Como o Biliplex Bold funciona?
Estudos de eficácia
Em 40 pacientes com risco de dano no fígado, rins, pâncreas ou coração após intoxicação por paracetamol, divididos em 3 grupos: grupo I recebeu cisteína intravenosa; grupo II tomou metionina oral; grupo III recebeu apenas tratamento de suporte. Pacientes dos grupos I e II tiveram melhor evolução clínica e exames laboratoriais. Um paciente do grupo III faleceu, enquanto não houve mortes nos grupos I e II.
Em outro estudo com 17 pacientes tratados com metionina oral após altas doses de paracetamol, 12 não tiveram danos hepáticos, 2 tiveram danos leves e 3 tiveram danos significativos. Não ocorreram mortes, enquanto no grupo controle (14 pacientes) 7 faleceram e 7 tiveram danos hepáticos graves.
Em pesquisa com 10 pacientes adultos com esteatose hepática não alcoólica tratados com betaína por 12 meses, houve melhora significativa nos exames de fígado. Melhora histológica no fígado também foi observada, demonstrando segurança e eficácia.
Mecanismo de ação
Os componentes atuam normalizando o metabolismo de proteínas e gorduras em distúrbios como esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), sendo este processo reversível. A associação tem maior eficácia que os aminoácidos isolados.
A colina atua no fígado prevenindo acúmulo de gordura e auxiliando na remoção de toxinas. Participa da formação de fosfolipídios, síntese de neurotransmissores e doação de grupos metil.
A betaína completa a ação antioxidante, acelerando a remoção de gordura do fígado. Atua como osmólito (proteção celular) e doadora de grupos metil, essenciais para funções metabólicas. Deficiência pode levar a acúmulo de gordura hepática.
A metionina é aminoácido essencial com ação protetora hepática e antioxidante. É precursora de substâncias importantes como glutationa. Sua deficiência está ligada à esteatose hepática e redução das defesas antioxidantes. O metabolismo da betaína está interligado ao da colina e metionina.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)