Como funciona o Água para Injeção Isofarma?
Eficácia
Infecções por fungos
282 pacientes intolerantes à anfotericina B convencional, com aspergilose (n=111), candidíase (n=87), zigomicose (n=25), criptococose (n=16), fusariose (n=11) e outras infecções fúngicas foram tratados com Água para Injetáveis em estudos abertos, demonstrando eficácia.
Efeitos nos rins
Pacientes com aspergilose e creatinina inicial acima de 2,5 mg/dL apresentaram redução durante o tratamento. Comparado à anfotericina B convencional, os níveis de creatinina foram menores com Água para Injetáveis.
Figura 1: Variação média da creatinina sérica ao longo do tempo em pacientes com aspergilose e creatinina inicial > 2,5 mg/dL
[ ] = Número de pacientes por período.
Nota: Dados representam grupos de pacientes.
Figura 2: Variação média da creatinina sérica ao longo do tempo em pacientes com infecções fúngicas e creatinina inicial > 2,5 mg/dL
[ ] = Número de pacientes por período.
Nota: Dados representam grupos de pacientes.
Em estudo com candidíase invasiva, pacientes com função renal normal apresentaram menos problemas nos rins com Água para Injetáveis (5 mg/kg/dia) versus anfotericina B convencional (0,7 mg/kg/dia).
Embora menos tóxico que a anfotericina B convencional, doses acima de 5 mg/kg/dia podem causar danos renais. Não há estudos formais com doses superiores.
Características farmacológicas
Grupo: Antifúngicos sistêmicos.
Código ATC: J02AA01.
Suspensão estéril para infusão venosa.
Composto por anfotericina B ligada a fosfolipídios. Apresenta-se como líquido amarelo opaco, pH 5-7.
Nota: A formulação lipídica altera as propriedades funcionais do princípio ativo.
Anfotericina B é um antibiótico antifúngico produzido por Streptomyces nodosus.
Fórmula molecular: C47H73NO17.
Fórmula estrutural:

Farmacodinâmica
Mecanismo
Liga-se a esteroides da membrana celular dos fungos, alterando sua permeabilidade. Pode danificar células humanas pelo mesmo mecanismo.
Atividade
Eficaz contra Aspergillus sp. e Candida sp. em testes laboratoriais. Resultados podem variar clinicamente.
Ativo em modelos animais contra diversos fungos.
Farmacocinética
Os testes não distinguem anfotericina B ligada a fosfolipídios da forma livre.
A farmacocinética é não linear: volume de distribuição e depuração aumentam com doses maiores.
Parâmetros farmacocinéticos no sangue:
Comparação farmacocinética entre Água para Injetáveis e anfotericina B convencional | ||
Parâmetro | Água para Injetáveis 5 mg/kg/dia (5-7 dias) | Anfotericina B convencional 0,6 mg/kg/dia (42 dias) |
Concentração máxima (μg/ml) | 1,7 ± 0,8 (n=10) | 1,1 ± 0,2 (n=5) |
Concentração residual (μg/ml) | 0,6 ± 0,3 (n=10) | 0,4 ± 0,2 (n=5) |
Área sob a curva (AUC) (µg*h/mL) | 14 ± 7 (n=14) | 17,1 ± 5 (n=5) |
Depuração (mL/h*kg) | 436 ± 188,5 (n=14) | 38 ± 15 (n=5) |
Volume de distribuição (L/kg) | 131 ± 57,7 (n=8) | 5 ± 2,8 (n=5) |
Meia-vida (h) | 173,4 ± 78 (n=8) | 91,1 ± 40,9 (n=5) |
Excreção urinária (% da dose) | 0,9 ± 0,4 (n=8) | 9,6 ± 2,5 (n=8) |
1 Pacientes com leishmaniose.
2 Pacientes com câncer ou neutropênicos.
3 Pacientes com leishmaniose.
4 Percentual excretado em 24h após última dose.
Volume de distribuição elevado indica absorção pelos tecidos. Meia-vida longa sugere redistribuição lenta.
Pequeno acúmulo após múltiplas doses (AUC aumenta ~34% em 7 dias).
Distribuição tecidual após três doses de 5,3 mg/kg:
Concentração nos tecidos | |
| Órgão | Concentração (µg/g) |
Baço | 290 |
Pulmão | 222 |
Fígado | 196 |
Linfonodos | 7,6 |
Rim | 6,9 |
Coração | 5 |
Cérebro | 1,6 |
Distribuição similar em estudos animais, mas relação com atividade terapêutica desconhecida.
Grupos especiais
Problemas no fígado
Efeito desconhecido, mas pacientes com hepatopatias foram tratados com sucesso.
Problemas nos rins
Estudos mostram segurança em pacientes com insuficiência renal. Monitorar função renal e eletrólitos. Pode ser usado durante diálise.
Idosos
Não há estudos específicos, mas doses equivalentes foram usadas com sucesso.
Crianças
Eficaz e seguro em neonatos e crianças. Dosagem de 2,5-5 mg/kg/dia para candidíase invasiva.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)