Como age no corpo?
Eficácia
Infecções por fungos
Estudos com 282 pacientes mostraram eficácia no tratamento de aspergilose, candidíase e outras infecções fúngicas graves.
Função renal
Pacientes com aspergilose e creatinina elevada tiveram melhora nos níveis durante o tratamento. Comparado à anfotericina B convencional, apresentou menor impacto renal.
Figura 1: Alterações da creatinina sérica em pacientes com aspergilose
[ ] = Número de pacientes avaliados.
Nota: Dados representam grupos de pacientes.
Figura 2: Evolução da creatinina sérica em infecções fúngicas
[ ] = Número de pacientes avaliados.
Nota: Dados representam grupos de pacientes.
Em candidíase invasiva, pacientes com função renal normal tiveram menos problemas renais comparado ao tratamento convencional.
Características
Grupo: Antifúngicos sistêmicos.
Código ATC: J02AA01.
Suspensão estéril para aplicação na veia. Composição: anfotericina B combinada com fosfolipídios.
Como age
A anfotericina B age ligando-se à membrana das células fúngicas, alterando sua permeabilidade.
Comportamento no organismo
Distribui-se amplamente pelos tecidos, com altas concentrações no baço, pulmão e fígado. Tem meia-vida longa (cerca de 173 horas).
Concentrações nos órgãos após uso:
| Órgão | Concentração (µg/g) |
Baço | 290 |
Pulmão | 222 |
Fígado | 196 |
Rins | 6,9 |
Cérebro | 1,6 |
Grupos especiais
Problemas no fígado: Pode ser usado com monitoramento.
Problemas nos rins: Requer acompanhamento da função renal.
Idosos e crianças: Estudos mostram segurança nas doses adequadas.
Revisado por Isabelle Baião de Mello Neto (CRF-MG 24309)