Ação da Substância - Albocresil

Bula Albocresil

Princípio ativo: Policresuleno

Classe Terapêutica: Anti-Septicos Ginecológicos

Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)

Como Albocresil age no corpo? Farmacologia

Resultados de Eficácia


Estudo comparou Policresuleno e metronidazol no tratamento de infecções vaginais.

No 7º dia, Policresuleno curou mais pacientes (39 de 54) que metronidazol (26 de 56). No 14º dia, cura foi similar (87% vs 86%)1.

Após cauterização do colo uterino, Policresuleno acelerou cicatrização (70% em 21 dias)2.

Em 37 pacientes com problemas ginecológicos, maioria teve melhora (78-100%) ou cura completa (59-96%)3.

Em 1.800 cirurgias de amídalas, Policresuleno preveniu sangramentos pós-operatórios4.

Referências:

1. Siekmann U, Baxmann U. Estudo comparativo entre Albothyl vaginal e metronidazol. 1990.
2. Lomando SR, Ferrari A. Ação do ácido metacresolsulfônico pós-cauterização. 1983.
3. Dassenaike AGS. Eficácia de Albothyl em problemas ginecológicos. 1988.
4. Albothyl para controle de sangramento após cirurgia. 1965.

Características Farmacológicas


Como funciona

Mecanismo de ação

Policresuleno tem pH ácido (0,6 na solução pura, 2,0 quando diluído).

Age de três formas:
  • Mata bactérias, fungos e protozoários;
  • Remove tecidos mortos e células danificadas;
  • Estanca sangramentos por coagulação e contração de vasos.

Funciona contra bactérias gram-negativas, gram-positivas e fungos, especialmente Gardnerella vaginalis, anaeróbios e tricomonas.

Estimula cicatrização e formação de nova pele.

Age rapidamente sobre tecidos danificados.

Comportamento no corpo

Absorção

É absorvido pela mucosa uterina e eliminado principalmente pela urina, sem efeitos prejudiciais.

Metabolismo e Distribuição

Metabólitos desconhecidos. Não há dados sobre tempo de ação.

Segurança

Seguro para uso tópico com mais de 50 anos de experiência clínica.

Toxicidade aguda

Dose letal em animais é 200-300 vezes maior que dose humana.

Toxicidade prolongada

Sem toxicidade significativa em ratos e cães com doses acima das humanas.

Testes em pele de animais mostraram apenas vermelhidão passageira.

Gravidez

Estudos em animais não mostraram danos à fertilidade, fetos ou filhotes.

Risco de câncer

Teste de mutagenicidade negativo. Nenhum caso relatado em décadas de uso.

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