Como Airclin age no corpo?
Resultados de estudos
Estudos com 315 crianças (4-12 anos) mostraram eficácia da triancinolona intranasal em doses diárias de 110-220µg para rinite alérgica.
Em adultos e crianças acima de 12 anos, doses de 220 µg/dia aliviaram significativamente sintomas nasais comparado a placebo. Crianças de 6-12 anos também tiveram redução significativa com 110-220 µg/dia.
Em crianças de 2-5 anos, 110 µg/dia mostraram melhora estatística nas primeiras 24h, mas não mudança imediata no escore total de sintomas após 4 semanas.
Airclin não tem efeito imediato. Alguns melhoram no primeiro dia, com alívio esperado em 3-4 dias. Se interrompido cedo, sintomas podem demorar a voltar.
Doses acima de 440 µg/dia não suprimiram a função adrenal em maiores de 6 anos. Em crianças de 2-5 anos (110 µg/dia), resultados foram inconclusivos.
Estudo de 1 ano com 298 crianças (3-9 anos) mostrou crescimento 0,45 cm/ano mais lento com 110 µg/dia.
Referências Bibliográficas
Gawchik, S.M.; Saccar, C.L. A Risk-Benefit Assessment of Intranasal Triamcinolone Acetonide in Allergic Rhinitis. Drug Safety, 23 (4): 309-322, 2000.
Características farmacológicas
Como funciona
Triancinolona acetonida é derivado potente, cerca de 8 vezes mais forte que prednisona em modelos de inflamação.
Embora o mecanismo exato seja desconhecido, corticosteroides são eficazes contra doenças alérgicas.
Como o corpo processa
Dose única intranasal de 220 µg mostrou baixa absorção. Pico médio: 0,5 ng/mL em 1,5h. Concentração indetectável em 24h. Meia-vida: 3,1h.
Em crianças, exposição sistêmica similar a adultos. Metabolizada em compostos inativos.
Pacientes especiais
Crianças
Em 2-5 anos, exposição sistêmica similar a adultos recebendo 220 µg/dia. Eliminação e distribuição cerca de metade da dos adultos.
Testes em animais
Mostraram efeitos típicos de glicocorticoides. Sem evidência de mutação ou câncer relacionado.
Como outros corticosteroides, mostrou-se teratogênico em animais, causando fenda palatina, hidrocefalia e malformações. Em roedores, aumentou reabsorção fetal e natimortos.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)