Como a substância do Apresolina age?
Eficácia comprovada
Hidralazina é um medicamento conhecido. Não há estudos clínicos recentes.
Pressão alta
Em doses diárias de 50 a 150 mg, reduziu significativamente a pressão em pacientes hipertensos. Em um estudo, 53% dos pacientes controlaram a pressão(1).
Outro estudo mostrou redução similar a outros remédios para pressão(2).
Referências:
1. Danielson M et al. Evaluation of once daily hydralazine in inadequately controlled hypertension. Acta Med Scand 1983;214(5):373-80
2. Bevan EG et al. Comparison of captopril, hydralazine and nifedipine as third drug in hypertensive patients. J Hum Hypertens 1993;7(1):83-8
Coração fraco (insuficiência cardíaca)
Pacientes com coração fraco melhoraram com Hidralazina(1). Em outro estudo, a combinação com nitrato reduziu mortes em 34%(2).
Referências:
1. Conradson TB et al. Clinical efficacy of hydralazine in chronic heart failure: one-year double-blind placebocontrolled study. Am Heart J 1984;108(4 Pt 1):1001-6
2. Cohn JN et al. Effect of vasodilator therapy on mortality in chronic congestive heart failure. N Engl J Med 1986;314(24):1547-52
Como age no organismo
Mecanismo de ação
Grupo: vasodilatador (Código ATC C02DB02).
Relaxa os vasos sanguíneos, principalmente as pequenas artérias, baixando a pressão. Aumenta os batimentos cardíacos e o sangue bombeado. Pode causar retenção de líquidos, controlável com diuréticos.
No coração fraco, reduz o esforço do coração e melhora o bombeamento.
Como o corpo processa
Absorção
Absorvida rapidamente pelo estômago/intestino. Comida pode reduzir seu efeito. Pico de ação em cerca de 1 hora.
Distribuição
Liga-se a proteínas do sangue. Atravessa placenta e passa no leite materno.
Transformação no corpo
Processada principalmente no fígado. Pessoas metabolizam de forma diferente.
Eliminação
Meia-vida de 2-3 horas. Eliminada principalmente pelos rins. Idosos e pessoas com problemas renais podem eliminar mais devagar.
Estudos em animais
Gravidez e fertilidade
Não afetou fertilidade em ratos. Em doses altas, causou problemas em filhotes de camundongos, mas não em ratos ou coelhos.
Risco de câncer
Estudo em ratos mostrou tumores benignos em doses altas. Anos de uso em humanos não indicam risco aumentado de câncer.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)