Como o Aracor Anlo age no corpo? Farmacologia
Eficácia comprovada
Mais de 1.400 pacientes hipertensos foram tratados com Valsartana + Anlodipino em estudos. O efeito na pressão dura 24 horas.
Em pacientes com pressão diastólica ≥ 95 mmHg, o remédio reduziu a pressão significativamente mais que placebo. Pacientes não controlados com valsartana ou anlodipino isolados tiveram melhor controle com a combinação.
O efeito se mantém por mais de um ano. Parar abruptamente não causou aumento rápido da pressão. Pacientes com inchaço por anlodipino tiveram menos edema com a combinação.
Referências Bibliográficas:
[Estudos VAA2201, VAA2305, VAA2306, VAA2307, VAA2308 - Detalhes no texto original]
Como funciona no organismo
Mecanismo de ação
Grupo farmacoterapêutico: bloqueador da angiotensina II + bloqueador de cálcio.
Código ATC: C09DB01.
Combina dois mecanismos complementares:
- Anlodipino relaxa os vasos sanguíneos bloqueando o cálcio. Valsartana bloqueia a angiotensina II, que contrai os vasos. Juntos reduzem a pressão mais que separados.
Anlodipino
Age relaxando a musculatura dos vasos, reduzindo a resistência vascular e a pressão arterial. Não afeta a frequência cardíaca.
Valsartana
Bloqueia especificamente a angiotensina II (substância que contrai os vasos). Não causa tosse (diferente de inibidores da ECA). Reduz a pressão sem alterar o batimento cardíaco.
Farmacocinética (como o corpo absorve e elimina)
Anlodipino
Pico de ação em 6-12 horas. Biodisponibilidade 64-80%. Não é afetado por alimentos. Meia-vida longa (30-50 horas).
Valsartana
Pico em 2-4 horas. Biodisponibilidade 23%. Alimentos reduzem absorção, mas sem perda de efeito. Eliminado principalmente nas fezes.
Combinação
A absorção da combinação é equivalente aos componentes separados.
Dados de segurança
Estudos em animais não mostraram riscos adicionais com a combinação. Efeitos gastrintestinais foram observados em altas doses.
Anlodipino e valsartana isolados não mostraram mutagenicidade ou risco carcinogênico relevante.
Gravidez
Contraindicação absoluta: Pode causar danos fetais graves, incluindo insuficiência renal e morte. Em caso de exposição acidental, monitorar o bebê.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)