Como Aminofilina Neo Química age no corpo?
Resultados de Eficácia
Estudos mostram que aminofilina na veia ajuda em crises graves de asma quando associada a broncodilatadores e corticoides. Níveis controlados apresentaram boa segurança.
Montserrat et al1 trataram pacientes hospitalizados por asma com aminofilina ou placebo, além do tratamento padrão. O grupo com aminofilina teve melhora significativa na função pulmonar (CVF e VEF1) sem reações adversas.
Mitenko e Ogilvie2 observaram melhora contínua da respiração com níveis de 5-20mcg/mL. Três pacientes tiveram taquicardia em níveis altos (até 24.6mcg/mL), sem eventos graves.
Wrenn et al3 mostraram redução de internações em crises de asma/DPOC com uso de aminofilina+beta-agonistas, sem aumento de efeitos colaterais.
Referências Bibliográficas
1- Montserrat JM, Barbera JA, Viegas C, Rocca J, Rodorigue-Roisin R. Gas Exchange response to intravenous aminophylline in patients with a severe exacerbation of asthma. Eur. Respir. J. 1995; 8: 28-33.
2- Mitenko PA, Ogilvie RI. Rational intravenous doses of theophylline. N. Engl. J. Med. 1973; 289: 600-3.
3- Wrenn K, Slove CM, Murphy F, Greenberg RS. Aminophylline therapy for acute bronchospastic diseases in the emergency room. Ann Intern. Med. 1991; 115: 241-247.
Como Funciona no Organismo
Teofilina (1,3-dimetilxantina) forma a Aminofilina ao se combinar com etilenodiamina, aumentando sua solubilidade.
Dilata brônquios e vasos pulmonares, relaxando a musculatura. Aumenta batimentos cardíacos e produção de urina. Age no sistema nervoso central e músculos esqueléticos.
Age inibindo enzimas (fosfodiesterase), bloqueando receptores de adenosina e regulando cálcio. Estimula o centro respiratório no cérebro.
Distribui-se por todo corpo, passando pela placenta e leite materno. Liga-se 60% às proteínas do sangue (menos em bebês e doentes hepáticos).
Metabolizada no fígado em ácidos 1,3-dimetilúrico e 1-metilúrico. Eliminada na urina (10% inalterada em adultos, até 50% em bebês).
Meia-vida varia: adultos saudáveis (6-12h), fumantes (4-5h), bebês (10-45h). Idosos e doentes hepáticos/cardíacos têm eliminação mais lenta.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)