg (6,5 vs 5,5 meses). A sobrevida global também foi maior com 500 mg (redução de 19% no risco de morte).

Tabela 1: Resumo dos resultados do estudo CONFIRM:

a Fulvestranto é indicado após falha em terapia antiestrogênio.
b SG = Sobrevida global
c Valor nominal
d ORR = taxa de resposta objetiva
e Pacientes com resposta completa, parcial ou doença estável ≥24 semanas.
SLP: Sobrevida livre de progressão; OR: Resposta objetiva; CBR: taxa de benefício clínico; CB: benefício clínico; K-M: Kaplan-Meier; CI: Intervalo de Confiança; AI: inibidor de aromatase; AE: antiestrogênio.

Figura 1: Gráfico de sobrevida global do estudo CONFIRM:

Outros estudos mostraram que Fulvestranto 250 mg teve eficácia similar ao anastrozol, com maior duração de resposta em alguns casos.

Efeitos no útero na pós-menopausa

Dados indicam que Fulvestranto não estimula o endométrio. Estudos mostraram redução na estimulação endometrial.

Efeitos nos ossos

Tratamento por até 16 semanas não causou alterações clinicamente significativas nos marcadores ósseos.

Características farmacológicas

Como age

Fulvestranto é o primeiro de uma nova classe de antiestrogênicos que suprime os receptores de estrogênio. Liga-se com alta afinidade ao receptor de estrogênio alfa, causando perda da proteína do receptor nas células cancerosas.

É mais potente que tamoxifeno in vitro e in vivo, inclusive em tumores resistentes ao tamoxifeno.

Como o corpo processa

Após injeção, mantém concentrações estáveis no sangue por pelo menos 28 dias. Volume de distribuição extenso (3-5 L/kg). Ligação a proteínas plasmáticas: 99%.

Metabolismo

Biotransformação envolve oxidação, hidroxilação e conjugação. CYP3A4 é a única isoenzima envolvida, mas vias não-P450 predominam in vivo.

Eliminação

Eliminado principalmente pelas fezes. Eliminação renal insignificante (<1%).

Problemas hepáticos

Redução na depuração em pacientes com problemas hepáticos leves/moderados. Não avaliado em casos graves.

Segurança em estudos

Toxicidade

Baixa toxicidade aguda. Efeitos em estudos crônicos relacionados à atividade antiestrogênica, principalmente no sistema reprodutor.

Genotoxicidade e reprodução

Não genotóxico. Causa redução reversível da fertilidade e efeitos no desenvolvimento fetal em animais.

Câncer

Aumento de tumores ovarianos em ratos e camundongos em altas doses, relacionado ao mecanismo hormonal. Não considerado relevante para mulheres na pós-menopausa.

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